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  • Angers Moorse

Resumão do Oscar 2021



Salve, salve, galera! Peguem aquela taça da estante e abram aquela Chandon, porque hoje é dia de apreciar o melhor do cinema internacional! Afinal, não é todo dia que vemos a nata da sétima arte desfilando diante de nossos olhos.


Mesmo em meio ao turbilhão causado por conta da pandemia, a edição do Oscar 2021 reinventou-se e se adaptou à nova realidade, realizando seu evento de forma presencial, com algumas mudanças bem significativas. Nem por isso, o evento perdeu status e majestade, surpreendendo positivamente pela organização e dinâmica.


Inicialmente, precisamos entrar em algumas mudanças pontuais e bem significativas para esta edição da premiação. A primeira delas foi em relação à data da cerimônia, normalmente realizada entre os meses de fevereiro e março. Uma vez que várias regiões dos EUA ainda estavam seriamente comprometidas, os organizadores decidiram, no mês de junho de 2020, remarcar a premiação para abril.


Com isso, uma segunda diferença foi necessária. Costumeiramente, apenas os filmes estreados entre 1 de janeiro e 31 de dezembro do ano anterior eram considerados para a premiação. Com o adiamento, filmes lançados entre 1 de janeiro e 28 de fevereiro de 2021 também foram aceitos. A partir daí, outra mudança bastante impactante aconteceu.


Em 92 edições do Oscar, apenas filmes lançados nos cinemas e com janela mínima de 1 semana em cartaz eram aceitos na premiação. Isso valia também para aqueles lançados em streaming, como O Irlândes, História de Um Casamento e Roma, por exemplo.


Entretanto, com o fechamento das salas de cinema nos EUA e a apenas recente reabertura de algumas delas (no mês de março de 2021), a Academia passou a aceitar filmes estrados diretamente em streaming ou VOD (Video On Demand). A única exigência era a de que os filmes fossem também lançados no sistema exclusivo do Oscar dentro dos 60 dias seguintes ao seu lançamento.


Mais uma alteração ocorrida foi a do local da premiação. Comumente associada a Hollywood, a edição deste ano dividiu o tapete vermelho em outras cidades, como Los Angeles, Nova York, São Francisco, Miami, Chicago e Atlanta, entre outras inscritas. Para 2021, a cerimônia foi dividida entre o Dolby Theatre e a estação Los Angeles Union Station, ocorrendo premiações em ambos os locais. Além disso, transmissões simultâneas aconteceram em Paris e Londres.


Seguindo protocolos rigorosos de segurança e saúde, a edição contou com número reduzido de jornalistas, celebridades e convidados nos locais. Cada jornalista era testado duas vezes antes de entrar e recebia um identificador digital atrelado às suas credenciais. Para os participantes, era necessária a realização de três testes para COVID-19 nos dias anteriores à cerimônia.


Além disso, as celebridades que confirmassem presença nos locais da premiação deveriam passar pelo período obrigatório de quarentena, de 15 dias antes do evento. Outros dois pontos obrigatórios em todos os locais foram o álcool em gel e o uso de máscaras o tempo todo, à exceção daqueles que estivessem em frente às câmeras e devidamente testados previamente.


Mais uma mudança significativa no evento foi a realização do pré-show “Oscars: Into the spotlight”, no qual as cinco canções indicadas ao Oscar de Melhor Canção eram apresentadas. O pré-show foi exibido 1:30 hora antes do evento principal, sendo que quatro das canções indicadas foram executadas do telhado do Museu da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.


Ao final da cerimônia de premiação, houve a realização de um pós-show ao vivo: “Oscars: After dark”, com os apresentadores Colman Domingo e Andrew Rannells mostrando os principais destaques do evento. Além disso, não houve uma dupla oficial de apresentadores, sendo que várias celebridades dividiram essa honra.


