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  • Angers Moorse

Ozark - S03E10



Salve, salve, galera! Ozark chegou ao seu final da mesma forma que começou: muita tensão, adrenalina e sangue. Quer saber tudo o que rolou em “All In”, último episódio dessa série fantástica, que já nos deixou hypados para a próxima temporada? Chega junto!


Antes de iniciar, vou logo avisando: não adianta caixa de lenço não, porque a choradeira vai ser de balde com a emoção que rolou após a morte de Ben (infelizmente, ele virou cinzas). Muito dessa emoção veio de Wendy e Jonah (para minha surpresa).


Achei que a Ruth estaria totalmente em prantos nesse episódio, mas nossa loirinha estava mais para vingativa que desesperada… pelo menos, acredito que ela deva ter ficado desesperada sim, mas isso não foi mostrado no episódio, o que achei uma pena.


Em compensação, Jonah esteve fantástico no episódio. O ator Skylar Gaertner mandou bem demais! Eu já tinha cantado a pedra que a chegada de Erin ia mexer bastante com ele, deixá-lo mais maduro… não deu outra! Para a próxima temporada, acredito que ele será o ponto de apoio para Erin após o ocorrido com sua mãe (ops… ainda vou chegar lá).


Para não dizer que todas as atuações foram brilhantes, achei a Charlotte meio perdida nesse episódio. Tudo bem que ela é filha de Marty e Wendy e, em algum momento, deveria aparecer em cena, segurar o irmão e o impedir de fazer besteira (o que não deu muito certo). A única coisa boa que fez no episódio foi dar uma dica aos pais sobre provas para incriminar o cartel de Lagunez… e só.


Sofia Hublitz é incrível, e isso não se discute. A personagem Charlotte, também… já recebeu muitos elogios meus em alguns episódios, mas, dessa vez, ficou parecendo cebola em salada de frutas, bem perdida na trama. Esse foi o único “ponto negativo” do episódio, a meu ver.


Agora, vamos falar sobre todos os outros pontos positivos da série, começando pela relação entre Ruth, Wyatt e Darlene. Isso mesmo, vai rolar uma nova parceria na próxima temporada (é obrigatório uma quarta temporada, por favor)! Pelo visto, Darlene vai bater de frente com Wendy no futuro, mesmo porque há a questão do bebê, que ainda não foi totalmente resolvida com Wendy.


Além disso, Darlene vai querer empreender novos negócios que, fatalmente, vão atrapalhar os planos dos Byrde na questão de lavagem de dinheiro para o cartel Navarro, assim imagino. Além disso, Ruth ficou de saco cheio dos antigos patrões e pediu demissão. Não fui pego tão de surpresa com essa notícia, pois já havia fortes indícios dessa ruptura, principalmente após Ben aparecer na vida dela.


Se você ficou espantado pela “brusca” ruptura da parceria entre Marty, Wendy e Ruth, não se assuste, pois motivos não faltaram para isso. A morte do pai da loirinha, o assassinato do grande amor e o fato de eles não terem feito nada contra Frank Jr após a agressão que ela sofreu por parte dele foram o estopim para esse rompimento… e dou a maior razão para ela. Troca de acusações entre Ruth e Wendy também foram cruciais para selar o rompimento delas.


Wyatt foi muito persuasivo no episódio. Na minha opinião, a melhor atuação dele até agora. Soube dosar bem os diálogos e jogar frases soltas nos momentos certos e trazer Ruth para seu lado. Charlie Tahan teve atuação muito boa em toda a série, mas começou a ser brilhante desde o episódio em que Wyatt transou com Darlene. Até ali, estava com atuações normais, na média… após isso, cresceu demais na série. Isso mostra que muito do potencial do ator depende do crescimento de seu personagem na trama.


Sobre Ruth, o que fez ela topar a nova parceria, além do amor e amizade por Wyatt, seu primo, foi o fato de que Darlene meteu chumbo no (fiquei pensando em qual palavra usaria para descrever o objeto atingido) “tico-tico” do Frank Jr! Ela “meteu a louca” e fez o que ninguém teve coragem de fazer… amei a Lisa Emery nesse episódio! Peitou Deus e o diabo e convenceu Ruth a trabalhar com ela… Wendy vai ter muuuuuuito trabalho pela frente!


Pausa para falar de um personagem importantíssimo na série, mas que fica muito escondido dentro do episódio: Omar Navarro (Felix Solis). O chefão do cartel mostrou seu lado familiar ao assistir ao batizado da filha através de videoconferência. Cena linda, com muito amor rolando e com o papai babão de olhos brilhantes, até que… doeu até em mim essa parte.


O cartel Lagunez chegou metendo bala em todo mundo na igreja, para desespero de Omar, que viu a mulher e vários amigos sendo assassinados sem poder fazer nada para impedir… apenas o filho sobreviveu ao massacre. Mesmo sabendo que ele é um chefão de cartel, foi impossível não me comover com a dor dele… vem vingança pela frente na próxima temporada.


A agente Maya ficou entre a cruz e a espada no episódio. Teve seus momentos de glória ao tentar prender Sam por lavagem de dinheiro, mas levou um baita toco de Marty por não querer entrar no jogo dele… está arriscando muito perder seu emprego e manchar a carreira, se é que isso já não aconteceu e ainda não foi mostrado.


