NoEDC.jpg
Buscar
  • Gisele Alvares Gonçalves

Legend of the Seeker - de S1E12 a S1E17

Olá a todos vocês, magos e confessoras do meu coração! E aí, estão curtindo assistir Legend of the Seeker? Pois eu estou amando rever a série, surpreendendo-me novamente com a qualidade de roteiro dos episódios. Se você viu os capítulos que aqui serão resenhados, sabe que eles se tornando cada vez mais profundos e interessantes, lidando com dilemas morais que hoje raramente vemos em séries “light” (sem sexo, palavrões e cenas de violência exacerbada) de fantasia medieval. Além disso, a mitologia deste mundo foi bastante trabalhada, fazendo a história principal avançar e se tornar ainda mais viciante. Mas chega de papo, não é mesmo? Vamos ao que interessa! Segue abaixo, então, a resenha dos seis episódios dessa semana:


12 – Home


Eu sei que a nova geração não está acostumada com este tipo de episódio, mas quem viu Xena – A Princesa Guerreira sabe que esse é o estilo típico de uma série do Sam Raimi e do Robert Tapert. Sinceramente, eu acho interessante que exista um capítulo em Legend of the Seeker que resgate o que aconteceu na história até o momento, visto que esta série foi feita para passar na TV, e provavelmente haviam pessoas que perdiam algum episódio ao longo da temporada, ou até mais. Além disso, foi muito bacana a forma como ocorreu essa recapitulação, fazendo com que o espectador realmente acredite que Richard voltou no tempo, para algumas horas antes da Kahlan chegar a Hartland.


Uma coisa interessante desse episódio, também, foi descobrir mais sobre o passado do Seeker, inclusive sobre seu prévio amor, Anna Brighton. Gente, como eu amo essa personagem! Se não fosse a dominadora Denna ter o posto de diva suprema da série, certamente a Anna ocuparia este lugar. Mas este episódio fez muito mais do que simplesmente nos mostrar sobre o background do Richard, não é mesmo? Ele foi o pontapé para voltarmos a falar das Caixas da Ordem, e nos botar novamente no trilho da história principal da temporada. Isso que eu achei genial: ao mesmo tempo em que faz um resumo de tudo o que aconteceu até o momento de forma inovadora e empolgante, ainda nos dá um gatilho para seguirmos adiante. Certamente não é o melhor episódio da série, mas ainda assim ele foi muito bom para o que se propôs.




13 – Revenant

Acho muito legal que o Sam Raimi e o Robert Tapert tenham explorado a mitologia do Seeker neste capítulo, afinal já vimos bastante sobre as confessoras e as Mord-Siths, porém até então não tínhamos muito aprofundamento sobre o ser mitológico que dá o nome à série. Além disso, os flashbacks com o Kieran, a Viviane e o Amfortas nos presenteiam com a noção da real antiguidade dessa história, algo que eu amo assistir ao acompanhar uma série de fantasia medieval.


Agora, vem cá: o Kieran era ninfomaníaco ou o que? Caramba, o homem não conseguia manter o zíper da calça fechado! Além do mais, ele não me parece o tipo mais apropriado para ser Seeker não… Acho que o destino deu uma bola fora com esse aí. Mas tudo isso é interessante demais, até para pensarmos a nossa própria história: quantos “heróis”, na verdade, eram pessoas egoístas e vingativas? Quantos contos de vitórias não foram reescritos para melhor manipular as pessoas? De longe, esses foram os melhores questionamentos que Revenant nos trouxe.


14 – Hartland


Mais uma vez nos encontramos na terra em que o Richard cresceu e se tornou um homem, porém agora descobrimos o efeito que a rachadura na muralha causou em Hartland. De novo, um tema bastante importante para fechar arestas e responder questionamentos, provando que o Sam Raimi e o Robert Tapert pensam em tudo na hora de criar uma série.


O mais legal, no entanto, foi ver a verdadeira Anna Brighton agir durante esta trama, seduzindo o Vice Roy como a diva maravilhosa que ela é. As palavras da mulher, seus trejeitos… Aqui não tem amadores não, estamos falando de profissionais da manipulação! Gente, nesse ponto eu preciso confessar algo pra vocês: eu shippei demais ela com o D’Haran. Que casalzão, hein! Bom, ao menos ele se tornou o pet dela no final, ainda que de uma forma mais literal do que eu gostaria que acontecesse.


