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  • Gisele Alvares Gonçalves

Legend of the Seeker - de S2E18 a S2E22

Olá a todos, magos e confessoras do meu coração! Nossa, passou tão rápido… Parece que foi ontem que eu comecei a resenhar Legend of The Seeker, e agora já chegamos à series finale. Sabe, eu tenho sentimentos muito dúbios em relação a chegar ao fim de uma série que eu gosto: por um lado fico exultante por ter conhecimento sobre toda a história e sua mitologia, e por outro fico triste, por não poder mais acompanhar aqueles personagens em novas aventuras. E esse é um fim mesmo, pois duvido que o Sam Raimi e o Robert Tapert sequer cogitem em lançar um spin-off dessa série um dia, ou que outro diretor pense em fazer um reboot da história. Apesar de fantasia medieval estar em alta, e apesar do Terry Goodkind ter mais de 20 livros sobre o universo de Legend of the Seeker (sim! Essa série é uma adaptação de livros. Nunca li, confesso, mas morro de vontade), o esquecimento que recaiu sobre a obra deste autor não nos dá grandes esperanças de vermos Richard Cypher novamente nas telinhas. É uma pena, mas é a verdade. A não ser, é claro, que a Netflix assuma a responsabilidade… Afinal, todo mundo sabe que esse streaming a-do-ra fazer adaptações de obras desconhecidas. Enfim, chega de divagações, vamos ao que interessa! Segue abaixo, então, a resenha dos cinco últimos episódios de Legend of the Seeker:

18 – Walter


Gente, confesso: adoro este episódio! Afinal, como não amar o Walter, e como não babar pela atuação carismática do Craig Parker? Ok, ok, sou culpada de puxa-saquismo em relação a este ator, estou sabendo, mas não posso evitar. Afinal, não é qualquer um que consegue deixar o nosso sangue fervendo de raiva e o nosso coração todo mole e sorridente na mesma série. Walter é aquele personagem que a gente torce muito para que se dê bem na vida, e que nos deixa extremamente feliz quando consegue ficar com a mulher dos seus sonhos, dinheiro e o amigo para todas as horas (que costumava ser o seu torturador… Mas quem lembra disso, não é mesmo)?

Não poderíamos deixar de comentar, é claro, que é nesse episódio que o DARKEN RAHL volta à vida, não é mesmo? Pois é, aposto que vocês pensaram que ele ia ficar contente em servir o Guardião lá do submundo, mas subestimaram a mente engenhosa (e completamente caótica) desse personagem. Aliás, é um grande alívio pra todo mundo que o tinhoso tenha voltado dos mortos, porque as aparições esparsas dele estavam deixando aquela sensação de personagem mal resolvido. O fato dele ter tido um grande papel na finaleira da série não foi apenas legal para caramba, mas uma decisão que o Sam Raimi e o Robert Tapert precisaram tomar para tornar o enredo mais consistente.


19 – Extinction


Nossa, tanta coisa pra falar neste episódio! Em primeiro lugar, que triste a quase-extinção das Nightwisps! Aliás, esse parece ser um tema bastante recorrente na história… Afinal, Kahlan também é a última de sua espécie. Eu me pergunto se, eventualmente, todos os seres mágicos vão desaparecer das Midlands, e este mundo cheio de fantasia vai acabar se tornando como o nosso, apenas povoado por humanos. Parece que é um caminho possível, mas só saberíamos com certeza se lêssemos os livros.

Antes de pular para o próximo episódio, não poderíamos deixar de mencionar os momentos pra lá de fofos entre a Cara e a Nightwisp. Gente, eu poderia pôr essas cenas no repeat e ficar um dia inteiro vendo elas! Cenas que, inclusive, ajudaram a Cara a amadurecer ainda mais, e a conectá-la com seus sentimentos de amor e ternura. O nascimento dos bebês Nightwisps? Impagável! Aliás, que rica ninhada, não é mesmo?


20 – Eternity


Novamente, muita coisa pra falar em tão poucas linhas. Claro, a trama mais interessante foi, como sempre, a da Cara, com tantas reviravoltas que quase tive um infarto ao ver o episódio. Quer dizer que a nossa mord-sith preferida teve um filho com o seu antigo mestre? Caramba! E a criança provavelmente está morta… Eu digo isso porque não confio na palavra de Darken Rahl, ainda que ele não costume mentir, apenas distorcer a verdade. Também tivemos o fato de que ela foi treinada novamente, e que treinamento! Mas também, a Cara estava acostumada a usar não apenas um, mas dois agiels durante as lutas, o que mostra a grande resistência à dor que ela possui. Se o treinamento não fosse minimamente radical, das duas uma: ou não iria ter efeito, ou a trama teria sido infundada.

