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  • Gisele Alvares Gonçalves

Once Upon a Time – Quinta Temporada

E aí, vilões e heroínas do meu coração... Tudo bem com vocês? Estamos aqui novamente para falar da série que odiamos amar, e dessa vez chegamos com o pé na porta em um conto arthuriano que, para quem não sabe, é a minha especialidade. Gente, vocês não sabem o quanto eu amei ver o rei Arthur e sua turminha do barulho interagindo com nossos personagens amados de Once Upon a Time! Ainda mais por terem utilizado Camelot como palco para explicarem um pouco mais da mitologia própria da série, como a questão do dark one. Simplesmente genial, amei demais tudo isso.


Também gostei muito da forma como construíram o personagem Arthur, como um rei bastante dúbio que ora é um vilão, ora um cara legal, mas mal compreendido. Achei interessante como ele tem camadas e pode ser interpretado de várias formas pelo espectador... Diferente de outros Arthur que vemos por aí, que são cem por cento leais e bons, como no filme Lancelot, o Primeiro Cavaleiro.



Também gostei do fato da Nimue ser a primeira dark one, e do fato que ela prendeu o Merlin, como nos livros medievais... Só achei que, ao invés de uma árvore, ela podia ter prendido ele em uma pedra, afinal é assim que acontece em livros clássicos como Le Mort D’Arthur. Pois é, eu sou uma arthurian geek, lidem com isso.


Em termos de cast, adorei a inclusão de alguns atores que eu já conhecia de outras produções, como o Liam Garrigan (rei Arthur), que eu já havia visto em Pilares da Terra, a Amy Manson (Merida), conhecida por ter participado de A Princesa Branca e o Elliot Knight (Merlin), que foi o protagonista da série Sinbad... Essa é antiga, só quem tem trinta anos ou mais vai se lembrar. Uma adorável surpresa também foi o Greg Germann, que eu não conhecia, mas por quem fiquei absolutamente apaixonada após vê-lo como Hades! Cara, que homem... E que ship maravilhoso ele fez com a Zelena! Um dos melhores casais da série até agora, só não ganha de Rumbelle.


Aliás, falando em Zelena... Olha, a inclusão de seu romance com o Hades salvou o plot para ela, porque a personagem estava mais inútil que um zero à esquerda na primeira metade da temporada... Só não estava mais inútil que o Will, ou o Henry. Que desperdício de talento da Rebecca Mader e do Michal Socha! E que perda de tempo para nós, espectadores, vermos eles fazendo nada por aí, quando poderíamos estar acompanhando um aprofundamento ainda maior na trama arthuriana, como a inclusão do personagem Mordred. Aliás, vocês sabiam que tem um curta rolando na internet? Uma cena entre Mordred e Cruella no submundo, falando sobre o Arthur ter tomado o trono por lá. Cara, vocês precisam ver, é hilário! Pena que não tem legenda, então fica um pouco difícil para quem não entende inglês.



Enfim, para terminar esta resenha, não poderíamos deixar em branco o fato desta temporada ter sido a dos corações quebrados... Meu Deus, parecia novela mexicana! O Robin morreu, o Hades também, o Hook faleceu, mas depois passou bem... E o Rumple, que teve que enfrentar uma Belle muito, mas muito chata. Sério, a personagem me deu nos nervos o tempo inteiro! Eu só não xingava ela mais do que os roteiristas, que estragaram o meu ship preferido. Ok, eu entendo que ela estivesse magoada e que quisesse ficar longe do Rumple, até aí tudo bem... O que o Addam e o Eddie não podiam fazer, no entanto, era ignorar que a Belle ainda amava sua fera! Ela deveria estar sofrendo mais pela distância de seu amor, e não exalando ódio, como aconteceu.


Entre mortos e feridos, até que tivemos uma boa temporada... Como sempre. O tema arthuriano vai ser sempre um grande plus para mim, e a mudança de foco dos charmings para Capitain Swan foi uma jogada de mestre, visto que os pais da Emma são um grande ship, mas já não tem muito a oferecer em termos de plot. E aí, o que você achou da temporada? Também gostou do fato do rei Arthur ser um personagem cheio de camadas? E quanto ao novo cast, concorda que foram escolhidos a dedo? Comenta aí embaixo o que pensa sobre tudo isto, estou ansiosa para conversar com vocês! Até lá deixo um beijo e um queijo a todos, e uma vontade imensa de que possamos nos encontrar em outras resenhas por aí. Até a próxima!