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  • Gisele Alvares Gonçalves

Legend of the Seeker - de S2E7 a S2E11

Olá, magos e confessoras, tudo bem com vocês? Mais uma semana, e mais episódios de Legend of the Seeker para resenhar… Dessa vez com a nova adição ao elenco mágico da série, com as irmãs da luz (nem tão da luz assim) chegando para arrasar quarteirões! E aí, o que acharam delas? Para mim, quanto mais raças místicas femininas existirem melhor, pois são elas que fazem LOTS ser tão diferente das outras séries. Bom, chega de papo, não é mesmo? Vamos ao que interessa! Segue abaixo, então, a resenha dos cinco capítulos desta semana:

7 – Resurrection


Agora para tudo, porque a minha amada Denna voltou para aterrorizar as Midlands! Gente, eu quase surto sempre que eu vejo essa mulher em tela, ainda mais quando ela está tão linda e enganosa quanto neste episódio. Denna como cafetina? Genial! E, mesmo então, ela não deixa de jogar seu charme para o Richard… É, minha filha, paixão forte assim não morre nunca, não é mesmo? Pena que ele não vê o baita mulherão que está jogando fora, pois com toda essa química entre eles, se acontecesse algo acho que o set de filmagem pegava fogo!

Cafetina, mas até ali… Pois quem foi mord-sith um dia, será mord-sith até morrer (ainda mais se tiver a oportunidade de treinar o Seeker, não é mesmo?). Gostei muito dessa nova faceta da Denna, uma que pensa por si mesma e que trama altos planos sem receber ordem de ninguém. Ela mostrou que tem ambição e inteligência de sobra para tomar o poder para si, e que, ao contrário da Cara, não é movida pela lealdade, mas sim por seus próprios desejos. Engraçado pensar nisso, não é mesmo? As duas personagens são mord-siths, mas não poderiam ser mais diferentes. Sinceramente, mesmo na época do Darken Rahl, não consigo ver as duas trabalhando juntas.



8 – Light

Esse episódio nos deixa felizes pela aparição da Denna, e tristes por sua morte. Aliás, que morte emocionante, hein? Justo quando ela decide ser uma pessoa melhor a Cara vai lá e dá uma flechada em seu peito. Não sei se vocês pensam o mesmo, mas eu acho muito irônico que tenha sido a Cara a matar a outra mord-sith, afinal aquela ganhou sua chance de redenção, porém impossibilitou o mesmo para a Denna.

Interessante foi o Zedd perceber as nuances mais profundas da psique da Denna, dizendo exatamente o que a mulher precisava ouvir para refletir sobre os próprios sentimentos. Aliás, não é a primeira vez que o mago faz isso, não é mesmo? Afinal, no episódio 6 desta temporada ele também incita o Richard a enxergar o que verdadeiramente estava sentindo, possibilitando assim que o Seeker pudesse empunhar novamente a Espada da Verdade. O Zeddicus é uma aula de psicologia! Ele sabe o quanto é difícil para as pessoas admitirem certos pensamentos e emoções, em especial quando tais emoções são contrárias ao próprio código ético, porém o mago percebe tudo, e conversa com o indivíduo até ele enxergar o que não queria ver. Nesse caso a Denna sentia-se frágil ao admitir que queria amigos, sentia-se fraca, pois toda a sua vida ensinaram a ela que sentimentos são para pessoas insignificantes. Ela estava a um passo de descobrir que ter amizades nos torna fortes… Porém foi um passo para dentro do precipício (literalmente).




9 – Dark

Denna se foi, e agora temos Nicci! Confesso que gostava muito mais de uma vilã caótica e cheia de impulsos como a mord-sith, afinal essa irmã das trevas aí parece que tem mais senso de lealdade cega até mesmo que a Cara tinha em relação ao Darken Rahl. Ainda assim, como não amar uma trama em que uma bela mulher toca o terror em tudo e todos, hein? Só queria saber o motivo pelo qual ela serve ao Guardião, afinal nada se mostrou a respeito das razões da Nicci, apenas sobre suas atitudes.