Do outro lado da trama, menos surpresas. Quero dizer, por um momento eu cheguei a pensar que a Kahlan tivesse morrido mesmo, e até mesmo desejei por este desfecho, para que o plot saísse do clichê e tivéssemos um drama real. Bom, mas é Legend of the Seeker, não é mesmo? E nós sabemos que, nessa série, a tendência é que tudo se resolva para bem no final. Mas ao menos eu gostei da solução que o Richard achou para tirar a pedra das lágrimas do vale: o feitiço de convocação que Zedd usou no episódio 5 desta temporada. Gosto quando o roteirista lembra do que já foi construído no mundo que está criando, de forma que a mitologia se torna consistente, e a trama acaba por ser mais confiável e verosímil.




21 – Unbroken

No final sempre temos que ter uma realidade alternativa, certo? Não que eu esteja reclamando! Afinal, adoro o tema e acho que Legend of the Seeker faz um ótimo trabalho neste sentido. Esta realidade, em particular, condiz exatamente com o que eu considerava que deveria ter acontecido (se os personagens tivessem sido espertos): Richard no trono, comandando legiões e evitando que outro tirano se aproveitasse do vácuo de poder. Sim, eu entendo que essa série é focada na fantasia, e essa resolução teria alterado todo o clima da trama, mas ao ver um episódio como este não dá pra evitar tais pensamentos.

Kahlan casada com Richard (e já grávida), Cara conhecendo o Leo e se apaixonando por ele novamente (ah, meu bebê, como eu senti tua falta!), Darken Rahl mansinho e até sendo considerado como amigo pelo Seeker… Gente, não dá pra não amar essa realidade. Claro, a burrice da pessoinha lá tinha que estragar tudo, com sua confiança ao achar que o poder de Orden tinha resolvido tudo no mundo. Gente, oi? Ele só poderia usar tal poder se estivesse cara a cara com a pessoa, o que quer dizer que bastava ele não estar presente para uma galera querer invadir o palácio e separar as caixas! Fala sério, era óbvio ou não era? O que custava botar um pouquinho mais de proteção ao redor DA ÚNICA COISA QUE ESTAVA EVITANDO O APOCALIPSE? Aff, esse Richard… Depois eu prefiro o Leo e vocês ficam se questionando o porquê.



22 – Tears

Que episódio, senhoras e senhores! Tanta coisa acontecendo, tantas profecias se realizando… Até mesmo aquela que a Shota falou lá no início da primeira temporada, quando ela falou que a Kahlan iria trair o Seeker. Foi legal pra caramba ver a nossa confessora-mãe cravando uma faca no peito de seu amado, só para perceber depois o erro de suas ações! Sim, eu adoro um draminha, confesso para vocês, e acharia daora se o Richard tivesse permanecido morto, ou ao menos cego.


Acho que a parte que eu mais gostei da series finale foi a Nicci voltando, toda-poderosa e bastante sexy, com um visual que mostrou a verdadeira beleza dela e a fez parecer uma vocalista de symphonic metal. Adorei o fato dela ter usado a própria magia da Kahlan para confessá-la, e a ideia dela de ter bebês com o Richard... Gente, de todos os homens do planeta, por que o Richard? O Darken Rahl estava mais do que disposto na cena da banheira! Olha, vocês podem discordar à vontade, mas a questão é que a Nicci queria só o Seeker pra ser o pai dos seus filhos porque ela se apaixonou por ele. Pois é, a mulher nunca tinha sido tratada tão bem quanto foi pelo Richard, e isso mexeu com seu coraçãozinho negro.



Enfim, pessoal... Chegamos ao fim! Dentre risadas e lágrimas, cenas de batalhas e cenas de amor, tivemos uma aventura e tanto ao lado de Richard, Zedd, Kahlan e Cara, porém tudo acabou agora. Espero que tenham gostado da série, e espero que, um dia, voltem a vê-la (como eu fiz). Continuem nos acompanhando aqui no site, pois teremos novidades em breve! Tenho planos para resenhar outras séries na vibe de Legend of the Seeker, algumas bem antigas também, e outras mais recentes. Um beijo a todos, e até a próxima.