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  • Gisele Alvares Gonçalves

Legacies - S2E6

Olá galera, tudo bem? Espero que estejam prontos para ler mais uma resenha de fofocas sobre Legacies, pois esse episódio teve babado atrás de babado! Finalmente o grupo se lembrou da nossa querida Hope Mikalson... E ela nunca esteve tão sozinha quanto antes. Vi na internet o pessoal protestando contra aquela cena em que a tríbrida está no meio das comemorações do Dia da Comunidade, vendo os familiares se abraçando, enquanto ela não tem ninguém para abraçar. Vi gente reclamando que ela não merecia passar por esse sofrimento, e até que alguns personagens terem agido do jeito que agiram quando se lembraram dela era inconsistente. Venho aqui dizer, no entanto, que a construção de um roteiro não tem nada a ver sobre o que um personagem merece ou não, mas sobre o que vai dar mais impacto dramático para a série, algo que esse episódio soube trazer muito bem. Hope se sentindo completamente sozinha, então a tia Freya chega e a abraça como se quisesse salvá-la do mundo? Quem disser que isso não é emocionante é porque não tem coração. Enfim, só queria salientar que os episódios melhor construídos não são aqueles em que tudo dá certo de cara, mas que existe um obstáculo sentimental antes da resolução final, e eu realmente espero ver mais desse tipo de construção em Legacies.

Outro ponto: ouvi dizer que Landon nunca deixaria a Hope falando sozinha, e daria no mínimo um abraço nela ao recuperar a memória. Sinceramente, acho esse tipo de pensamento um equívoco. Quando a gente está ressentido com alguém, não importa o quanto a gente ame essa pessoa, o primeiro instinto é magoá-la tanto quanto ela nos magoou. Vamos ser sinceros? É muito raro alguém que sabe lidar bem com um relacionamento quando está com raiva do outro indivíduo, e a maioria de nós faria exatamente o que Landon fez naquela cena. Lembrando também que ele é apenas um adolescente que tem muito pouca experiência com o amor, afinal nem mesmo afeto de pai e mãe ele recebeu em sua vida, sendo que a única pessoa que sempre esteve ao lado dele foi o Rafael. Então sim, acho perfeitamente coerente a resposta do rapaz ao estresse emocional pelo qual está passando, e só começaria a achar ruim se esse tipo de atitude se prolongasse através da temporada.

Mas não tivemos só o pessoal lembrando da Hope neste episódio, não é mesmo? Aliás, não sei como a Julie Plec consegue botar tantas tramas em apenas 40 minutos! E dentre todas estas tramas, talvez a mais legal e nostálgica tenha sido a cena da Josie encontrando a Freya em Nova Orleans. Gente, quem aqui que é fã de The Originals e não ficou emocionado com as tomadas sobre Bourbon Street, e o jazz tocando ao fundo, exatamente como era com a série predecessora de Legacies? Até a Josie estava parecida com a Davina, quando a bruxinha Claire tinha 16 anos também.

Mas enfim, chega do momento nostalgia, vamos falar sobre o dilema da Josie nesse episódio. Tem gente que endeusa ela por ter feito o certo no final, tem gente que enfoca no fato dela ter que pedir conselho para tomar a melhor atitude, botando-a como uma personagem fraca em suas resoluções... Enfim, vou dar a minha opinião sobre o assunto, mas sintam-se livres para discordar. Eu acredito que a garota nunca iria fazer o contrário do que ela acabou fazendo, e aqui vou enumerar as evidências! Primeiro, ela jogou o feitiço na Freya para fazer com que a mulher se lembrasse de sua sobrinha. Não vejo como isto tenha sido um engano, ou um golpe de sorte, uma vez que a Mikaelson tinha deixado bem claro que qualquer pensamento errado da parte da Josie e todas as memórias eram perdidas... Ou seja, ela estava com as melhores das intenções quando realizou o ato mágico, e isso é indiscutível.



