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  • Gisele Alvares Gonçalves

Legacies – S2E2

Olá galera cinéfila, tudo bem com vocês? Mais uma vez estou aqui para falar de Legacies, e dessa vez assunto é o que não vai faltar! Eu acho que nunca vi um episódio de começo de temporada com tanta informação quanto este foi, e cheio de emoção também... Afinal, quem não sentiu um nó na garganta ao acompanhar o sofrimento da Hope, reencontrando os seus amados sem poder sentir-se amada em retorno? Primeiro Alaric, depois Landon, foi tiro atrás de tiro! E por isso mesmo fiquei extremamente feliz com o episódio, pois acredito que, quanto mais a gente sente o coração oprimido dentro do peito, melhor a série fica.

Gostei muito do fato de que o episódio focou na relação da tríbrida com o Alaric, e gostei de toda a construção narrativa que se desenrolou. Acredito que o roteiro deu a profundidade requerida para as cenas, e a atuação da Danielle também ajudou o expectador a entender a dificuldade que a Hope está enfrentando. Aliás... É impressão minha, ou a atriz está melhorando seu desempenho? Porque, sinceramente, eu achava as cenas de choro da Hope sempre muito artificiais na primeira temporada, mas agora me parece que a qualidade de sua performance melhorou sensivelmente. Comentem aí abaixo o que vocês acham disso, se concordam com esta minha observação ou não.


Também referente a este arco do episódio, queria salientar que ele me deu um tapa na cara em relação à minha crítica da resenha passada. Tirando o cemitério e aquela fachada da escola Mystic Falls, que eu não sei de onde tiraram e não sei porque não usaram a original, todo o resto do cenário evocou muito The Vampire Diaries, dando aquela sensação boa e ruim de nostalgia. O corredor ao lado do Mysthic Grill (já veio um filme na minha mente de tudo o que aconteceu ali), a praça, o prédio da prefeitura... Até o armário onde o Alaric guarda as suas armas, tudo nesse episódio deu bastante a sensação de estarmos no mesmo universo de TVD, fazendo-me perceber que o que quebra essa ideia são as mudanças feitas na mansão Salvatore. Sinceramente, espero que possamos ver mais destes ambientes durante esta temporada, ainda mais com a chegada da nova xerife e dos seus filhos, que vão resgatar os points de encontro dos humanos de Mystic Falls.

Falando no Ethan e na Maya... Eles recém chegaram, mas eu considerei a aparição deles bem morna, ainda mais se a intenção é construir pares românticos entre eles e a Hope. Vi na internet que existe quem já saiu shippando um dos irmãos, ou os dois, com a tríbrida Mikaelson, mas eu não consegui ver química nenhuma ali, e continuo a pensar que o Clarke tem muito mais material para fazer um bom ship com ela do que um dos humanos. Aliás, cadê você, Clarke? Tanta coisa aconteceu nesse episódio que nem conseguiram mostrar se ele já está fora de Malivore ou não... Ou será que ele é o ser encapuzado que mata o atleta no cemitério? Faria bastante sentido, principalmente porque o assassino desenhou o símbolo de Malivore na testa de sua vítima.  

Em termos de novas adições para o elenco, não poderíamos deixar de citar aqui o atual rei da série,  Thomas Doherty, que interpreta o novo vampirão renascentista e com experiência no cargo de bad boy. Ao contrário dos filhos da xerife, Sebastian é daquele tipo de personagem que já nos deixa impactados nos primeiros cinco segundos de sua aparição... Seja por causa de seu sorriso de cafajeste, sua maneira formal de falar com a Lizzie ou o sotaque que usa para chama-la pelo nome. Sério mesmo, quem não enxergou uma química fulminante entre eles precisa urgente de novos óculos, porque esse casalzão aí já  chegou tacando pimenta no ambiente.



