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  • Gisele Alvares Gonçalves

3 adaptações de livros para quem ama a Idade Média

Olá a todos, guerreiros e princesas do meu coração, tudo bem por aí? Hoje vou me dedicar exclusivamente para o público que ama filmes e séries sobre a Idade Média, ama ler e está perdidão por aí, precisando de novas indicações. Se você é essa pessoa, seus problemas acabaram! Abaixo você vai encontrar três obras que abordam tópicos bem diferentes, mas que certamente vão agradar aqueles que gostam de um feat entre história e ficção. E aí, prontos para conhecer as minhas dicas? Então lá vamos nós!

The Last Kingdom


Claro, não poderíamos começar por nenhum outro lugar. The Last Kingdom é uma série que acabou se tornando bastante popular, principalmente porque foi produzida e é divulgada pela queridinha da década, a Netflix, mas também porque possui qualidade de roteiro e de produção, além de retratar um tema bastante interessante, que é a invasão dos danos sobre os reinos saxões (onde hoje fica a Inglaterra). O que talvez nem todos saibam é que, antes de ser uma série de sucesso, esta história era uma saga escrita por Bernard Cornwell, chamada As Crônicas Saxônicas.

Com um fundo histórico, pero no mucho, The Last Kingdom acompanha Uhtred Ragnarson, um cara parcialmente inspirado em um personagem histórico, porém que existiu após os acontecimentos retratados na série. Personagem carismático e impulsivo, cabeça-dura e bom de briga, ele possui todos os ingredientes para tornar qualquer trama um sucesso, ainda mais por causa da atuação jovial do Alexander Dreymon. Para a mulherada de plantão, recomendo dar uma olhada na foto da pessoa… Aposto que já vai ser um incentivo e tanto para assistir à série.


Esta não é uma trama de fantasia, então não esperem encontrar dragões ou zumbis de gelo ao longo dos episódios, porém ouso dizer que existe um respingo de magia nesta história, visto que, ao retratar a religião nórdica, parece que os roteiristas querem dizer que ela é real, e por isso maldições parecem funcionar de fato com os personagens. Se é tudo coincidência, jamais poderemos dizer.

Para quem está procurando um documentário histórico, com o figurino perfeitamente compatível com o tempo retratado, ouso dizer que The Last Kingdom pode ser uma perda de tempo… Mas se você está procurando algo para se divertir, chorar, sorrir e ter um bom nível de imersão no período, esta é a série perfeita para você! Sendo assim, convido todos a conhecer Uhtred Ragnarson, suas batalhas, seus romances, seus laços de amizade e suas perdas, e tenho certeza de que vão se apaixonar por esta trama tanto quanto eu.


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Arn: O Cavaleiro Templário

Inspirado nos livros de Jan Guillou, esse filme sueco de 2007 tem tudo para se tornar um dos grandes clássicos sobre o período da Idade Média. Claro, se você está esperando um longa-metragem a la Gladiador, com o roteiro focado na ação, você pode tirar o cavalinho da chuva, pois apesar de ter cenas de batalha (muito bem filmadas, por sinal), Arn: O Cavaleiro Templário gira mais em torno do romance do que da guerra em si.

Assim como The Last Kingdom, estamos falando aqui de um protagonista masculino, guerreiro e fictício, porém que, ao contrário de Uhtred Ragnarson, não é intrépido ou impulsivo... Tanto isto é fato que, durante os vinte anos em que Arn permanece na Terra Santa, ele conserva um único objetivo: voltar para a mulher que ele ama, Cecilia Algtsdotter. Arn é o típico bom-moço, sábio e experiente com a espada, que ama profundamente e somente deseja construir uma vida tranquila com sua mulher, porém a vida o empurra para a guerra continuamente, como se esse fosse seu destino. Em termos de atuação, nada tenho a reclamar do Joakim Nätterqvist, muito pelo contrário: acho incrível como ele consegue dar um ar de inocência para o personagem no início do filme, e conforme a trama se desenvolve também vai se desvelando a confiança sábia e silente de Arn.

