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  • D. C. Blackwell

A Colina Escarlate

Tem como não gostar do Guillermo Del Toro? Spoiler: Não.


O homem é demais. De Labirinto do Fauno à franquia de jogos Silent Hill, e agora com A Colina escarlate, há uma genialidade por trás do diretor e roteirista no que diz respeito ao sobrenatural que não se compara com o dos outros da área. E em A Colina Escarlate fica ainda mais evidente esse talento que o homem tem para inserir o horror sobrenatural dentro dos mais inusitados contextos.



A premissa é bastante simples: uma garota recebe a visita de um fantasma que a assusta com as palavras “cuidado com a colina escarlate” na infância. Muitos anos depois, ela torna a receber a visita quando é apresentada a um rapaz sedutor que diz se apaixonar por ela. A partir daí, as coisas começam a dar errado, e vemos a protagonista se enfiando cada vez mais fundo nas garras do golpista, que planejava mata-la depois de se casar com ela para herdar sua fortuna.


Tudo é muito claro e, embora haja momentos dúbios, no geral fica óbvio o que está acontecendo. Não é por revelações que assistimos Colina Escarlate, e sim pela tensão de ver nossa protagonista trilhar um caminho sem volta sem saber como a história termina exatamente. A forma como os personagens se relacionam e vão revelando suas identidades é impecável, já sendo este o grande diferencial, visto que raramente temos vários personagens desenvolvidos com profundidade em histórias de terror.



O clima do filme é muito diferente de outros do gênero. Embora haja o aspecto terror, ele não domina o longa. Em vez disso, cria tensão no drama, que é o elemento central da trama, dando a este um ritmo de fácil digestão. Os minutos passam voando!


Não há o que falar da escalação. Só há nomes de peso no elenco, e todos atuaram perfeitamente bem. Sobre o visual dos fantasmas, casa com o tema, sendo mais intenso do que assustador.

Já disse isso antes, mas devo me repetir: Del Toro é sensacional. Mal posso esperar pelas próximas obras dele!