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  • Gisele Alvares Gonçalves

15 personagens femininas inesquecíveis - parte 1

Boa noite, meus pudinzinhos, tudo bem com vocês? Hoje eu vim trazer a primeira parte (de três) de uma matéria que havia horas eu estava querendo escrever: as personagens femininas mais inesquecíveis do mundo do cinema e das séries. Aqui está valendo tudo: filmes clássicos, estreias, séries quase desconhecidas pelo público… Tudo o que, em minhas andanças, eu acabei por conhecer, e alguma dessas belas e interessantes damas que marcaram o meu imaginário de mulher. E aí, prontos para embarcar comigo nesta viagem? Que me sigam os bons!

Holly Golightly


Filme: Bonequinha de Luxo

Atriz: Audrey Hepburn

Frase marcante: "Nós não pertencemos a ninguém, e ninguém nos pertence. Nós nem mesmo pertencemos um ao outro".


Ao pensar em mulheres incríveis, claro que a primeira figura que me vem à mente é a nossa amada bonequinha de luxo, a protagonista de uma das comédias românticas mais perfeitas que Hollywood já nos deu de presente. Ora, e por que Holly está nesta lista, você poderia me perguntar… E as respostas são muitas, porém tentarei fazer um resumo nestas poucas linhas. Holly é a mistura perfeita de inocência e de safadeza, tendo grandes sonhos para sua vida quando, na verdade, ela paga suas contas ao sair com cavalheiros diversos. O que mais chama a atenção nessa personagem, no entanto, é o quanto ela é imprevisível, o que acaba por torná-la extremamente sedutora (não apenas para os homens, mas para os expectadores do filme): desde molhar as plantas com um copo de whisky, até botar sapatos na geladeira ou guardar um telefone em uma mala, nunca sabemos o que podemos esperar dessa mulher! Ela é doida mesmo, uma doidinha, e o roteiro é tão bem escrito que a Holly nos surpreende de cinco em cinco minutos.


Ela é um deleite, e nos faz sorrir o tempo inteiro, como uma boa sedutora sabe fazer. Aliás, ao meu ver ela foi a inspiração para a composição da Harley Quinn do filme Esquadrão Suicida que, apesar de ser uma personagem muito mais violenta que a Holly, tem várias de suas características. A bonequinha de luxo é alguém que consegue transformar qualquer vida monótona em um eterno ponto de interrogação, mostrando que a vida é excitante e cheia de oportunidades.



Emma Hamilton


Filme: Lady Hamilton, a Divina Dama

Atriz: Vivien Leigh

Frase marcante: "Eles nos contaram de suas vitórias, mas não do preço que você pagou."


Basicamente tudo o que a Vivien faz é um sucesso, afinal ela é uma atriz incrível, fofa e cheia de charme. Este filme não é muito conhecido aqui no Brasil, porém recomendo fortemente que vocês o assistam, e se deliciem ao conhecer esta bela diva, a Emma Hamilton, uma personagem também inocente e com um passado obscuro (um contraste, aliás, que parece dar muito certo nas narrativas cinematográficas, quando bem escritas). Emma foi trocada como um objeto, e acabou por cair nas mãos de William Hamilton, embaixador britânico em Nápoles, um cara mais velho que lhe deu luxo e uma vida para lá de boa. Emma era feliz, até conhecer o capitão Nelson, por quem se apaixonou perdidamente. Como William mesmo diz, Emma era uma bobinha… Mas uma boba adorável. Com uma vivacidade que a fazia brilhar por onde passasse, a protagonista fala sobre jantares ao luar e sobre passeios de barco em Capri, imaginando e organizando cenas poéticas a deslumbrar os homens (e o expectador). Engenhosa também, ela acaba por ser mais eficiente que seu marido nos trâmites da política, e prova a Nelson que ele não deveria excluir as mulheres das negociações, uma vez que o próprio rei de Nápoles, nas palavras de Emma, era a rainha.


