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  • D. C. Blackwell

3 obras sobre viagem no tempo que você provavelmente não conhece


Ah, viagens no tempo.... Eu tenho certeza que todo ser humano já viu ao menos um filme sobre o tema na vida! Acredito ser algo inerente do ser humano, essa curiosidade pelo futuro, esse apego ao passado e o desejo de poder mudar o presente. Em tempos de futuro incerto, por que não revemos juntos algumas boas obras “atemporais”, se é que me entende?

1 – Crimes Temporais



        Los Cronocrimenes, no idioma original, é um filme espanhol injustamente desvalorizado. Tudo começa com um homem que se vê sob perseguição por um sujeito misterioso com o rosto completamente vendado por faixas encharcadas de sangue. Esta perseguição culmina com o homem adentrando uma máquina num laboratório no meio do campo aberto, sem saber que esta era uma máquina do tempo. A partir daí as desventuras do homem apenas se multiplicam exponencialmente conforme mais e mais linhas temporais se cruzam e se misturam.


        A parte mais divertida deste filme são os constantes momentos misteriosos e caóticos que precisam ser interpretados pelo expectador ao longo da trama. Um detalhe no começo do filme pode fazer referência a algo que acontece no final, visto que passado, presente e futuro se misturam, ou seja, o começo do filme também é o fim. Assistir Los Cronocrimenes é como montar um cubo mágico: deve-se encontrar o caminho correto, a ordem precisa de todos os eventos de cada linha temporal para entender como e quando elas convergem. Nacho Vigalondo roteiriza e dirige este longa com total maestria do cerne do suspense e da ficção científica, e isto significa que a obra é um constante enigma que nos amedronta com a possibilidade de uma tecnologia tão caótica e perigosa como a viagem temporal. H.G Wells aplaudiria de pé!

2 – 11/22/63



        Sim, isso mesmo, o nome da série é uma data. E não é qualquer data: 22 de novembro de 1963 foi o dia do assassinato do presidente estadunidense John F. Kennedy. Nesta série baseada no romance de Stephen King, um professor de inglês da atualidade se depara com um portal que o leva de volta no tempo ao dia 9 de setembro de 1958. Este portal lhe é oferecido juntamente com uma missão: Impedir certos eventos que você já deve ter entendido bem pelo título da série.


        As regras dessa viagem temporal são bem específicas, e é por isso que eu amo o King. Ele tem um talento invejável para dar originalidade a tramas com propostas bastante simples. Assume-se que no universo de King há uma variedade de bizarrices que não têm real explicação – essas coisas apenas estão lá, existindo, e algum desafortunado sempre acaba envolvido no caos desse estranho universo. O portal, por exemplo, pode ser interpretado como uma Lumina, uma fenda na realidade, melhor explicada – do jeito bizarro do King – na saga A Torre Negra. Eu não sei vocês, mas eu amo o Kingverso! E, nesta obra em específico, há um conceito muito interessante, que é o passado como algo vivo. “O passado não quer ser alterado” é uma frase constante. E isto é importante porque o Passado realmente reage ao invasor temporal, tentando fazer com que ele desista, ou até mesmo atentando contra sua vida.


        A série conta com 8 episódios de pura adrenalina e suspense tão intensos que é quase impossível não assistir tudo de uma vez. A viagem no tempo nesta obra é muito diferente porque foge um pouco do cliché do loop temporal. Ao invés disso, nós somos deixados com escolhas muito interessantes, mas que vou deixar para você assistir primeiro!

3 – O Homem do Futuro



        A história começa com nosso Vagner Moura no papel de João, o cientista mais aclamado de seu tempo. João é um homem marcado pela sua traumática primeira experiência no amor e é completamente obcecado com aquela que era a mulher da sua vida. Eventualmente ele acaba cometendo um erro ao realizar uma operação num acelerador de partículas e acaba indo parar no dia da dita experiência traumática, o que o leva a apenas um pensamento e objetivo: impedir que seu Eu do passado tenha seu coração despedaçado para que ele nunca mais sinta aquela dor.


        Esta comédia brasileira tem o Vagner Moura como protagonista e é um dos filmes nacionais mais divertidos que já assisti! Sim, ele tem alguns furos de roteiro, e sim, ele cai no cliché do loop temporal, mas é gostoso demais. Este é um filme que me surpreendeu muito. A mensagem que o longa transmite é bastante madura e existencialista – nossas experiências ruins podem nos fortalecer ou nos derrubar, e os maiores responsáveis por definirmos qual caminho seguir somos nós mesmos. Tudo, absolutamente tudo nessa vida, é experiência, e cada experiência pessoal é um pedacinho da nossa identidade.

        Gostou da matéria? Conhece mais algum filme pouco popular sobre o tema? Comente aqui no blog!