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  • Gisele Alvares Gonçalves

Outlander - S5E3

Boa tarde, sassenachs e highlanders, como foi a semana de vocês? A minha foi ótima, pois tivemos mais um episódio de Outlander, essa série maravilhosa que sempre nos encanta! Se bem que esse episódio foi um pouquinho atípico, não é mesmo? Afinal, demos uma pausa na trama principal, que é a guerra contra os reguladores, para visitar um casal para lá de estranho, e completamente aleatório à história até agora. Bom, eu irei comentar tudo sobre eles eventualmente, mas primeiro queria falar com vocês sobre coisas boas, como o começo do terceiro episódio da quinta temporada. Gente, estou adorando demais ver a interação entre a Claire e a Marsali, a amizade entre elas é muito linda! Além de, é claro, produtiva. Parece que a loirinha vai ser tão eficiente médica quando a nossa protagonista é, ou ao menos boa o suficiente para a falta de tecnologia de seu próprio tempo. Achei interessante o diálogo inicial delas, em que a Marsali perguntou como a Claire sabia sobre penicilina, e a sassenach até fez um bom trabalho se desviando da resposta, ainda que eu ache que a escocesa é inteligente demais pra não ter percebido a deliberada hesitação em fornecer uma explicação clara. Pergunta: será que a Marsali será a próxima a descobrir que a Claire veio do futuro? Eu acho que sim.

Outra relação que eu acho fofa demais é o Jamie e o seu filho adotivo, o Fergus. Caramba, sempre que eu vejo os dois juntos recordo de tudo pelo que já passaram, e é incrível lembrar como o laço entre eles foi construído. Agora, a verdadeira questão é: o que estava escrito do outro lado do papel que o francês levou para Woolam’s Creek? Não sei se vocês repararam, mas a câmera deu atenção demais para aquele papel, e sempre que isso acontece é porque vai rolar uma treta. Eu acredito que pode ser aquele texto que a Claire redigiu sobre cuidados de saúde, que ela assinou com o nome de um médico famoso, e que vai ser assim que vai começar o verdadeiro desafio da protagonista nessa temporada, levando à descoberta das autoridades sobre a sua penicilina e acusações diversas, que a farão passar por maus bocados ainda nos próximos episódios. E vocês, o que acham dessa teoria? Concordam que tudo isso ainda vai dar o que falar?


Pensando na relação da Claire com a Marsali, e do Jamie com o Fergus, eu não deixei de notar o quanto a própria Brianna está sendo escanteada, bem como o seu marido Roger. Eu sei que a maioria de vocês não gosta deles, porém há de se convir que, dado o amor que os protagonistas têm pela sua filha, era de se esperar mais interação entre eles e a família MacKenzie. Aliás, foi impressão minha, ou a Bree ia se encaminhar pra se despedir do pai, e ele fez uma cara estranha pra ela, levando-a a falar com o Roger ao invés? Foi um momento super curtinho, mas eu notei uma estranheza ali. Gostaria de saber se mais alguém notou algo desse tipo.



Eu me pergunto, agora que a Bree foi instruída a ajudar a Marsali em seus estudos, se as duas vão se aproximar e se tornar amigas. Sinceramente? Essa seria uma interação que eu adoraria ver, apesar das diferenças que existem entre elas. A ruivinha definitivamente precisa se enturmar com o pessoal do século XVIII, e uma amizade feminina vai fazer bem a ela, pois assim talvez vejamos mais daquele seu temperamento pimentoso que ela sempre mostrou nas outras temporadas. Já pensou a escocesa e a americana se juntando para xingar alguém em conjunto? Que babado, meus amores… Ia adorar ver um barraco assim!

Continuando a falar sobre a Bree, não posso deixar de mencionar o quanto eu amo o cabelo dela assim cacheado, solto e volumoso, bem como estava neste último episódio. Não reparem, mas eu sou uma pessoa fascinada por cabelos em geral, e tenho até um ranking das madeixas mais belas dentre as personagens das séries que olho. O da Brianna acabou de entrar para o ranking do top 15. E quanto à despedida entre ela e o Roger… Ah, ela mencionou a Scarlett O’Hara, uma das minhas personagens preferidas de todos os tempos! Sério, se você ainda não viu E O Vento Levou, eu sugiro que veja imediatamente. Tenho certeza de que vocês vão amar essa história tanto quanto amam Outlander. Ok, chega de Brianna e Roger, vamos ao que realmente interessa! Pois foi depois dessas despedidas todas que começou verdadeiramente o episódio, com uma coisa estranha atrás da outra. Primeiro foi a aparição do irmão do Josiah, que já era algo que eu esperava por causa das notícias que vazaram antes da estreia da temporada. Confesso, no entanto, que fiquei surpresa pela história do caçador ter se provado honesta… Eu estava esperando que tudo aquilo sobre ter escapado de seu antigo senhor fosse besteira, e que eles sacaneariam a Claire e o Jamie de alguma forma. Bom, acabaram por sacanear, todavia sem intenção e certamente sem contar mentiras, mas pela pura necessidade de ajuda que enfrentavam. Aliás, acho que o ponto mais belo do episódio foi a reiterada bondade de coração que os protagonistas mostraram, procurando ajudar a todos que necessitavam deles… Mesmo a mulher esquisita que abandonou a própria filha, mesmo o homem moribundo que já tinha feito inúmeras maldades na vida (e não se arrependia de nenhuma). Essa vontade inerente de socorrer as pessoas, mesmo estranhos com passados cabeludos, é certamente o traço mais marcante tanto da Claire quanto do Jamie, e uma das inúmeras razões por que amamos tanto eles.