Angela Bassett, Halle Berry, Bong Joon Ho, Don Cheadle, Bryan Cranston, Laura Dern, Harrison Ford, Regina King, Marlee Matlin, Rita Moreno, Joaquin Phoenix, Brad Pitt, Reese Witherspoon, Renée Zellweger e Zendaya foram os apresentadores do evento. Aliás, Zendaya estava magnífica em seu vestido amarelo da Maison Valentino! Detalhe: o vestido se tornava neon e brilhava no escuro, além da bela estar usando mais de U$ 6 milhões em jóias… quem pode, pode!


Bem, várias mudanças aconteceram no formato e nos protocolos e seria praticamente impossível enumerar e detalhar todas. Com as principais alterações apresentadas, é hora de conferirmos e analisarmos cada premiação e seus vencedores. Papel e caneta na mão para não perder nenhum detalhe, pessoal! Vamos aos vencedores:



Melhor Roteiro Original - Bela Vingança


O filme mostra a história de Cassie, interpretada por Carey Mulligan, uma mulher com traumas do passado, que decide se vingar de homens que tentam se aproveitar dela. Concorreu com Judas e o Messias Negro, Minari, O Som do Silêncio e Os 7 de Chicago.


Com muitas discussões comportamentais e análises sobre estereótipos machistas, a trama consegue prender a atenção e trazer boas reflexões, com um final impressionante. Super recomendo!


Melhor Filme Internacional - Druk: Mais uma Rodada (Dinamarca)


O longa retrata um grupo de professores que decide testar a ousada teoria de que serão mais felizes e bem sucedidos vivendo com um pouco de álcool no sangue. Concorreu com Better Days (Hong Kong), Collective (Romênia), O Homem que Vendeu Sua Pele (Tunísia) e Quo Vadis, Aida? (Bósnia).


Particularmente, achei que o filme da Bósnia ganharia essa estatueta, mas a premiação foi mais que merecida, uma vez que a trama é bem intensa e repleta de momentos intensos. Ah, destaque para a brilhante atuação de Mads Mikkelsen… matou a pau no filme!


Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Ator (Anthony Hopkins) - Meu Pai


O filme mostra a luta diária de um pai que vai perdendo a memória e a lucidez por conta da demência e nega as constantes ajudas e cuidados da filha. Concorreu com Borat: Fita de Cinema Seguinte, Nomadland, Uma Noite em Miami e O Tigre Branco na categoria Melhor Roteiro Adaptado e com Riz Ahmed (O Som do Silêncio), Chadwick Boseman (A Voz Suprema do Blues), Gary Oldman (Mank) e Steven Yeun (Minari) na categoria Melhor Ator.


Nenhuma surpresa quanto ao prêmio de roteiro adaptado, uma vez que a adaptação da peça teatral dirigida e escrita por Florian Zeller foi feita, segundo o próprio criador, já pensando em Hopkins no papel. E a trama conseguiu se encaixar perfeitamente ao ator, como se fossem uma coisa só.


Isso reflete diretamente na conquista pessoal de Hopkins como Melhor Ator em uma das disputas mais acirradas dos últimos anos. Afinal, eram cinco nomes de peso e com interpretações excepcionais concorrendo e, mesmo com Chadwick Boseman sendo o mais cotado, a disputa estava extremamente aberta. Nem o próprio vencedor acreditou em sua vitória, tornando-se o mais velho vencedor da categoria de Melhor Ator, aos 83 anos. Vida longa e próspera a essa lenda do cinema!


Melhor Ator Coadjuvante (Daniel Kaluuya) e Melhor Canção Original (Fight for You) - Judas e o Messias Negro


O filme é baseado em fatos reais e mostra como o jovem ativista Fred Hampton ascendeu no movimento Panteras Negras, em 1969. Concorreu com Sacha Baron Cohen (Os 7 de Chicago), Leslie Odom Jr. (Uma Noite em Miami), Paul Raci (O Som do Silêncio) e seu colega de filme Lakeith Stanfield (também de Judas e o Messias Negro) na categoria Melhor Ator Coadjuvante e com Hear my Voice (Os 7 de Chicago), Husavik (Festival Eurovision da Canção: A Saga de Sigrit e Lars), Io Sí (Rosa e Momo) e Speak Now (Uma Noite em Miami) na categoria Melhor Canção Original.


