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  • Gisele Alvares Gonçalves

Legend of the Seeker - de S2E1 a S2E6

Olá, magos e confessoras, tudo bem com vocês por aí? Finalmente chegamos à segunda e última temporada de Legend of the Seeker, e a season já começou deixando alguns queixos cair, não é mesmo? Os episódios têm se mostrado bastante profundos, e parece que não estão demorando muito para desenvolver o plot principal, visto que, apesar de termos as mini tramas de cada capítulo, ainda estão focando bastante na busca pela pedra das lágrimas. Mas chega de papo, vamos ao que interessa! Segue abaixo, então, a resenha dos seis primeiros episódios da segunda temporada:

1 – Marked


Episódio perfeito para a abertura da season, o qual esclarece o novo objetivo do seeker, traz a Cara para o trio calafrio (agora quarteto fantástico) e ainda mostra a situação de Midlands após o vácuo de poder deixado por Darken Rahl. O mais importante: esse episódio lida com todos esses temas, e lida bem! Nada parece mal explicado, ou pouco aprofundado… Apenas o ritmo se torna acelerado, mas não em um sentido ruim. Aliás, essa acelerada faz bombar ainda mais o coração, nos deixando tensos e elétricos ao mesmo tempo!


Legal que este episódio já chega esclarecendo algo deixado no ar pelo episódio 2x21, que é a questão se Darken Rahl e Richard são meio-irmãos. Isso foi extremamente necessário, afinal não tínhamos como discernir se o antigo vilão da série estava mentindo para Jennsen ou não, visto que nem a trilha sonora e nem a direção de cena nos deram alguma pista sobre isso. Enfim, achei legal pra caramba o episódio, que foi feito para nos deixar com gostinho de quero mais. Bônus do capítulo: a participação especial da Rachel, que é, sem sombra de dúvidas, a personagem mais fofa da série.




2 – Baneling

Quem disse que Game of Thrones foi a primeira série de fantasia medieval a lidar com zumbis, hein? Legend of the Seeker já estava na dianteira neste quesito, e vocês nem tinham conhecimento! Enfim, pela própria presença dos banelings esse episódio acabou se tornando bastante dark, e a cena final foi de arrepiar os pelos do sovaco… Aliás, o que tem em crianças que sempre deixam qualquer cena de assassinato mais sinistra? Eu acredito que seja o inesperado de termos um ser considerado puro e inocente cometendo o pior ato que o ser humano pode cometer, mas o que vocês acham sobre este tema?


Uma questão que não podemos deixar de falar sobre o episódio é a aparição do Flynn. Gente, como não amar esse cara que é 1% anjo, mas aquele 99% é vagabundo? Ele conseguiu enganar a Cara, galera… A Cara! E isso já faz ele ganhar muitos pontinhos na malandragem. Aliás, a interação entre esses dois personagens foi muito legal o tempo inteiro, e ela acaba mostrando que, apesar de ser bastante esperto e propenso à vida fácil, o Flynn é, na verdade, bem ingênuo. Sério que ele acreditou que a Cara ia fazer qualquer coisa sexual com ele? Por favor! E depois, quando ele disse que a mão dele iria aonde ele fosse, o homem sequer cogitou a possibilidade de quererem cortar a mão dele fora? Bem, o Richard nunca iria deixar isso acontecer, mas o Flynn não sabia disso. Enfim, esse personagem trouxe um pouco de alívio cômico para um episódio bastante denso, e eu acabei gostando desse contraste.




3 – Broken


Esse episódio… Ah! Esse episódio era o que todos nós precisávamos. Ele não apenas nos mostrou mais sobre quem é a Cara (algo bastante necessário nesse ponto da jornada), como o fez com uma beleza de roteiro digna de Sam Raimi e Robert Tapert. O capítulo mostra o quanto a redenção é difícil para aqueles que já são considerados perdidos pela sociedade, e também trabalha a luta interna que a Cara tem que travar contra seus piores instintos, como o orgulho.


Esses são temas muito pouco abordados hoje em dia, e fazem uma falta danada! Para quem é fã de Xena, no entanto, sabe que estes são tópicos que o Sam Raimi e o Rob Tapert adoram trabalhar, visto que a própria protagonista dessa série era uma conquistadora de nações arrependida, que faz uma jornada de redenção que dura seis temporadas. Cara, no entanto, não lembra apenas Xena, mas também Callisto, a garota que teve sua infância roubada, e por isso se transformou em um monstro. Com isso, deixo aqui meu convite para que vocês assistam Xena – A Princesa Guerreira também… Quem sabe se um dia eu não resenho essa série?