Nelson, o sério capitão que combatia as frotas de Napoleão, não tinha nem chance contra uma diva dessas, não é mesmo? Apesar de tudo, no entanto, de seduzir o capitão e de trair o seu marido, Emma era inocente, e possuía um coração puro e bom, apesar de um pouco impulsivo. Como toda boa sedutora, ela não media as consequências de seus atos, porém, quando ela percebe que está seguindo por um caminho errado, ela tenta frear suas emoções, procura conter-se. Quem disse, no entanto, que uma mulher feita de sentimentos e poesia, como ela, poderia domar o próprio coração? As tentativas são infrutíferas, como deveriam ser. Emma é, portanto, uma escrava fiel de seu amor, que acaba por tornar-se sua própria vivacidade. Ela e Nelson eram um só, e nem mesmo na morte eles seriam separados.


Lucrezia Borgia

Série: Os Bórgias

Atriz: Holly Grainger

Frase marcante: "Jovens amantes são sempre condenados"


Não tenho nem palavras para elogiar a minha loirinha! Ela é, afinal de contas, uma das minhas personagens preferidas de todos os tempos. Ao contrário de Holly Golightly e de Emma Hamilton (que tinham um passado sujo, apesar de se manterem inocentes em suas personalidades), Lucrezia inicia sua jornada como uma garota de 14 anos que nada sabe da vida, e nem pode imaginar a quantos horrores ela poderia ser submetida no futuro. Sua jornada não inicia na lama e ascende a um amor redentor, muito pelo contrário: o amor a mancha mais que qualquer outro fator, uma vez que, por vontade de Deus, ela veio a se apaixonar pelo próprio irmão. Pois é, sérias suspeitas que Cersei e Jamie tenham sido inspirados nesta história dos Bórgias, que é real.


Lucrezia tem que desenvolver, da pior forma possível, algumas armas para sua própria sobrevivência, e a primeira delas não poderia deixar de ser a sedução. Ela não é imprevisível e doidinha como Holly, pois sua vivacidade é calculada para atrair os homens, algo que ela faz com certa facilidade. Também, né… Quem não cairia por esse rostinho bonito, não é mesmo? Mas, apesar de tudo isso, Lucrezia é a primeira das nossas divas que tem um quê profundo de melancolia, de infelicidade. Ela não consegue ser feliz, por mais que tente, por mais que seja a filha do papa. Ela tem riquezas à sua disposição, tem todos os bens materiais que possa desejar, porém o amor (o requisito básico de toda alma sentimental e poética) não está a seu alcance, pois a moral a impede por muito tempo de aproximar-se de seu irmão. Ela é uma Bórgia, o que quer dizer que é filha de uma família cruel e movida pela ambição, tendo como legado o ódio de tantas pessoas e o desprezo de todas as outras. Ninguém poderia compreendê-la verdadeiramente, exceto outro Bórgia, e por isso ela é amaldiçoada.



Ana Bolena

Série: Os Tudors

Atriz: Natalie Dormer

Frase marcante: "Seduza-me. Escreva cartas pra mim, e poemas... Eu amo poemas. Arrebate-me com suas palavras. Seduza-me."


Assim como Lucrezia está presa às ambições de sua família, também Ana Bolena está. A pedido de seu pai e seu tio, ela deve seduzir o rei Henrique VIII, de forma a manter o desejo dele por ela prolongadamente. Ana, no entanto, é uma alma sensível, e no fundo ela sabe que o preço por cumprir os desígnios de sua família é perder-se no amor por aquele a quem deveria seduzir. Ela também conhece as artimanhas para deixar o rei completamente à sua mercê: ela prolonga a espera para a consumação do ato carnal, deixando-o louco por aquilo o que ele não pode ter. Ana é discreta, ela deixa que sua beleza faça seu trabalho por ela, não sendo tão vivaz quando Emma foi retratada em A Divina Dama. Ainda assim, ela é graciosa na arte da dança e calculista na hora de chamar a atenção dos homens, apesar de ser bem mais temperamental do que as outras divas aqui retratadas. Seu temperamento, no final das contas, foi sua ruína. Ela não conseguia segurar o ciúme e acabava por causar brigas cansativas e desnecessárias com o seu amante, desgastando a conexão que eles tinham. Ana deixava-se guiar demais por suas emoções ruins, o que acabava por atrapalhar os seus cálculos na arte da sedução.


