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  • Gisele Alvares Gonçalves

Imaginaerum

Olá, amores e amoras do meu coração, como estão vocês? Hoje vamos comentar sobre um filme que poucas pessoas conhecem... A não ser que você seja fã da banda Nightwish. Estamos falando, é claro, de Imaginaerum, essa obra incrível, profunda e muito bem escrita que fala sobre a relação entre pais e filhos, e o quanto os traumas do passado podem afetar nossas relações futuras. Eu garanto, mesmo que você não conheça Nightwish, você poderá ver o filme sem problemas, vai entender tudo e gostar também, pois essa não é apenas um longa produzido por uma banda de metal, mas uma obra para todos que tem bom gosto.


O mais interessante de Imaginaerum, sem sombra de dúvidas, é que tudo o que vemos em tela é uma grande metáfora para os sentimentos do personagem principal, Tom Whitman. Toda a jornada que acompanhamos é, na verdade, uma luta contra a demência e seus próprios demônios, um trabalho sobre os traumas para finalmente, pela primeira e última vez, conseguir amar a filha como ela merecia. Essa jornada é emocionante, e os paralelos entre a infância de Tom com a sua vida adulta enquanto pai nos fazem perceber o quanto as marcas do seu passado impediram que Gem também tivesse uma infância saudável e rodeada por amor.



Em minha opinião, este é o estilo de história mais difícil de se escrever, e também o mais complexo para se encontrar um bom ritmo, mas Imaginaerum tira todas essas provas de letra. O filme, em si, passa-se em apenas uma noite, em apenas algumas horas, e a aventura não se dá no plano externo, sendo que todas as evoluções acontecem no emocional dos personagens. Ousado, sem sombra de dúvidas... mas também executado com perfeição.


Olha, foram poucos os filmes que eu vi que tem esse mesmo clima, sendo o mais famoso talvez Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, outro filme incrível para quem gosta de uma vibe mais psicológica. Ainda assim, apesar da raridade do estilo, Imaginaerum não dá soninho em nenhum momento, e tem uma narrativa bem hollywoodiana, portanto não causa estranhamento para um público ocidental. Claro, o que ajuda a manter o ritmo são as belíssimas músicas da banda, como sempre, que criam aquela sensação de emoção épica a cada nova cena. Sinceramente, em minha opinião, Imaginaerum foi sim o melhor álbum de Nightwish, tanto pelas melodias das músicas quanto pelas letras de composição do Tuomas Holopainen. Sim, sou muito fã de tudo o que esse homem produz, change my mind



Em termos de atuação, dou destaque para a Joanna Noyes (a velha Ann), que tem um carisma contagiante, tornando impossível que não venhamos a gostar de sua personagem, e o Quinn Lord, o ator mirim que interpretou Tom Whitman e simplesmente acertou em cheio nas emoções do personagem, tornando todas elas muito verdadeiras. Aliás, falando no pequeno, é importante lembrar que, para um filme que fala bastante em infância, e no contraste entre mundo real e imaginário/interior (o que traz a fantasia para a trama), Imaginaerum não é, nem de longe, um filme para crianças. Este é um longa adulto, pesado, obscuro que lida com temas bastante intensos como o suicídio. Acima de tudo, no entanto, é um filme abstrato demais para crianças, complexo e que exige tempo e disposição para ser assistido propriamente. Se você está naqueles dias em que só quer ver um filme bobinho de fantasia inconsequente, Imaginaerum não deveria ser uma opção para você... Mas se, pelo contrário, você está procurando um conteúdo denso, psicológico em um longa com muitas interpretações e significados, este certamente é o filme que você deveria ver.


E aí, gostou da resenha de hoje? Você já conhecia Imaginaerum, ou está pensando ainda em assistir a este longa? Comente aí o que você acha sobre esses filmes mais psicológicos e abstratos, e se você curte filmes de fantasia obscura. Estarei esperando sua resposta! Enquanto isto, deixo um beijo e um queijo para vocês, e uma esperança de que possamos nos ver em outras resenhas por aí. Até a próxima!