15 – Conversion


Que episódio, senhoras e senhores, que episódio! Um dos meus preferidos da temporada inteira (perdendo apenas para Denna, claro), afinal vimos o lado mais cruel da magia das Confessoras, além de ter tido umas torturinhas hardcore por parte do Giller. Sim, esse capítulo foi o mais pesado neste sentido, mostrando que a criação da primeira Confessora foi quase obra de magia negra. Sério, sou fascinada pelo Shurkia e por tudo o que envolve estes instrumentos. Queria poder ter visto mais deles ao longo da série.


Além do Shurkia, também pudemos ver o Chase, que é sempre um presente para qualquer episódio, visto que não existe uma alma neste planeta que não goste dele, e tivemos até a participação de algumas Mord-Siths aleatórias. O grande trunfo, no entanto, foi o primeiro encontro cara-a-cara entre Darken Rahl e Richard (finalmente!), e a primeira luta entre os dois. Ok, a coreografia não foi lá essas coisas, visto que teve um momento em que claramente o Richard poderia ter matado seu rival, no entanto deixou ele se teletransportar para atrás de si… Ainda assim, foi um grande momento para a temporada, tornado maior ainda pela expectativa que nos consumia até agora. Já quanto a nossa outra expectativa, que era ver uma pegação mais caliente entre o Seeker e sua Confessora, essa ficou para uma próxima, e o Richard foi deixado novamente a ver navios. O episódio deu a entender que, com a poção do Giller, eles finalmente iriam ter um momento hot, porém novamente o tema do sacrifício do protagonista entra em ação, e a poção é entregue para o Chase. Final digno para acrescentar ao drama e à construção dos personagens.




16 – Bloodline

Sim, entramos na era dos episódios maravilhosos, e agora é uma obra-prima atrás da outra. Nem preciso dizer que amo ver a Denna de novo em tela, não é mesmo? E aquela cena dela com o Darken Rahl, uh! Arrepios. Enfim, não é só a presença da Mord-Sith que torna esse capítulo especial, mas a chegada da irmã do Richard, Jennsen, e a morte dramática da mãe deles. Poxa, o homem já fica sem chão ao perder o pai e o irmão adotivo, agora ele assiste sua mãe biológica morrer bem à sua frente? Pesado, hein srs. Raimi e Tapert! Mas é assim que eu gosto mesmo, uma série cheia de emoções fortes para o espectador… Afinal, se tudo fosse arco-íris e unicórnios, que graça teria?


Olha, tanta coisa aconteceu neste episódio que mal dá para falar nestas poucas linhas de que disponho. Ainda assim, é imperativo comentar sobre o poder das três Caixas da Ordem, afinal conseguimos vê-las em ação pela primeira vez. É impressão minha ou esses objetos místicos são uma metáfora para a capacidade corrompedora do poder? Afinal, mesmo a mais santa das criaturas vai se tornar um monstro ao ter o dom de comandar a todos a seu bel-prazer, e isso acontece em geral na vida real também: a verdade é que nos dizemos pessoas de bem, porém jamais saberemos o que faríamos se tivéssemos este tipo de poder em nossas mãos. E você, pode garantir que seria uma pessoa boa se tivesse mundo aos seus pés?




17 – Deception

Mais um grande episódio, com uma temática que é poucas vezes trabalhada na fantasia medieval: afinal, o herói é herói mesmo? O vilão é um ser sem alma e sem coração de fato, ou ele tem uma casa e uma família que ama, e tira vidas tanto quanto os ditos “bonzinhos” da história? A gente pode decidir sobre vida e morte de uma pessoa, ou isso nos torna tão maus quanto o mal que combatemos? Bom, eu sei a minha resposta para estes questionamentos, e agora é a vez de vocês encontrarem as suas.

Com um forte questionamento moral necessário a esse tipo de narrativa, Legend of the Seeker nos surpreende por ser mais do que uma série padrão sobre um rapaz que parte em uma aventura para combater o mal, mostrando que tem conteúdo de verdade para aqueles que apreciam aprofundamentos filosóficos. Nada surpreendente aqui, afinal estamos falando de Sam Raimi e Robert Tapert, os mesmos caras que fizeram Xena – A Princesa Guerreira, uma série que, apesar de ter um orçamento super baixo e efeitos especiais de dar risada, tem um roteiro incrível e cheio destes mesmos dilemas. Saudade de ver de novo séries incríveis assim… Fico sempre no aguardo, entre uma decepção com uma estreia e outra.


E aí, galera… Gostaram da resenha? Deixem abaixo um comentário sobre o que acharam desses episódios, e sobre o que esperam para os próximos. Não sejam tímidos, vamos conversar e nos conhecer! Afinal, magos e confessoras precisam sempre se unir, pois somente assim seremos mais fortes. Um beijo a todos, e até a próxima!