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  • Gisele Alvares Gonçalves

Once Upon a Time – Segunda Temporada

Olá a todos, feiticeiros e rainhas do meu coração, tudo bom com vocês? Voltando a falar desta série que a gente ama demais, vamos tocar em um assunto um tanto perigoso hoje... A segunda temporada. Cara, que decepção! Você se lembra do fervor com que todos os fãs aguardaram ansiosos a volta de Once Upon a Time, após anunciarem a volta da magia a Storybrooke no final da primeira temporada? Lembram do frisson ao teorizar sobre quais personagens iriam aparecer na série, quais contos seriam abordados? Claro que lembra, não é? Acontece que todas aquelas expectativas foram frustradas, pois a segunda temporada foi um emaranhado de “o que diabos está acontecendo aqui?” com “os roteiristas fumaram o que ao escrever este episódio?”.


Todo aquele mistério e aprofundamento psicológico dos personagens desapareceu no ar quando, de repente, a Branca de Neve não estava mais enfrentando dilemas morais, tornando-se a personagem leal e boa (pessoal que joga rpg captou a referência) que ela era apenas na sua vida de contos de fadas. Não apenas ela, mas todos os personagens pareceram perder sua complexidade trazida pelo mundo real, tornando-se apenas os santos perfeitinhos que se resumem a amor verdadeiro. A única que andou na contramão desta tendência foi a Regina, que começa muito timidamente sua trajetória rumo à redenção. Claro, isso foi algo bem interessante de se ver, mas ainda assim não salvou a temporada como um todo.


Pra melhorar, toda aquela aura de mistério que tanto amávamos na série desapareceu por completo, deixando-nos apenas com mais uma trama de aventura comum, quando Emma e Mary Margareth são transportadas à Floresta Encantada e têm que partir em uma quest em busca de objetos mágicos que vão traze-las de volta. Ok, aventuras são legais, mas não tão legais quando você já viu uma trama genial e fora do padrão, e espera por algo de igual nível na continuação.



Apesar de todos seus defeitos, a primeira parte da temporada NÃO FOI O PROBLEMA, acreditem em mim. Um tombo do cavalo por ter criado expectativas demais não é nada comparado com reais falhas de roteiro, quando parece que os roteiristas não sabem qual direção tomar e apenas atiram para tudo quanto é lado. Essa foi a segunda metade da temporada, quando tivemos tantos plots que eu nem consigo contar nos dedos. A impressão que dá é que o Adam Horowitz e o Edward Kitsis apenas jogaram os vilões Tamara e Greg sem saber aonde eles levariam a trama, e tiveram que resolver tudo às pressas no final desta temporada, e início da terceira.


Bom, nem tudo são reclamações (eu acho...), também tivemos coisas boas nesta temporada! Como a inserção do Capitão Gancho na história e o desenvolvimento entre Belle e Rumple. A escolha de atriz para a Bela Adormecida também foi incrível, a Sarah Bolger é linda e talentosa demais, e não poderia deixar de mencionar a belíssima Rose McGowan, que foi a escolha perfeita para interpretar a Cora em sua juventude. Aliás, devo confessar que aquele episódio foi incrível demais, deu até vontade de shippar o Rumple com a filha do moleiro...



E aí, gostaram da resenha? Pois é, peguei pesado, eu sei... Mas vocês concordam comigo quando digo que, na segunda temporada, a série perdeu seu rumo? Digam nos comentários o que pensam sobre este assunto, estarei esperando ansiosa para conversar com vocês! Até lá deixo um beijo e um queijo a todos, e uma vontade imensa de nos encontrarmos em outras resenhas pelo site. Até a próxima!