Quando você tem um filme com dois atores disputando na categoria de Melhor Ator, o único pensamento possível é “o filme é maravilhoso”... e é o que realmente ele é. Tanto Kaluuya quanto Stanfield dão uma verdadeira aula de interpretação e profunda carga dramática em suas interpretações.


Muito disso, por outro lado, também é reforçado por conta da canção Fight for You, que dá maior sensação de pertencimento e conectividade com os personagens, suas motivações e histórias. E, mesmo eu torcendo pela minha amada Laura Pausini com a canção Io Sí, a estatueta foi mais que merecida. Impossível não se emocionar!


Melhor Cabelo e Maquiagem e Melhor Figurino - A Voz Suprema do Blues


O longa é uma adaptação da peça homônima de August Wilson, apresentada pela primeira vez em 1982, e ambientada na Chicago de 1920. A história traz os conflitos de uma famosa cantora de Blues chamada Ma Rainey e os produtores responsáveis pela gravação de seu novo disco, ambos brancos, além de trazer os conflitos internos da banda que a acompanha.


Concorreu com Emma, Era uma Vez um Sonho, Mank e Pinóquio na categoria Melhor Cabelo e Maquiagem e com Emma, Mank, Mulan e Pinóquio na categoria Melhor Figurino.


Por ter ambientação muito específica e por trazer à tona um tema tão polêmico à época, a produção precisou estar atenta aos mínimos detalhes visuais, o que trouxe duas estatuetas merecidíssimas. Os contrastes de cores, luzes e sombras e alguns exageros pontuais deram o charme que o filme merecia. A ambientação é tão imersiva que você parece mergulhar nos anos 20!


Melhor Direção, Melhor Filme e Melhor Atriz (Frances McDormand) - Nomadland


O longa é baseado no livro homônimo escrito por Jessica Bruder e traz uma mulher de 60 anos que perde tudo durante a recessão e passa a viver como uma espécie de nômade, viajando através do oeste americano. Concorreu com Thomas Vinterberg (Druk: Mais uma Rodada), David Fincher (Mank), Lee Isaac Chung (Minari) e Emerald Fennell (Bela Vingança) na categoria Melhor Direção.


Além disso, concorreu com Meu Pai, Judas e o Messias Negro, Mank, Minari, Bela Vingança, O Som do Silêncio e Os 7 de Chicago na categoria Melhor Filme e com Viola Davis (A Voz Suprema do Blues), Andra Day (Estados Unidos Vs Billie Holiday), Vanessa Kirby (Pieces of a Woman) e Carey Mulligan (Bela Vingança) na categoria Melhor Atriz.


Para surpresa de 0 pessoas, levou tranquilamente como Melhor Filme e Melhor Direção, tornando Chloe Zhao a segunda mulher na história do Oscar a vencer na categoria e a primeira mulher não-branca. Além disso, o filme foi a produção menos lucrativa a ganhar como Melhor Filme, faturando nos cinemas norte-americanos apenas U$ 2,5 milhões.


Parte do sucesso do filme deve-se, além do talento de Zhao na direção e de uma trama muito bem construída e com forte carga emocional, da irretocável atuação de McDormand como Fern, trazendo situações incríveis e muito bem construídas. Confesso que teve vários momentos que deu vontade de jogar tudo pro alto e embarcar com ela nessa jornada!


Melhor Som e Melhor Montagem - O Som do Silêncio


O longa retrata a história de um um ex-usuário de heroína e baterista de heavy metal que perde a audição e vai para um retiro de ex-viciados surdos para aprender a língua de sinais e compreender como lidar com a nova vida. Concorreu com Greyhound, Mank, Relatos do Mundo e Soul na categoria Melhor Som e com Meu Pai, Nomadland, Bela Vingança e Os 7 de Chicago na categoria Melhor Montagem.


Para mim como músico, a surdez é uma das coisas que mais me assusta. De repente, você descobre que nunca mais vai ouvir e precisa decidir entre aceitar sua nova situação ou superar as dificuldades. E é justamente esse o ponto forte do filme, que te leva do som ao silêncio e do silêncio ao som de forma magistral.