Segundo, e mais importante: é extremamente necessário lembrar o quanto toda essa situação estava sendo dolorosa para ela, então obviamente a Josie iria procrastinar sua decisão de trazer a memória de todos. É o que fazemos quando algo vai doer em nossa alma. Foi o que a Hope fez, quando adiou voltar para Malivore e quando evitou contar a verdade para todo mundo. Acontece que, sabendo de sua dificuldade, a bruxinha Saltzman foi atrás das pessoas que lhe dariam um empurrão para fazer o que era certo. Como ela mesma falou no final do episódio, ela foi ver a Freya para lembrar-se de que os familiares da Hope também tinham perdido um pedaço de suas vidas. Depois ligou para sua mãe, para ouvir as palavras que ela sabia que iria escutar, de forma a receber um apoio e incentivo nesta hora difícil. Sinceramente, alguém acredita que a garota já não sabia tudo o que a Caroline iria dizer? Ela tinha ciência do que seria dito, e ligou mesmo assim, como forma de se empurrar para realizar o feitiço. Em suma, ela nunca esteve indecisa, mas sim temerosa do efeito que tal magia iria trazer para sua vida, e assim procurou os incentivos que a ajudariam a fazer o certo. Pronto, fim do momento de defesa da Josie... Ou não? Pois mais uma coisa que me chateou foi descobrir que tem gente achando ela fraca por estar sofrendo “por causa de macho”, citando fielmente aqui o que eu encontrei no youtube. Olha, somente alguém que nunca teve um coração quebrado pode pensar que o Landon iria terminar com a Josie e ela iria levantar sorrindo de onde estava. Sinceramente, qual é o problema de ver uma adolescente sofrendo por amor nas telinhas? Isso não faz da Josie fraca, isso faz dela um ser humano. Ao contrário, ela mostrou-se perfeitamente forte em caráter neste episódio, por ter realizado um feitiço barra pesada para trazer a memória da Hope de volta para a galera.


Josie foi altruísta, não pensou em si mesma na hora de salvar a todos do monstro, e salvar também a sua amiga do esquecimento... Mesmo que isso significasse perder o homem a quem amava. Se alguém foi egoísta nesta trama foi a própria Hope, que quis manter o segredo mesmo sabendo que alguém poderia sucumbir ao Croatoan. Além disso, odeio quando as pessoas falam em “macho” nessa forma pejorativa. Quer dizer que sofrer por um relacionamento não é válido porque Landon é do sexo masculino? Mas que ideia de girico.



Sobre o triângulo amoroso que se formou... Confesso que, pessoalmente, prefiro quando se trata de dois rapazes disputando uma garota, mas ainda assim achei interessante o plot. Sei que tem gente que acha esse tipo de trama muito cliché, mas eu adoro um clichézinho e foi por isso mesmo que me apaixonei tanto por The Vampire Diaries. Eu acho que, para a pessoa avaliar essa franquia do jeito que ela merece, tem que ser fã de romance e tem que gostar de um bom e velho triângulo amoroso, pois esse tipo de roteiro em Legacies chega a ser uma homenagem à sua série-mãe, e eu adoro todas as homenagens feitas a TVD.

Ok, chega de falar de Josie, Hope e Landon! Que tal falar um pouco de Sebastian? Gente, eu estou vidrada na história desse vampiro, e espero suspeito que ainda vamos ter mais revelações acerca do passado deste personagem. Bom, ao menos já matamos algumas possibilidades a seu respeito, por exemplo... Meu desejo de que ele estivesse envolvido na trama do sacrifício da Katherine idealizado por Klaus. Sendo de um assentamento colonial na América, acho muito difícil ele ter sido transformado por um dos Originais, pois sabemos com toda a certeza que ao menos Klaus e Elijah estavam na Europa no século XV, e só retornariam para o novo mundo no século XVIII. Acho impensável, também, que tenha sido a Rebekah pois ela provavelmente estava adormecida em um caixão dentro do quarto do seu irmão bastardo, uma vez que o Klaus nunca iria deixar a sua maninha querida sozinha em um outro continente. Finn estava adormecido também, o que nos deixa apenas a possibilidade dele ter sido transformado pelo Kol. Isso ia ser interessante, de fato, uma vez que os dois personagens são muito parecidos em termos de personalidade.

E aí, gente querida... Gostaram da resenha? Se sim, deixa o seu like lá no facebook, e um comentário falando sobre suas teorias acerca do Sebastian. Se não gostou, ou não concorda com o meu ponto de vista, deixa apenas o comentário, mostrando para mim por que você acredita que eu estou equivocada. Um beijo, e até a próxima.


Gisele Alvares Gonçalves