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  • Gisele Alvares Gonçalves

Legend of the Seeker - de S1E18 a S1E22

Olá, magos e confessoras do meu coração, tudo bem com vocês? Finalmente chegamos ao fim da primeira temporada de Legend of the Seeker, que trouxe muitas emoções, reviravoltas e expectativas para a próxima season. Ok, nem todos estes cinco episódios finais foram obras-primas, e alguns até tinham potencial para serem incríveis, porém a execução deixou a desejar… Mesmo assim, não teve como não dar uns pulos da cadeira ao ver Reckoning, não é mesmo? Afinal, duvido que qualquer um de vocês chegou a prever o relacionamento entre Kahlan e Darken Rahl. Bom, mas vamos começar do começo! Estão todos prontos? Porque lá vamos nós!


18 – Mirror

Episódio leve de comédia bem ao estilo do Sam Raimi e do Robert Tapert, sem muitas reflexões sobre moral ou aprofundamento da mitologia da série. O que mais chama a atenção em Mirror é obviamente a atuação da Bridget Regan (Kahlan Amnel) e do Craig Horner (Richard Cypher). Sério, eles foram incríveis interpretando Clayre e Frytss! Gosto quando o roteiro consegue explorar a versatilidade dos artistas, e este episódio certamente atingiu este objetivo. Claro, não podemos nos esquecer também de mencionar o Bruce Spencer (Zeddicus) interpretando a Bianca. É de chorar de rir!


Ainda assim, um episódio tão leve depois da bomba que foi Deception pode ser um pouco brochante, especialmente para o público que não está acostumado com esse tipo de variação de clima entre os episódios. As séries hoje em dia são bastante temática em suas emoções, o que não era o costume nas narrativas anteriores a 2010. Se você, no entanto, é da velha guarda como eu, ou se assistir a Legend of the Seeker sabendo dessas diferenças em relação às séries de hoje, você poderá se divertir e chorar quando puder chorar, e rir quando puder rir, e garanto que poderá fazer um pouco dos dois ao longo dessa história.



19 – Cursed

Episódio com uma temática que aposto que conquistou muita gente, em especial para os fãs de The Witcher (pelo que me contam dessa série, porque eu mesma não vi). O conceito do Calthrop como sendo uma criatura tão terrível que até os D’Harans têm medo é muito interessante, e se a gente ignorar o baixo orçamento da série para efeitos especiais, a gente vai notar que o enredo do episódio foi muito bem escrito.


Lado ruim de Cursed: as cenas com o rei Gregor teriam sido muito mais emocionantes se, ao invés de escalar o Carl Bland para o papel, tivessem escolhido qualquer outro ator. Pois é, muitas vezes Legend of the Seeker peca na escolha de atores para papéis secundários. A presença da feiticeira Shota, no entanto, mais do que compensa essa falha, visto que a Danielle Cormack é uma grande atriz, e foi muito valorizada na sua época. Outro defeito do episódio foi a cena da luta no castelo, visto que haviam atiradores com bestas em mãos e por bastante tempo ficaram apenas parados, assistindo à princesa se transformar no Calthrop e comendo pipoca, basicamente.


20 – Sanctuary


Particularmente gosto bastante desse episódio. Toda a questão da magia que somente o artista pode praticar, criando um quadro que transporta as pessoas para dentro dele… É incrível! Além do mais, se vocês prestarem a atenção, o James é um personagem bastante profundo, demonstrando confundir amor com posse, e acreditar que uma pessoa se apaixona por outra por seus dons, e não pelas suas atitudes. Aliás, ele nem mesmo parece compreender a palavra caráter! Pois ele sequestrou toda a galera e ainda acreditava ser uma pessoa boa. Sim, ele é doente e não tem nenhum conhecimento sobre relações saudáveis, porém não é necessariamente sádico, e por isso eu tenho pena dele. P. S.: Se vocês não reconheceram o ator, ele é o Feren de O Hobbit.


Outro personagem que se destacou foi o Aindan. Que garoto terrível, senhoras e senhores! E que esperto, hein… Se fosse uma série nos dias atuais, ele poderia muito bem ter vivido algo como no filme Prenda-me Se For Capaz. A atuação também não deixou a desejar, porém é uma pena que o Joe Nathan não tenha seguido carreira. Aposto que seria um grande ator hoje em dia.




21 – Fever

Que episódio para tirar o fôlego! Olha, preciso fazer mais uma das minhas famigeradas confissões, porque não posso passar por este episódio sem dizer que shippei demais a Jennsen com o Darken Rahl! Nossa, que casalzão épico que ia ser… E que reviravolta! Imagina se, na verdade, o Richard não fosse o Seeker, mas o título coubesse à irmã dele, e imagina se ela derrotasse o Darken Rahl pela força de seu amor. Alguém me abana aqui, porque essa ideia me deixou toda agitada aqui!


Mas enfim, voltando ao episódio: uma das coisas mais interessantes que aconteceu foi quando o Zeddicus foi ajudar aquelas pessoas e, ao invés delas se mostrarem gratas, elas apenas quiseram sugar mais e mais dele, até o ponto em que o nosso mago preferido ficou realmente doente. É muito interessante pensar em como isso é real muitas vezes, como certas pessoas não valorizam nossa ajuda, como às vezes julgam que fazemos pouco, quando na verdade estamos dando o nosso melhor. A verdade é que pessoas abusadas existem aos montes nesse mundo, e mesmo quando damos uma mão, a criatura já quer o braço inteiro. Ainda assim, como o Zeddicus, devemos saber o nosso limite, não podendo deixar tais folgados tirarem a nossa paz e a nossa saúde. Lembre-se: ajudar os outros é sempre bom, mas nós temos uma responsabilidade para conosco mesmos, e jamais devemos nos abandonar em prol da exigência de ninguém.


22 - Reckoning


Finalmente, o tão esperado último episódio da temporada! Não sei se vocês sentem o mesmo, mas eu sempre penso que é uma alegria e uma tristeza ao mesmo tempo encerrar uma etapa da série, porque o começo sempre acaba deixando saudade. Enfim, a questão é que a Kahlan se casou com o Darken Rahl, e teve um mini Rahlzinho pra aterrorizar as Midlands! Caramba, hein… Nem nos sonhos mais loucos alguém poderia ter imaginado que isso aconteceria. Toda a questão de viagem no tempo também foi incrível, trazendo aquele ar especial para o episódio.


Agora precisamos falar sobre a Cara. Gente, não é que eu não adore uma bela mord-sith se aliando ao Seeker, porque eu acho que essa foi uma das melhores ideias de roteiro de toda a série! A questão é que, sinceramente, eu fico muito triste que não tenha sido a Denna. A outra loirinha conquistou meu coração… Foi a atuação maravilhosa da Jessica Marais, mas também o fato de que ela realmente chega a se apaixonar pelo Richard. A Cara, apesar de ser uma irmã de Agiel da Denna, é muito diferente desta. Ela parece ser mais bruta, mais entregue aos instintos primitivos, e apesar disso combinar bastante com uma história de redenção, não torna a personagem mais carismática (ao menos do meu ponto de vista). Não me entendam mal! Eu ainda fico muito entusiasmada com as cenas da Cara, só queria desabafar com vocês sobre a minha preferência frustrada.



É isso aí, galera! Curtiram a resenha? Estão gostando da série? Quero saber o que vocês acharam desta temporada e o que esperam para a segunda! Vamos conversar pelos comentários, pois nada é mais legal em um fandom de série do que poder trocar figurinha com quem gosta das mesmas coisas que nós. Um beijo a todos, e até a próxima!