Talvez, seja esse justamente o aspecto que tenha surpreendido todo mundo ao vencer a categoria de Melhor Montagem, uma vez que era o azarão desta categoria. Já, em relação à categoria de Melhor Som, sem surpresas. Embora alguns críticos tenham visto a escolha de uma pessoa ouvinte apra interpretar um surdo como um ponto negativo, entendo que Riz Ahmed foi perfeito no papel, sendo o primeiro muçulmano a concorrer ao prêmio de Melhor Ator. Som na caixa, porque esse filme é um soco no estômago!


Melhor Curta-Metragem - Two Distant Strangers


A trama gira em torno de um homem negro que que fica preso no dia em que é assassinado por um policial, e revive o mesmo dia várias vezes, sendo assassinado de várias formas diferentes, muitas dessas mortes emulando assassinatos de afro-americanos cometidos por policiais na vida real.


Produzido pelos astros da NBA, Kevin Durant e Mike Conley, concorreu com Feeling Through, The Letter Room, The Present e White Eye. Por ter uma trama muito atual e forte, conseguiu encantar crítica e público. Além disso, a temática fantasiosa de background também desperta curiosidade e interesse. Vale o investimento na pipoca para ver esse curta!


Melhor Curta de Animação - If Anything Happens I Love You


A trama mostra um casal tentando conviver com a dor da perda de sua filha, baleada e morta num tiroteio da escola. Concorreu com Burrow, Genius Loci, Opera e Yes-People.


Seja quem já passou por situação semelhante seja quem nunca passou por isso, todos irão às lágrimas com essa animação intensa e cheia de sentimentos e mensagens sobre a perda de alguém que amamos. São 12 minutos intensos e emocionantes, que farão você dar novo sentido à sua vida. Assistam!


Melhor Animação e Melhor Trilha Sonora Original (Trent Reznor, Atticus Ross e Jon Batiste) - Soul


A animação conta a história de um músico que perdeu sua paixão pela música e é transportado para fora de seu corpo. Para voltar, ele precisa da ajuda de uma alma infantil que ainda está aprendendo sobre si mesma.


Concorreu com Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica, A Caminho da Lua, Shaun, o Carneiro, o Filme: A Fazenda Contra-Ataca e Wolfwalkers na categoria Melhor Animação e com Terence Blanchard (Destacamento Blood), Trent Reznor e Atticus Ross (Mank), Emile Mosseri (Minari) e James Newton Howard (Relatos do Mundo) na categoria Melhor Trilha Sonora Original.


Esse é mais um daqueles filmes que você começa sorrindo e termina gastando toda a caixinha de lenços. Com uma trama muito inteligente e um visual cativante, mereceu a estatueta de Melhor Animação


Sobre a premiação de Melhor Trilha Sonora Original, confesso que não era minha primeira opção, o que não significa que não seja maravilhosa, com muito jazz e new age rolando. Coloque seu lado adulto para descansar e solte sua criança interior!


Melhor Documentário de Curta-Metragem - Collete


O curta-documentário retrata a ida de uma mulher de 90 anos ao campo de concentração onde o irmão dela morreu. Concorreu com Crip Camp, The mole agent, My octopus teacher e Time.


Curiosamente, no mesmo dia da cerimônia do Oscar 2021 comemora-se o aniversário de Colette Marin-Catheei, veterana da Segunda Guerra Mundial que lutou junto com a resistência francesa contra o nazismo alemão e protagonista do curta. Brilhante e emocionante!


Melhor Documentário - Professor Polvo


O documentário sul-africano narra a história curiosa da conexão entre o cineasta de vida selvagem Craig Foster e um polvo. Concorreu com Collective, Crip Camp: Revolução pela Inclusão, The Mole Agent e Time.


