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  • D. C. Blackwell

Halloween (2018) - Crítica sem spoilers

Aproveitando o clima deste mês, o longa de 2018 é continuação direta do original, de 1978 e ignora os filmes subsequentes – o que não é um problema para mim. Com o retorno de Jamie Lee Curtis como Laurie Strode e Nick Castle como Michael Myers, além de John Carpenter como compositor, tivemos uma explosão de bilheteria de 255 milhões de dólares em cima de um orçamento de apenas 10 milhões. Sucesso tão estarrecedor que levou à continuação Halloween Kills, que acaba de ser lançada. E o que é que torna esta obra tão incrível?



Pra ser sincero, o filme é bastante simples. Ele não brinca com efeitos visuais, ou tenta trabalhar demais as histórias de cada personagem. O roteiro nos direciona a uma proposta que se resume a um duelo de mentes entre Laurie Strode e Michael Myers, e é realizado absurdamente bem.

Se tem uma coisa que eu gosto no Myers é que, da trindade do terror — Jason, Freddie e Myers — ele é o único que não lida com o sobrenatural. Ele é apenas um doido varrido MUITO forte e mega inteligente. Nesse filme isso é muito bem explorado em vários momentos em contrapartida com o desleixo dos policiais e dos jovens que acabam na ponta da faca do nosso assassino.


E a mística que o envolve é intensa, mostrando-se desde o começo. Myers, diante das câmeras, não fala nem come, nem vai ao banheiro, ou grita de dor. Sem a máscara, ele nem mesmo mata, a não ser que seja para recuperá-la. É quase como se ele não mais tivesse personalidade desde que matou a irmã em 78. Só existe o desejo por violência e morte e... Laurie Strode.



Nossa protagonista, por outro lado, é o seu anátema. Laurie é uma mulher frágil, idosa e com o psicológico abalado, abandonada pela própria família, que a culpa por ter perdido a vida inteira planejando seu próximo encontro com um cara que estava preso havia 40 anos. Em comum com Myers, ela tem sua vasta inteligência, pois não havia ninguém mais certa do que ela.


Halloween é de tirar o fôlego. Cada nova cena é repleta de tensão e violência no nível que precisa, e não mais do que isso, sem precisar exibir tripas para causar horror. A atuação de Castle mais do que surpreende no realismo da brutalidade do personagem, assim como Curtis emociona e empolga como nossa protagonista desacreditada e marcada pelos traumas da juventude.


Mas tudo isso é apenas a minha opinião. E vocês, o que acharam?