Outra coisa muito legal desse episódio foi todo o clima de mistério, deixando-nos sem saber em quem confiar e o que está realmente acontecendo. Gosto muito desse tipo de trama, e para isso a construção da personagem da prelada foi essencial, para fazê-la tão rígida que acaba por se tornar dúbia, para o que colaborou tanto o roteiro bem escrito quanto a atuação impecável da Elizabeth Hawtorne. Outro elemento que caiu muito bem foi a sensação de segredos, das fofocas de corredores, do sorrir em público e falar baixinho nas sombras. Encaixar essa função com a personagem Nicci foi uma escolha bastante certeira, ajudando na dubiedade em relação à sua personalidade.


10 – Perdition

Muita coisa para falar sobre este episódio, e muito poucas linhas para fazê-lo! Bom, já vou começando aqui jogando uma confissão shipper: AMO demais Cara com Leo, e fico arrasada ao lembrar que ele morreu com participação em apenas DOIS episódios. Sério, muito triste isso. Só para criar treta: na minha opinião, Cara e Leo dão um ship mais interessante do que Kahlan e Richard. Pronto, falei.

Agora, mais uma hora da verdade: o Richard está sendo muito egoísta nesta temporada, e estas visões que ele teve no Vale da Perdição são a prova disso. Essas visões representam o maior medo dele, certo? E a primeira coisa que o aterroriza é ver a Kahlan casada com outro Seeker. Ou seja, ele teme mais do que tudo ser substituído, não apenas para a mulher que ele ama, mas também em sua missão… E é isso que o leva a querer sair do Palácio dos Profetas o quanto antes, chegando até mesmo a entregar o seu Han para a Nicci (oi?). Ele não quer simplesmente que o véu do submundo seja fechado, ele quer ser aquele que vai realizar tal feito! Ou seja, temos novamente o questionamento sobre a moral do herói, sobre o real nível de altruísmo de que Richard é feito. Na minha opinião, ele não passou no teste.




11 - Torn

Nothing's fine, I'm torn, I'm all out of faith… Ops, saiu a música da Natalie Imbruglia sem querer aqui. Voltando à realidade, preciso dizer uma coisa pra vocês: adoro esse episódio! E, pra falar a verdade, eu gostei muito mais das duas Kahlans separadas do que juntas. Eu consigo me identificar com a mulher sentimental que põe o amor acima de tudo, e também me identifico com a líder rígida que não abre mão da lei por nada. Quando a Kahlan é uma só, no entanto, eu não consigo me pôr no lugar dela, nem me ver em suas reações e falas. É, eu sei, é um paradoxo, mas é sobre isso mesmo que trata este capítulo.

Uma coisa interessante de se notar é que a Kahlan-razão acabou por mostrar um pouco da hipocrisia da Kahlan normal. Lembram da Annabelle? Pois é, a mocinha lá não podia se dar ao luxo de amar, tinha que tomar um parceiro futuramente que fosse forte e tivesse características de líder, mas a Kahlan (mesmo sendo a última confessora, literalmente) pode ficar de gracinha com o Richard, mesmo que isso implique em não perpetrar a sua linhagem mágica. Bom, neste episódio ela fez o que deveria ter feito há muito tempo, o que ela queria obrigar a Annabelle a fazer: tomou um parceiro para procriar. Sinceramente, queria mesmo que ela estivesse grávida do homem. Aliás, imagina a loucura se as duas Kahlans estivessem grávidas, e quando elas se juntassem novamente ela estivesse esperando gêmeos de pais diferentes? Wow! Que plot twist, hein? Sam Raimi e Robert Tapert, hora de me contratar para ser roteirista!



E aí, gostaram da resenha? O que acharam dos episódios dessa semana? Comente aí abaixo o que estão pensando sobre as irmãs da luz, e se acreditam que a série está tomando um rumo legal. Um beijo a todos, até a próxima!