4 – Touched


Agora é oficial, galera… A Kahlan é a última confessora! Como sempre, tentando impedir a profecia, ela acabou por cumprir ela. A forma como isso foi feita, no entanto, foi muito bem roteirizada, e a personagem Annabelle ajudou a tornar o episódio incrível. Coitada, ela era a típica adolescente cujos pais não deixam sair pra lugar nenhum, e quando finalmente põe os pés pra fora de casa só faz merda. Eu não culpo ela, no entanto! Como eu disse, suas atitudes fazem jus à idade da moça, além disso ela não é uma pessoa má, apenas uma garota que quer viver aventuras e conhecer o amor da sua vida.


Agora, se teve uma personagem que foi irritante nesse episódio foi a Kahlan. Ô bichinho ruim, querendo controlar cada respiração da guria que ela conheceu há cinco segundos! Ela não acredita em livre arbítrio, não? Além disso, se o objetivo era continuar a raça das confessoras, por que não deixar a Annabelle e o Flynn ficarem juntos? Ele já estava confessado, não é mesmo? E eu aposto que, se ela não tivesse sido uma vaca tão rígida, a sua protegida até não teria ficado tão desesperada pra fugir dela. Ok, ok… Era costume das confessoras tomarem líderes fortes e musculosos como parceiros, mas isso era no passado, as coisas podiam mudar agora! Enfim, eu culpo mais a Kahlan por todas as desgraças do episódio do que a coitada da Annabelle, e eu desafio qualquer um de vocês, leitores, a tentar mudar a minha opinião!



5 – Wizard


Primeiro episódio focado no Zed (já era tempo, hein!), mas o que foi isso? Caramba! Esse episódio foi uma nóia sem fim, e deu um pouco de vergonha alheia. Achei um pouco incômodo que os poderes de um mago da primeira ordem sejam tão absurdos quanto foram mostrados neste capítulo, a ponto dele criar dinheiro do nada, e pior… Criar um castelo do nada! Além, é claro, que foi muito bizarro ver o nosso querido e amado Zeddicus fazer tanta besteira quanto ele fez.


O ponto forte deste episódio foi realmente o elenco, principalmente a escolha de ator para interpretar o Zed no auge da sua juventude. Caramba, que ator perfeito! Um é o focinho do outro, e olha que essa era uma missão quase impossível de ser realizada, visto que o Bruce Spence (Zeddicus velho) tem um rosto bastante diferente, além de ser alto como um poste. Além da questão da aparência, o Gabriel Mann (Zeddicus novinho) fez um trabalho incrível de interpretação, dando aquele ar de garanhão para o personagem que já era esperado, visto os comentários que o Zed sempre faz sobre seu passado. Em termos de narrativa, o episódio foi bem fraquinho, e talvez até ganhe o troféu framboesa da temporada, porém a gente releva e segue adiante, porque ainda muita coisa boa está por acontecer em Legend of the Seeker.




6 – Fury

Depois de um episódio mais ou menos como Wizard, foi uma bênção ter um capítulo profundo e psicológico como Fury! Ainda mais tratando sobre a questão que é o calcanhar de Aquiles de toda série de aventura, que é a moralidade do uso da violência. Gostei muito da forma como retrataram a Roga, e confesso que apoio a sua forma de pensar, afinal Gandhi já provou que é possível um povo conquistar sua independência sem o derramamento de sangue. O mais interessante é que, no final deste episódio, algo similar também acontece, quando a compaixão de Roga dá frutos e impede a batalha, mostrando a todos o poder da bondade.


Outro subtema deste episódio foi o autocontrole sobre a raiva, com o Richard tendo que domar seu pior lado para poder usar novamente a espada da verdade. Interessante notar o método que o Zed usou para treinar o Richard, que já é uma fórmula bem conhecida do filósofo Sócrates e do pai da psicanálise Freud – usar de perguntas para que a própria pessoa chegue na resposta. Aí alguém pode se perguntar: mas por que o seeker demorou tanto pra responder o que ele verdadeiramente estava sentindo? Ora, e não é assim conosco também? Quando nós não queremos admitir que temos alguma emoção ruim, nós escondemos ela até de nós mesma, ou ao menos o motivo dessa emoção existir. Muitas vezes as pessoas nos perguntam por que somos assim, e nós não sabemos a resposta, e é preciso muito trabalho para chegar ao ponto certo. Por isso que esse episódio foi tão genial, porque usou desses conhecimentos de psicologia para retratar o treinamento do Richard, mostrando que essa série não é só um rostinho bonito não, ela tem conteúdo para dar e para vender!



E aí, gostaram da resenha? O que vocês acharam do começo dessa temporada? Diga nos comentários se concordam com a minha análise ou se pensaram diferente sobre algum episódio e vamos dialogar! Estou ansiosa para poder conhecer vocês. Um beijo e até a próxima.