Aliás, Sam pagou o “mico do século” na cena em que pede a namorada em casamento… foi hilário! Dica: nunca peça sua namorada em casamento dando a ela o anel da sua mãe e falando dela no pedido: isso nunca vai dar certo! Único momento cômico e de válvula de escape do episódio, mas valeu muito para respirar em meio a um episódio tão tenso e frenético quanto esse.


Para fechar a análise dos personagens, Marty cravou a faca nos dentes e tomou as rédeas do episódio. Mexeu os pauzinhos certos, fez a agente Maya colaborar com ele, conduziu Wendy de forma precisa e cirúrgica, teve o tato para trabalhar com os filhos após a morte de Ben, mostrou-se firme diante de Helen e soube como e quando colocar seu plano em ação. Jason Bateman foi fantástico o tempo todo… baita ator!


Enquanto isso, tadinha da Wendy. Lembram quando falei que a choradeira seria de balde? Pois bem, Laura Linney é maravilhosa, mas, especialmente hoje, foi divina! A carga emocional que ela conseguiu trazer à personagem foi incrível! Obviamente, a própria personagem demandaria essa carga emocional fortíssima, mas acredito que outra atriz não teria feito isso de forma tão perfeita como a Laura. Adoro ela!


Após deixar o irmão Ben para morrer, bateu o arrependimento e o remorso… mas, aí, já era tarde demais para isso. Acho que, mais que ter sido responsável pela morte de Ben (indiretamente, ela foi responsável, mesmo que não tenha cometido o crime efetivamente), foi o medo e a vergonha de ter de encarar os filhos após o ocorrido. E foi nesse ponto que eu critiquei Charlotte… esperava dela outro tipo de reação, apesar de que, se pensarmos friamente, ela foi muito racional e inteligente na postura de não querer piorar a situação.


Pela primeira vez, vimos Wendy enchendo a cara e só voltando para casa após uma cena que prefiro não comentar… assistam. Ali, passou um filme na cabeça dela que a fez retornar ao lar. Marty e Charlotte foram bem receptivos a ela, mas Jonah bateu de frente pela morte do tio. Jonah estava com sede de vingança e ainda não havia perdoado a mãe e, muito menos, Helen… além de ver que os pais não fariam nada a respeito disso. Para ele, Ben morreu em vão.


O mais desesperador do episódio foi ver Marty tentando trazer a esposa à vida em boa parte do episódio. Sim, porque Wendy era completamente outra. Enchendo a cara, sem maquiagem, chorando o tempo todo e se sentindo culpada pela morte do irmão ou culpando Ruth pelo ocorrido, desesperada, com vergonha e quase em depressão. Só achei estranho o fato de ela não ter mostrado nenhum tipo de reação a respeito de Helen. Foi como se ela tivesse aceitado o que ocorreu… estranho.


No final das contas, e após muita insistência de Marty, Helen ressurge e o casal volta a demonstrar seu comprometimento com Omar Navarro. Ressurge, inclusive, com um bom plano para destruir o cartel de Lagunez, o que fez com que Omar tomasse sua decisão, uma vez que estava sendo assediado também por Helen para que desse carta branca a ela, para dar um fim na família Byrde. Mas... o mundo dá voltas.


Desde o início do episódio, estava na torcida para que alguém desse fim naquela víbora da Helen. Marty e Wendy não tiveram peito para isso. Darlene não tinha motivos para agir contra a advogada (tirando o fato de ajudar Ruth a se vingar pela morte de Ben). Ruth tinha motivos de sobra para isso, mas não o fez. Adivinhem quem deu cagaço na advogada?



Jonah! Ele chegou armado e com tudo contra Helen, fazendo com que ela confessasse o crime (ou os crimes). Jurava que Jonah ia dar um fim nela… mas só o fato de ver ela borrada de medo já valeu a pena! Até achei que Erin iria aparecer nessa cena, mas não deu o ar da graça… melhor.


Mas a cereja do bolo estava guardada para a última cena. Quando você pensa que nada mais vai acontecer, o mundo deu voltas. Helen, Marty e Wendy foram convidados por Omar Navarro para um segundo batizado do filho dele. Até aí, tudo bem. Os quatro encontraram-se frente a frente, acompanhados de Nelson. Meu grito de “CAR…!” ao ver Helen levando uma bala na cabeça e o sangue indo ao encontro de Marty e Wendy foi algo totalmente inesperado e incrível!


Na minha mente, tinha planejado uns cinco ou seis tipos de mortes diferentes para Helen ao longo do episódio. Um a um, esses meus planos iam sendo pulverizados. O único que não imaginei, aconteceu… e de forma seca. Não estava preparado para aquilo! Para finalizar com chave de ouro e com o gancho para a próxima temporada, o abraço de Omar no casal Byrde e a afirmação de que “hoje é o nosso começo” me fez pirar a cabeça. Vem coisa boa pela frente, podem esperar!


Minhas considerações sobre a Season 3: ANIMAL!!! Teve ação, emoção, lágrimas, muito fogo, sangue e adrenalina, personagens com alto crescimento durante a temporada e a perspectiva de que a quarta temporada será ainda mais maluca e empolgante que essa que nos deixa agora! #sovemseason4!



Então é isso. Nos vemos na próxima temporada de Ozark!