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  • Gisele Alvares Gonçalves

Legend of the Seeker - de S2E12 a S2E17

E aí, magos e confessoras, tudo bem com vocês? Esta semana foi agitada nas Midlands, com ataques de banelings, das irmãs das trevas, da Nicci, de Deus e o mundo… É inimigo que não acaba mais! Mas é assim mesmo que a gente gosta, não é? Quanto mais difícil for a viagem de Richard e companhia, mais emocionante se torna a série. Mas chega de papo, não é mesmo? Vamos direto ao que interessa… Com vocês, os seis episódios da semana!

12 – Hunger


Como esse capítulo poderia não ser maravilhoso, quando a Cara é basicamente a protagonista? Gente, essa mulher brilha demais, rouba a cena de todo o mundo! E foi muito interessante ver o dilema dela sobre matar ou não o Thaddicus, revelando a nós que a mord-sith realmente evoluiu e tornou-se mais altruísta. Ainda assim, foi uma boa coisa que ela não tenha morrido de vez, e que tenha recuperado seus poderes! Chega a dar um calafrio ao pensar que a nossa loirinha diva poderia ter ficado como uma baneling para sempre…


Agora, vamos combinar: que homem pra fazer merda que é o Thaddicus! Quando a gente pensa que ele se tornou decente, ele vai lá e faz uma parceria com o falcatrua do Sebastian! Se bem que, confesso, apesar de achar as decisões do cara péssimas, eu entendo ele. Bom, eu sou filha única, mas imagino que ser o filho preterido deve ser bucha! Ver o irmão treinando para ser um mago perfeito, enquanto se fica nas sombras, apenas vendo a vida passar… É uma situação difícil pra caramba. O Zedd devia prestar um pouco mais de atenção no irmão, e ajudá-lo a ter uma vida melhor. Isso é o que eu acho, ao menos.




13 – Princess

Melhor episódio de comédia da série, e tudo por causa da Cara! Afinal, o que poderia ser melhor do que ver a mord-sith se passando por uma princesa, e mais… Tentando seduzir um nobre ridículo como aquele? E o Zedd não ficou pra trás também, tanto que recebeu até umas cantadas! Agora, precisamos combinar uma coisa: cabelo loiro NÃO combina com o Richard. Ele ficou mais bagaceiro do que criança que faz tatuagem com caneta bic com aquele visual. Não sei como a Kahlan achou o contrário.


Agora, vamos combinar uma coisa: pra que viver pra sempre? Eu não iria querer! Depois de um tempo, quando todos os nossos objetivos foram alcançados e todos os prazeres foram vividos, não deve sobrar nada além de um grande vazio. Imagino que a vida, depois de um tempo, pode acabar por se tornar um fardo, mesmo para alguém tão rico quanto o marquês era. Possivelmente, no entanto, o personagem sequer tivesse pensado nisso! Talvez o desejo pela imortalidade não fosse nada além da ambição comum, de se ter o que é impossível, de se conquistar algo que nenhum outro homem conquistou. Acredito mesmo que não foi sede por vida que levou o marquês a fazer o acordo com a Nicci, mas sim o desafio de obter tal barganha, o orgulho de ser o primeiro ser humano a evitar a morte. Motivos completamente toscos para se decidir algo tão importante quanto isso, e no entanto verdadeiros… Acredito mesmo que, na vida real, muita gente obtém coisas (e pessoas) pelo simples desejo da posse, e não por qualquer outra razão mais séria.




14 – Bound


Muito legal que tenham feito um episódio focado na Nicci, e que tenham explicitado os motivos pelos quais ela servia o Guardião. Era algo que eu me perguntava, sabe? Tipo, por que alguém iria querer ajudar alguém que quer toda a vida destruída? Mas depois do que a irmã das trevas falou para o Seeker tudo fez sentido: o trauma dela foi tão violento que ela julgou a tudo e todos como podres, e segundo esse pensamento nada merece estar vivo. Intenso, e sinistramente verdadeiro: acredito mesmo que algumas experiências são tão traumáticas que levam a pessoa a perder a fé na humanidade.

O problema da Nicci é que ela era ingênua como uma criança, e a sua queda foi brusca demais. Imagino que, quando a prelada falou que ela deveria perdoar o seu agressor, ela não quis dizer pessoalmente! Perdoar significa aliviar o sentimento de ódio dentro de nós mesmos, mas não acreditar que uma pessoa ruim vai se tornar boa em um passe de mágica. Em resumo: tem mais a ver com nós mesmos, nossa saúde emocional do que com aquele que é perdoado. Obviamente Nicci não sabia disso, e sua inocência acabou do jeito que a gente sabe. Agora, toda essa conversa entre a irmã das trevas e o Seeker me fez shippar fortemente eles! Pois é, já que a Denna morreu, ele podia ficar com a outra loirinha trevosa, não é mesmo?


