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  • Gisele Alvares Gonçalves

Once Upon a Time – Primeira Temporada

Olá a todos, feiticeiros e rainhas do meu coração, tudo bem com vocês? Hoje nós vamos falar desta série que é boa, mas é ruim ao mesmo tempo, e ainda assim a gente ama amar. Sim, ressuscitei Once Upon a Time! Afinal, como esquecer todas as rainhas divas que passaram por Storybrooke? E os rapazes... Ah, como esquecer todos aqueles homens em jaquetas de couro? Pois é, aqui temos variedades para todos os gostos! Bom, mas tirando isso, Once Upon a Time também tem uma premissa muito chamativa, que é mostrar todos os contos de fadas interagindo entre si.


Eu vou confessar a vocês que, apesar de uma grande amante de contos de fadas, eu tenho PAVOR da Disney e do que ela fez com os contos originais, e o que mais me incomoda em Once Upon a Time é ter tanto, mas tanto Disney o tempo inteiro. Ainda assim, apesar desse pequeno incômodo, OUAT acabou me conquistando de jeito pelos seus personagens carismáticos, e pelas frases cômicas sempre muito inteligentes.


Uma coisa interessante sobre Once Upon a Time é que a primeira temporada é GENIAL! Porém os roteiristas não conseguem manter esta mesma genialidade no resto da série. De fato, o erro deles foi ter quebrado a maldição como gancho para a segunda temporada, pois foi ali que tudo degringolou. Em minha opinião, eles deveriam ter aprendido com a série As Aventuras de Merlin, que manteve o mistério até o último capítulo. Se tivessem mantido a separação entre a floresta encantada e Storybrooke, tendo em cada episódio uma temática psicológica diferente, de acordo com o personagem... Nossa, teria sido perfeito! Fico imaginando quem teria sido a Alice no nosso mundo, talvez uma moça internada em um manicômio? E o Peter Pan, um garoto de rua que lidera uma gangue de jovens órfãos? Wow, essa teria sido muito interessante! Só teria sido difícil encontrar uma profissão para a bela adormecida, porque sinceramente eu só consigo pensar nela como vendedora em uma loja de colchões.


Enfim, esta primeira temporada de OUAT nos mostra uma série que, apesar de poder ser vista por crianças, ela não é infantil, mostrando excelente desenvolvimento de personagens e uma construção entre presente e futuro com paralelos sempre muito bem fechadinhos. O figurino às vezes deixa a desejar, mas muitas vezes surpreende positivamente, em especial com o guarda-roupa da rainha má na floresta encantada, e a trilha sonora também não chega a ser muito elaborada, mas ela vai aumentando sua qualidade conforme as temporadas passam.


O que realmente desaponta os perfeccionistas, no entanto, é o CGI, que é indefensável. Particularmente não me importo tanto com este ponto, pois me preocupo mais com as atuações e o roteiro, e neste quesito a primeira temporada de OUAT é quase impecável. Como não elogiar a Lana Parilla, que fez a rainha má, e o Robert Carlyle, meu eterno amor, o Rumpelstiltskin? Da primeira temporada eles são os melhores atores, de lavada! Eles são, basicamente, a razão do sucesso da série, fazendo com que não consigamos mais imaginar seus personagens clássicos sendo interpretados por outras pessoas.


Enfim, a primeira temporada de Once Upon a Time traz, no cerne da primeira temporada, um assunto muito importante, que geralmente não associamos com contos de fadas, que é a maternidade. Acredito que, ao fazer esta conexão até então impensável, foi que OUAT quebrou o status quo e alçou voos para longe do cliché, dando protagonismo para as relações familiares antes das relações amorosas. Ok, não me entendam mal, eu sou uma romântica de carteirinha e shippadora profissional, porém mesmo eu reconheço que botar o foco principal na maternidade foi um golpe de mestre, dando uma rejuvenescida nos contos de fadas e tornando-os relevantes para a atualidade, principalmente quando fala sobre adoção.


Com diálogos profundos, relações verossímeis e dramas da vida real, OUAT mostra as princesas que amamos como seres imperfeitos como nós, que cometem erros graves e que aprendem com eles, como a Branca de Neve e seu príncipe, que possuem um relacionamento adúltero. Cara, nunca pensei que fosse ver isso em minha vida! E foi esse choque que tornou tudo tão mais emocionante, fazendo com que Once Upon a Time (ou ao menos sua primeira temporada) entrasse para o rol das minhas séries preferidas.



E aí, o que vocês acharam da resenha? Concordam comigo quando digo que a primeira temporada de OUAT foi genial? Deixem aí abaixo seus comentários, estou ansiosa para conversar com vocês! Enquanto isso deixo um beijo e um queixo, e uma vontade imensa de que possamos nos encontrar em outras resenhas por aí. Até a próxima.