Ainda assim, quando conseguia se recuperar, ela sabia que a melhor estratégia para conquistar alguém é ser a luz, e não a mariposa, e acabava por surpreender com alguma festa em seus próprios aposentos, mostrando uma alegria que talvez não fosse verdadeira, mas que existia para seus propósitos maiores. Ana não era perfeita, ela tinha um pouco de paranoia e também alguns pensamentos vingativos, porém ela não deixa de ser uma força da natureza muito bem interpretada pela Natalie Dormer, que deu mais graça à personagem que sua concorrente no mesmo papel, a Natalie Portman. Ana foi astuta, foi intempestiva, foi rainha, foi mulher, e apesar de ter falhado no final (e perdido sua cabeça por isso), nós ainda a amamos acima de tudo, e choramos sua morte no fatídico episódio de The Tudors.


Scarlett O’Hara

Filme: E O Vento Levou

Atriz: Vivien Leigh

Frase marcante: "Eu não consigo pensar nisso agora. Se eu o fizer, eu vou enlouquecer. Eu vou pensar nisso amanhã."


Sim! Como poderia faltar ela, a diva dentre as divas de todas as séries e filmes? A personagem que vai fazer de tudo para sobreviver, ainda que tenha que matar, roubar, extorquir e condenar qualquer pessoa a uma vida curta e infeliz! E, ainda assim, nós a amamos, por sua força em seguir em frente, por sua resiliência a tempos tão cruéis quanto foram os anos da Guerra da Secessão. Scarlett sabia ser muito fofa quando queria, e como esquecer de como ela tornava sua voz mais aguda quando estava seduzindo um homem? E ela seduzia sem motivo nenhum às vezes, apenas por esporte! Como no churrasco em Twelve Oaks, em que ela ficou rodeada de tantos homens que nem pôde sentar na mesa. E a disputa depois, para eles verem quem iria ter a honra de buscar a sobremesa para ela? Realmente, uma das cenas mais inesquecíveis de Hollywood.


Scarlett era vivaz, tinha sede de vida… Muito parecida, neste aspecto, com a Emma Hamilton, apesar de não ter o passado sujo que esta tinha, nem muito menos a inocência da outra personagem de Vivien Leigh. Aliás, nem no começo do filme Scarlett é uma santinha, mostrando suas garras já quando demonstra todo o seu ódio por Melanie Hamilton. O que motiva a protagonista do filme é, certamente, o desafio: ela apenas ama Ashley porque ele foi o único que não caiu sob o seu feitiço, e a Melanie acabou por ser, por conta disso, apenas uma pedra no seu caminho, um nível de dificuldade a mais, que ela tinha certeza que podia vencer ao final do jogo. Bom, depois ela acabou por gostar mesmo da Melanie e se tornou sua amiga de verdade, mas isso é outra história. A questão é que ela é, sem sombra de dúvidas, a mais forte dentre as divas, aquela que tem capacidade para enfrentar as dificuldades mais hardcore da vida, porém ela faz isso sem um pingo de bondade em seu coração (ou de maldade, se for contar. Ela é a personagem mais neutra que eu conheço na história do cinema). Ela vai sobreviver a qualquer custo, não importa em quem tenha que pisar… E se ela puder brincar com algum coração ao longo do caminho, por que não? Sedutora doce e fatal, bem como a gente ama ver nas telinhas.


É isso aí, galera... Espero que tenham gostado do tema dessa série de matérias, e que gostem destas personagens tanto quanto eu as amo. E aí, quem vocês acham que vai estar nas próximas listas? Vocês têm pedidos? Adoraria saber quais são as protagonistas de filmes e séries que vocês não conseguem esquecer!


Link para a segunda parte da matéria

Link para a terceira parte da matéria


Um beijo, e até a próxima!