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  • D. C. Blackwell

O terror no cinema - uma reflexão



Bem-vindos a mais uma matéria da Escurinho do Cinema!

        Não sei se você, leitor ou leitora, passa pela mesma situação que eu no que diz respeito a obras de suspense e de terror, mas eu gostaria de compartilhar um pensamento que pode ser o de muitos cinéfilos do terror e do suspense por aí. Trata-se daquela tristeza que me abate quando consumo uma obra que teria me agradado muito no passado, mas que, hoje em dia, apenas dá sono.

        Se você, leitor ou leitora, é como eu, vai lembrar do quão estremecedora era a abertura de “Arquivo X”, ou de como o coração quase saía do peito com cada cena de enorme tensão e suspense de “O Sexto Sentido”. E não podemos esquecer de “O Chamado” e “O Grito”! Essas pérolas do cinema japonês chegaram ao Ocidente e deixaram todo mundo de cabelo em pé. A questão é que aqueles filmes e séries da nossa infância e adolescência foram incríveis em seu tempo. A indústria do cinema, porém, tende a simplesmente replicar sucessos, e isso tem enfraquecido o cinema do gênero nesta última década.



“Mas Tio Blackwell, temos ótimos filmes de terror na atualidade!”


        Sim. Temos “Corra”, “O Farol”, “A Bruxa”, “Midsommar”... Mas este tipo de filme é muito escasso, e raramente é aclamado pelo público. No geral, filmes de terror são repetitivos e sem graça, costumam utilizar a mesma forma de obras de vinte ou trinta anos atrás e muitas vezes sequer possuem um roteiro coerente. Prova disso, foi “Os Órfãos”, e sua trama composta por eventos desconexos que não nos levam a lugar algum. “Campo do Medo”, do Joe Hill, também foi um mosaico de eventos malucos sem nexo em forma de filme. Obras maravilhosas e que tiveram sequências exaustivas, com o único intuito de tirar dinheiro de quem gostou do original, como “Uma Noite de Crime” e “Atividade Paranormal”, me deixam muito triste e decepcionado.



        Quero mais originalidade. Tenho fome de narrativas envolventes e sede de diretores apaixonados. Ano passado foi um bom ano para o terror, mas 2020 já começou com altos e baixos. Vamos, Hollywood, me surpreenda!



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