Essa nova interação, aliás, fez eu perceber algo sobre M.G. e Lizzie que eu não tinha notado na primeira temporada, apesar de ter sido escancarado bem na nossa cara o tempo inteiro: o vampirinho não tem nenhuma chance de conquistar a bruxa Saltzman... E mesmo que tivesse, o relacionamento entre eles não ia durar nada. Por que? Porque ele não tem autoestima, e de certa forma se tornaria tão codependente da Lizzie quanto a irmã dela costumava ser. Apesar da loirinha ser um pouco autodestrutiva, como a Josie mesma afirmou no episódio passado, ela ainda assim é uma líder e maníaca por controle, e acabaria por dominar completamente o M.G. se aceitasse ter um relacionamento com ele. A verdade é que, depois de um tempo, a moça iria se enjoar de ter alguém que não a desafia, não discorda dela em nada, e eventualmente este namoro iria acabar, quebrando o coração do rapaz apaixonado.


Isso não quer dizer que eu não sinta simpatia por ele, e que não fique triste por saber que ele está sofrendo. Ainda assim, para ficar com ela, M.G. teria que crescer muito, tornar-se seu próprio homem e adquirir confiança no que faz e no que pensa. Por enquanto ele depende completamente do Kaleb para tomar coragem em relação à Lizzie, e isso é o oposto do que ela acharia atraente em um homem.


Apesar de tudo isso, eu acho que a bruxinha Saltzman não entende realmente que antes de ser uma desconhecida dentro de um relacionamento, ela quer mesmo é que alguém a ame como ela é, como o M.G. é capaz de fazer. Tudo o que ela falou sobre se sentir incrível com o Sebastian por ele não conhecer sua reputação de louca, diz respeito ao fato de que ela não acredita que alguém a amaria se de fato conhecesse seus defeitos, e isso é extremamente triste. Estou apostando, no entanto, que o nosso bad boy vai aprender realmente a amá-la no futuro, e que vai gostar tanto de seus defeitos quanto suas qualidades, e a Lizzie vai descobrir o que é se sentir preciosa para alguém que ela admira. Estou torcendo muito para que isso aconteça! Se não acontecer, Julie Plec vai ter uma séria conta para acertar comigo.

Último relacionamento do qual precisamos falar é o namoro da Josie com o Landon. Vou confessar que a interação deles me decepcionou muito no começo desse episódio, ainda mais porque esse casal foi sabotado propositalmente, de forma a mostrar o quanto Hope e Landon têm mais química. Ainda assim, consigo ver por que isso aconteceu, em termos de personalidade dos dois, e acredito que o ship se tornou ainda melhor por ter falhas, uma vez que na vida real também é assim. As pessoas têm encontros ruins, tomam decisões ruins, não sabem como lidar com certas situações... No final do dia, no entanto, o mais importante é sentar e conversar sobre os problemas, e tentar dar o melhor de si para que o relacionamento siga adiante.


O que quero dizer é que, com aquela cena no quarto da Josie, em que eles são honestos um com o outro e resolvem seus problemas, eu acabei me apegando ainda mais no ship do que se ele fosse como um conto de fadas da Disney. Desculpa, Julie Plec, mas seu tiro saiu pela culatra... Pois, ao invés de desgostar do namoro do Landon com a Josie, acabei me apegando ainda mais a ele, e desejo que os dois sejam muito felizes juntos.



De certa forma, esse ship me lembra muito Caroline e Stefan de TVD, pois este também foi um casal que começou com uma forte amizade, não tendo tantas faíscas como se fosse um arroubo enlouquecedor. Ao contrário de Damon e Elena (e Lizzie e Sebastian agora), Steroline teve um desenvolvimento tranquilo e bastante fofo, mostrando como o amor funciona diferente da paixão. Gostaria de ver mais este lado em Landon e Josie, e tenho certeza de que há muito potencial aí para isso... Só dependemos agora do bom senso da Julie Plec, e de uma forte fanbase para apoiar esta decisão.


É isso aí, galera! Vou encerrando por aqui, senão o texto vai ficar muito longo. Sei que ainda há muitas outras coisas sobre as quais poderíamos falar sobre este episódio, afinal ele foi cheio de surpresas e de acontecimentos importantes, porém gosto da ideia de manter o foco nos relacionamentos românticos da série, afinal é um assunto que eu adoro abordar. Um abraço, e até a próxima!


Gisele Alvares Gonçalves