A surpreendente conexão entre homem e vida marinha é uma das coisas mais belas que existem e, infelizmente, uma das mais distantes também. O documentário não serve apenas para mostrar o lado bonito, mas atua com forte viés crítico de certa forma ao comportamento humano. Respire fundo e mergulhe ainda mais fundo ao lado desses polvos pra lá de simpáticos!


Melhores Efeitos Visuais - Tenet


O longa mostra uma organização capaz de inverter o fluxo do tempo e que usa esse poder para salvar pessoas de perigos iminentes. Concorreu com Amor e Monstros, O Céu da Meia-Noite, Mulan e O Grande Ivan.


O filme tem uma pegada meio Blade Runner por conta da trilha sonora e lembra um pouco a trilogia Matrix, por causa dos efeitos especiais. Essa mistura peculiar torna o filme muito envolvente, recheado de ação e adrenalina. A dupla de protagonistas interpretada por John David Washington e Robert Pattinson consegue ótima sinergia, tanto nos momentos mais cômicos quanto na hora da ação. Filmaço!


Melhor Atriz Coadjuvante (Yuh-Jung Youn) - Minari


O filme conta a história de uma família de ascendência sul-coreana que se muda para uma fazenda bem humilde e tenta conseguir a subsistência através de uma plantação. Concorreu com Maria Bakalova (Borat: Fita de Cinema Seguinte), Glenn Close (Era uma Vez um Sonho), Olivia Colman (Meu Pai) e Amanda Seyfried (Mank).


O choque de cultura oriental e ocidental e as relações familiares são as bases da trama e, nesse ponto, o destaque que amarra essas duas linhas é justamente a simpática vovó Soon-ja, interpretada pela vencedora da estatueta. É uma fofa!


Melhor Design de Produção e Melhor Fotografia - Mank


O longa é baseado na história real dos bastidores de Cidadão Kane, obra de 1941 por Orson Welles, bem como na relação de Welles com o roteirista Herman J. Mankiewicz. Concorreu com Meu Pai, A Voz Suprema do Blues, Relatos do Mundo e Tenet na categoria Melhor Design de Produção e com Judas e o Messias Negro, Relatos do Mundo, Nomadland e Os 7 de Chicago na categoria Melhor Fotografia.


Com capricho no figurino e na fotografia, o filme mereceu as duas estatuetas. O fato de ser em preto e branco traz um charme e sofisticação à produção, relembrando os tempos de ouro do cinema e dando certo ar de nostalgia. E outra, se tem Gary Oldman no elenco, pode ter certeza que é coisa fina!



Para encerrar a cerimônia, uma homenagem aos atores, atrizes, roteiristas, diretores, produtores, compositores e demais celebridades falecidas, com destaques para Ennio Morricone, Sean Connery e Chadwick Boseman. Entretanto, deixaram de fora as atrizes Naya Rivera (Glee) e Jessica Walters (Arrested Development)... ficou feio.


Mesmo com todo o esforço e dedicação dos envolvidos na realização do evento, a edição deste ano teve a pior audiência nos EUA na história da cerimônia, com uma média de 9,85 milhões de espectadores nos EUA, o que representa uma queda de 58,3% na audiência em comparação à edição de 2020, que alcançou 13,75 milhões de espectadores.


Contudo, até a premiação do Globo de Ouro teve audiência baixíssima neste ano e foi considerada pela crítica como “fracassada e desastrosa”, com apenas 6,9 milhões de pessoas, em comparação aos 18,3 milhões que assistiram em 2020.


O que achei do evento? Mesmo ante todas as dificuldades e com a baixa audiência, devemos enaltecer todos os esforços empenhados para a realização do evento que, dentro do que lhe era permitido alcançar, foi brilhante. Ficou devendo apenas as homenagens às atrizes Naya Rivera e Jessica Walters… mas nada que desabone o sucesso da premiação.


Fico no aguardo da 94ª edição do Oscar, ou Oscar 2022. E que venham ótimas produções para nos encantar e empolgar. Tomara que essa pandemia acabe até lá e que possamos assistir a todos os indicados da próxima edição nos cinemas, com direito a combo, lágrimas e sorrisos. Nos vemos no próximo Oscar!