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  • D. C. Blackwell

Comentando o trailer de Candyman (2021)

Fala, pessoal, como vocês estão?


O trailer de Candyman está pipocando em todos os cantos, e nós aqui do site ficamos salivando! Então vamos falar um pouco sobre isso? Vamos lá.


Candyman nasceu de um conto do ilustre Clive Barker, o criador das obras literárias que deram origem à saga Hellraiser. O conto, que ficou extremamente popular, acabou ganhando sua sequência de filmes e até uma versão em capa dura da Darkside — inclusive, tenho, li, amei.

Eu sou muito mais chegado na proposta de adaptação literária, o que parece ser mais ou menos o caso desse novo Candyman, a julgar pelo trailer, mas nem tanto. Oras, paremos com os enigmas, não é mesmo? Afinal, como assim, parece, mas não parece? Então. É que esse longa que está para chegar é uma continuação dos filmes anteriores e também uma ode à obra original. Vou explicar.



Comecemos pela parte que cabe aos filmes: Candyman aborda um tema que Jordan Peele certamente vai abordar, como fez com o horror psicológico Corra. Afinal, a versão cinematográfica do nosso vilão tem origem em um crime de ódio racista. Algumas cenas no trailer indicam que vamos ver este tema com muito mais profundidade ainda, especialmente por conta da fala do idoso que fala com nosso protagonista, enquanto a imagem alterna para policiais fazendo alvoroço num corredor estreito: “Esta é a forma de aceitarmos que estas coisas acontecem.”. Tenho certeza de que veremos temas sociais importantes abordados com maestria, além de termos confirmado o retorno de Tony Todd no elenco, ator que interpretou Candyman nos primeiros filmes.


Sobre a parte que cabe ao livro, chego a me arrepiar com as semelhanças. Pra começar, o protagonista é um pintor que encontra as lendas num bairro pobre e obscuro. No livro, a protagonista é uma fotógrafa que está realizando um trabalho acadêmico e acaba sendo seduzida pelo mistério de Candyman — o que também parece ser o caso desta nova sequência. As falas de Candyman, que seduzem e aterrorizam o protagonista também me lembram o livro. Acho até mesmo que eles usam as mesmas palavras. De longe, uma das coisas mais interessantes sobre Candyman é que o seu poder vem da crença das pessoas nele.



Esse longa promete unir os dois mundos: Filmes e conto serão devidamente homenageados por Peele, e acredito com todas as forças que este poderá ser o filme de terror do ano, topando com obras-primas como A Bruxa e O Farol. Minha grande teoria sobre o filme é que o Candyman vai seduzir nosso herói a virar o próprio Candyman e de alguma forma agir através dele. Por enquanto, porém, tudo o que temos são dois trailers. E muita vontade de assistir! Fiquem de olho na resenha que virá assim que o filme lançar sua versão virtual, já que não iremos correr riscos em tempos de pandemia.