Agora, chegamos finalmente ao ponto sobre a senhora Beardsley… Caramba, que trama estranha! Tanto aquele clima de terror e suspense desnecessário, só pra prolongar o episódio, quanto as atitudes sem cabimento da mulher. Digo, primeiro ela basicamente fechou a porta na cara do Jamie, depois assistiu a dois estranhos entrarem em sua casa sem nem reclamar, até mesmo quando ele solta o seu bode que estava preso. Ela até chegou a reclamar, mas só quando o homem já estava praticamente abrindo a porta… Durante os 15 min em que ele usou para caminhar com passos lentos até lá a mulher não falou nada. O que não faz sentido pra mim, no entanto, é ela deixar que o casal entrasse em sua casa, correndo o risco de descobrirem o velho decrépito e a tortura que ela praticava. A mulher realmente não esperou que fossem sentir o cheiro de carne podre? Ah, por favor! Aí, além de deixar eles entrarem, a mulher se distrai com os papéis a ponto da Claire subir as escadas. Que? Sinceramente, se a Fanny queria mesmo fazer uma bondade ao Josiah e ao Kesiah e entregar os papéis ao Jamie, ela não podia dizer para eles esperarem do lado de fora da casa? Ok, nunca vou me conformar com esse ponto, pra mim foi um furo de roteiro sinistro. Enfim, ela sobe as escadas para alcançar a Claire, e depois o que faz? Fica lá, parada, esperando a sra. Fraser descobrir o moribundo. Eu jurava que ela ia dar uma paulada na cabeça da protagonista, ou qualquer coisa similar, para impedir que ela descobrisse qualquer segredo terrível que aquele segundo andar guardava, e que seria o Jamie quem iria salvar a nossa queria sassenach das mãos daquela mulher malvada. A psicologia até afirma que, por culpa inconsciente, um criminoso pode se auto sabotar para ser descoberto, mas apesar de saber disso, não creio que fosse essa a intenção do roteiro ao construir as cenas dessa forma. Acredito que assim o fizeram porque, se a Fanny fosse inteligente e não deixasse a Claire e o Jaime entrar em casa, basicamente metade do episódio não teria acontecido. E esse ponto não é o pior! O pior é que eu não senti nada em relação aos personagens… Nem pena, nem ódio, nem qualquer emoção que pudesse culminar no drama intencionado pelos roteiristas. Muito diferente do segundo episódio da quarta temporada que, apesar de recém termos conhecido aquele escravo da tia Jocasta, todo a trama envolvendo ele me tocou profundamente e me deixou angustiada. Acredito que aqui a intenção era similar, porém não funcionou. E você, sentiu-se tocado pela história de Fanny e seu marido moribundo? Por fim, é interessante notar que o Jamie passou certo dilema em relação ao senhor Beardsley, uma vez que defendeu-o quando a Fanny iria matá-lo enforcado, e depois ele mesmo ofereceu a morte ao personagem. No fundo, acho que Jamie não quis admitir para si mesmo, mas ele concordava com a Claire sobre a necessidade de salvá-lo, porém o incômodo que aquele homem (de má índole, diga-se de passagem) estava gerando acabou pesando mais que seus escrúpulos, e ele acabou por eliminar o problema… Da sua vida e de todo o mundo. Acho que ele não pensou que valesse a pena a Claire ficar para trás e cuidar de alguém que já estava praticamente morto, além de despender consideração em demasia para alguém que não valia a pena. Além disso, a situação havia mudado: eles tinham um bebê para cuidar, em adicional a todos os problemas que já possuíam anteriormente, e um homem doente, com o pé na cova, não ia facilitar em nada a jornada que eles tinham pela frente. Eu acho, portanto, que o Jamie não quis admitir, nem para si mesmo, mas no fundo ele estava pensando de forma prática, e não fazendo algum tipo de favor para o velho. Um episódio sem consequências para o futuro, exceto pela questão de que agora Jamie e Claire têm mais um filho adotivo, e algumas cabras. Sim, eu acho que vai ser interessante termos mais uma criança na história, e estou ansiosa para saber o nome que vão escolher para este anjinho, porém acho que teria sido muito mais produtivo se, ao invés do episódio ter se desenvolvido ao redor dos Beardsley, avançássemos na trama dos reguladores, que é o grande foco desta temporada… Ao menos por enquanto. É isso aí… Finalmente chegamos ao fim desta resenha. E aí, gostaram do texto, concordam com minhas ideias? Digam aí abaixo o que acharam do episódio, para que possamos conversar e nos conhecermos melhor! Um beijo a todos, e até a próxima.

Gisele Alvares Gonçalves