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  • D. C. Blackwell

El Camino



Bem-vindos a mais uma resenha macabra!

        Eu sou D.C. Blackwell e trago uma resenha extra para vocês esta semana.

El Camino

         O filme é continuação direta de Breaking Bad, iniciando imediatamente após a libertação de Jesse Pinkman e a morte de Walter White. El Camino, título do filme, é o nome do modelo do carro no qual ele foge para a casa dos seus dois melhores e únicos amigos, que o recebem com toda a hospitalidade e carinho que sabem oferecer.

         Geralmente tendemos a reclamar quando uma obra tem uma continuação em outro formato – No caso, uma série que continua como filme -, mas Vince Gilligan nos surpreende e faz com que reclamemos do contrário! Pois sim, El Camino parece um enorme episódio de duas horas de Breaking Bad. 



         Isso é ruim? Não necessariamente. O problema, neste caso, foi que pareceu um episódio qualquer. Não senti emoção assistindo o filme, com exceção do começo do que parecia ser uma grande aventura de redescoberta de Jesse Pinkman, quando seus amigos oferecem arriscar as próprias liberdades para que ele possa ir embora do país. O que acontece no filme – no qual repetidamente preciso me corrigir para não escrever “série”, é o oposto disso. Trata-se mais de uma metódica e prolixa missão em busca de dinheiro para fugir do país, com alguns contratempos aqui e ali.

         Não me leve a mal, eu adoraria ter visto isso num episódio de Breaking Bad, mas a proposta da trama do filme não me parece adequada – ou talvez seja apenas meu mau gosto, vai saber... Os eventos do filme me parecem tão separados da emoção original daquela situação toda, do fim da quinta temporada, que não consegui fixar os olhos na tela, ou sentir alguma real emoção enquanto observava Jesse Pinkman sofrendo em flashbacks.

         O filme é um presente para quem gosta que histórias nunca terminem e para quem ama a série e quer relembrar. No quesito saudosismo, o filme acerta em cheio, nos relembrando dos vários momentos da vida de Jesse, que acompanhamos desde que ele era apenas um adolescente drogado e um servente para Walter White. Sobre essa parte, parabéns ao Vince.



Talvez o filme tenha outro efeito se assistido logo depois de maratonar a série, mas como não fiz isso, não poderia saber. Posso estar louco, mas acredito que uma obra deve ser de si mesma e, por mais que retome assuntos do passado, por mais que seja feita para fãs de outra obra, seu conteúdo deve valer por si mesmo. Deve encantar por si mesmo. Se estiver apenas apelando para o fan-service - que certamente é uma delícia e eu amo, mas reconheço que uma obra não se faz de apenas isso -, não será o suficiente.

Hoje eu tô azedo mesmo!

         Espero do fundo do coração que não tenham se identificado com este texto, que tenham amado a obra como eu jamais conseguiria amar. Mas se por um infortúnio da vida se sentiu como eu ao assistir El Camino, curta e compartilhe este texto lá no Face! Mostre para seus amigos!

Um grande abraço do seu pior inimigo,

D.C. Blackwell.