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  • D. C. Blackwell

Mansão Bly - Episódio 2 comentado

O segundo episódio da série, intitulado “As Crianças”, tem esse nome por um motivo: com foco nos dois irmãos, e com atenção especial ao passado de Miles, a trama começa a desenvolver os laços entre os personagens que moram na casa e suas personalidades. E apesar de termos um olhar mais aprofundado para a mente de Miles, continuamos na dúvida sobre o que realmente está acontecendo com ele e quais são suas motivações. O grande mistério do personagem é que ele parece ser movido por impulsos caóticos, mas dá a entender que há motivos maiores por trás de suas ações. Será que ele é mesmo um garoto precoce e capaz de violência premeditada? Ou é apenas um garoto perturbado pelos traumas recentes que não sabe como livrar-se dessa dor?


Flora causa o mesmo estranhamento, mas de um jeito diferente. Enquanto Miles parece tentar seduzir/assustar Danielle, Flora lida com situações sobrenaturais com mais naturalidade do que se imaginaria de uma criança, chegando a repreender um espírito medonho como a um cachorro! Sinistro, no mínimo, especialmente porque isso significa que ela sabe muito mais do que diz. Por quais traumas essa menina já não passou? Quantos horrores uma criança precisa vivenciar até perder sua sensibilidade para com o mórbido?

A Srta. Grose parece esconder algo bizarro... Não me parece coincidência que ela nunca coma com os outros. Mas tampouco acredito que seja algo sobrenatural, e sim uma questão mais voltada para o psicológico. Vou apostar sem saber e dizer que ela tem algum distúrbio alimentar – e podem jogar pedras em mim se eu estiver errado! A jardineira, por outro lado, parece ser a única pessoa que não esconde algum segredo obscuro. Inclusive, já começo a suspeitar de um possível relacionamento com Danielle – E eu estou prontíssimo para esse relacionamento! E sobre o homem na janela, me pergunto se ele está diretamente relacionado com Miles... Será que o garoto está sendo possuído? Bem, acho que vamos descobrir a verdade mais tarde.


A Maldição Da Mansão Bly continua surpreendendo no suspense e no horror, dando doses homeopáticas de horripilantes eventos sobrenaturais. A série, entretanto, parece ser sobre algo que vai além dos fantasmas, além dos sustos. Há aí questões muito profundas sobre família, perda, filosofia e pedagogia. Danielle é uma professora particular que está tendo que ensinar coisas básicas para as crianças que, embora tenham sofrido grandes perdas e traumas, continuam sendo mimadas. Existe todo um processo de recuperação para quem sofre perda, e Danielle demonstra métodos interessantes de reintegração das crianças com as outras pessoas e consigo mesmas. E tudo isso é amplificado pela presença do sobrenatural na trama.

Estou contente e ansioso para ver o próximo episódio!