15 – Creator


Mais um episódio que trabalhou um personagem de forma nebulosa, e eu adorei isso. Afinal, a Maia era ou não a criadora? Tantos argumentos prós, e tantos contra! E o mardito do episódio nos deixa sem uma resposta, sendo que jamais iremos desvendar esse mistério. Brincadeiras à parte, na real essa foi a melhor sacada do roteiro, deixar-nos na incógnita, conjecturando as possibilidades. Só tem um enigma que é fácil de resolver: se você ficou na dúvida se conhecia a atriz de outro lugar, você estava certo! Ela foi a Obara Sand, na saudosa série Game of Thrones.


Mas agora vamos falar sobre o julgamento do Richard! Olha, confesso que concordo com muito dos argumentos contra ele, afinal eita bichinho pra fazer merda nessa temporada! Tipo, ele deu o han dele para a Nicci, sabendo que ela era uma irmã das trevas! Ah, ok… o cara pensou que a Verna iria prender ela, mas havia o risco da megera escapar, não é mesmo? E foi um risco que ele correu, sem pensar duas vezes. Além disso, o Richard segue atrás da pedra SABENDO QUE A PROFECIA DIZ QUE VAI DAR RUIM! O mais sensato, nesse caso, seria dizer para o Zedd encontrar ainda outro Seeker para cumprir com a missão, mas nããão, o bonito quer ter os louros no final da jornada. Se a Maia era realmente a criadora, não julgo nem um pouco ela por pensar que o Richard estava jogando no time do Guardião. Sinceramente, eu também pensaria.


16 – Desecrated


Que episódio tenso, hein? A Kahlan quase morreu, a Cara quase morreu, o Zedd quase morreu… Foi muita quase-morte para um episódio só! Mas ainda bem que foi só isso, porque apesar de reclamar dos clichês, eu ia ficar bem chateada se qualquer um desses meus bebês fossem para o submundo (ao menos nesse ponto da jornada... O final da série é outra coisa).


O forte desse episódio, é claro, foi a corrida contra o tempo para salvar a confessora-mãe e a mord-sith, mas principalmente a interação entre as duas durante sua estadia na tumba. Gente, que fofo a Cara dizendo que considerava a Kahlan sua amiga! Olha, acho que ela nunca foi tão aberta com qualquer pessoa que fosse quanto naquele momento… E nunca mais voltará a ser também. Cara sendo Cara, jamais vai confessar ter qualquer coisa perto de emoções, a não ser que esteja prestes a morrer. Outra coisa interessante do episódio foi o tema sobre vingança, sobre o ciclo que nunca termina, se a gente se entregar a esse sentimento. Acho interessante como, sendo uma série sobre um guerreiro, o roteiro traz bastante reflexões sobre a importância de preservar a vida… Mesmo que seja a de covardes. Na real, é uma das coisas mais importantes que Legend of the Seeker nos traz.


17 – Vengeance


Outro episódio sobre vingança e perdão, mas desta vez trazendo vários elementos que tornam este episódio incrível: primeiro, é claro, trabalha mais o passado do Zeddicus e do Thaddicus, algo que é sempre legal de se ver. Depois, temos o foco em ninguém mais e ninguém menos que Panis Rahl, o personagem mais cinzento de toda a série. Por fim, tivemos o prazer de ver a atuação incrível de John Rhys-Davies, o nosso eterno Gimli de O Senhor dos Anéis.

Sim! Você já tinha reconhecido? Essa voz não tem como enganar ninguém, não é mesmo? E ele ficou muito perfeito como Panis Rahl! Aliás, o ponto alto do episódio foi acompanhar as cores que ele deu ao personagem, deixando-o carismático e amável, ainda que aquela nota escura dos seus erros de juventude tornasse o personagem um tantinho sombrio. Foi bastante interessante ver as coisas pela perspectiva do papai Rahl, mostrando que, apesar de não ter sido o monstro que seu primogênito se tornou, ele também não era um santo, deixando seu sentimento de raiva levar a melhor de si no momento em que matou Carracticus. Na real, ele me pareceu alguém que sempre tinha as melhores intenções, e até mesmo um coração bom (ousaria dizer), porém que não possuía controle algum sobre suas próprias emoções. Foi por seu amor ao filho que ele não conseguiu matar Darken Rahl, e foi por esse mesmo amor que ele matou o pai do Zedd. Ou seja, o cara era gente como a gente, só um pouquinho mais passional. Ainda assim, não queria ter uma pessoa assim por perto, nem como amigo, como inimigo e muito menos como pai.



E aí, gostou da resenha? Comenta aí abaixo o que achou desses episódios, e o que espera para a finaleira de Legend of the Seeker. Acham que o Richard vai falhar mesmo, como diz a profecia? Olha, confesso que eu não lembro como se dá esse desfecho, então vai quase ser uma novidade para mim também! Ansiosa para chegar a próxima quarta-feira, quando conversaremos sobre o fim dessa nossa série amada. Beijin, e até a próxima!