Esse é um filme indicado principalmente para quem gosta de romances e não está procurando tramas fantasiosas. Aqui, mais do que em The Last Kingdom, não temos nada de mágico acontecendo, sendo o roteiro desenvolvido essencialmente sobre as rixas entre clãs na Gotland (atual Suécia), a vida no convento de Cecilia Algotsdotter e animizade entre Arn e Saladino na Terra Santa.

De novo, não existe uma fidelidade muito rígida com a História aqui também (como em qualquer outro filme que encontremos por aí), mas a beleza da fotografia mais do que compensa esse fato. Além disso, é legal ver um filme medieval sobre a Suécia que não seja a respeito dos vikings… Tipo, sério, parece que foi só isso o que rolou por lá durante a Idade Média! Desafio vocês a nomearem outro longa, ou série, que retrate os nórdicos para além desse esteriótipo. Enfim, só queria deixar aqui meu convite para vocês assistirem Arn: O Cavaleiro Templário. Mas assistam mesmo, hein? E depois voltem aqui, para comentar o que acharam do filme!


Labirinto

Não, não estou falando do filme de 1986 com o David Bowie… Estou falando da adaptação do livro da Kate Mosse, uma obra incrível que eu encontrei pela primeira vez em um brechó beneficente dos gateiros de plantão. Labirinto acabou por ser longo demais para ser um filme, e curto demais para ser uma minissérie, porém é tão gostoso de se ver que eu mato em uma sentada, sem nem lembrar que preciso ir no banheiro. Talvez seja a inclusão mais diferentona desta lista, principalmente pelo fato de que a trama se passa em dois tempos (presente e passado), porém ainda vai agradar aqueles que curtem produções históricas e imersão em um mundo medieval.

Diferente do que a gente viu até agora, Labirinto trabalha com duas protagonistas, e mulheres! Sendo assim, acompanhamos Alice Tanner no presente e Alaïs Pelletier Du Mas no passado, na famigerada Cruzada Albigense. Ambas são doces e femininas, porém fortes e obstinadas… Além de, é claro, muito inteligentes. Elas possuem seus dramas amorosos ao longo da trama, mas apesar de terem seus corações ocupados por um romance, nunca deixaram de fazer o que precisavam, mesmo quando suas vidas estavam em perigo. Alice foi interpretada por Vanessa Kirby e Alaïs foi vivida por Jessica Brown Findlay, mais conhecida por seu papel em Downton Abbey (como Sybil Crawley).

Agora, quanto à magia… Sim, temos (e muita)! Labirinto é uma minissérie que trabalha com a questão do Santo Graal e a imortalidade, e também com sociedades secretas e tramas intrincadas em busca de artefatos mágicos. Pode não ter seres sobrenaturais, mas nem por isso deixa de ter uma mitologia própria muito interessante e bem construída. Para os amantes de fantasia, este é um prato cheio!

Labirinto, em suma, é um jogo de intrigas com uma vibe de iluminati, o que quer dizer que, apesar de ter umas ceninas de tortura e assassinatos básicas, não temos muita ação. Até rola uma batalha entre o pessoal de Carcassona e os invasores do norte, porém é o máximo que vocês podem esperar neste aspecto. Agora, se você curte uma trama cheia de segredos e mistérios, diálogos interessantes e tensão do começo ao fim, aí está no lugar certo! Em todo o caso, torço mesmo para que você assista a essa minissérie, e que indique ela para os seus amigos… E que comente aqui embaixo o que achou, pois eu adoraria conversar com mais pessoas sobre Labirinto!



E aí, o que você achou dessas indicações? Você conhece outras adaptações de livros que retratam a Idade Média? Diga aí embaixo se você acrescentaria algum filme ou série à lista, e se já assistiram estes que eu resenhei hoje. De resto, deixo apenas o meu abraço para vocês, e até a próxima!