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  • Ana Franskowiak

Rock n´Roll All Night and Movies Every Day

Saudações Cósmicas!


Conhecem o Projeto Kyle Gass? Mais informações, aqui, nessa postagem, mas somente depois do show da Vesuvius, com abertura da Mystery, OK?


De clichês a absurdos, de viagens épicas a pactos escusos, a Nômade Cósmica orgulhosamente recomenda três filmes que não somente incorporam o espírito do Rock, seja pelo inconformismo, seja pela determinação, seja pela simples vontade de ouvir e fazer o seu som, como provocam boas risadas do início ao fim. Sim, nós rimos e não é pouco. Não, nós não necessariamente fizemos pactos para… enfim, guardem esses nomes em um local tão seguro quanto aquele que abriga a Palheta do Destino e…Welcome to the Show!



Detroit, a Cidade do Rock - clássico de 1999 (que assisti pelo menos duas vezes na Tela de Sucessos ou no Cinema em Casa) dirigido por Adam Rifkin e escrito por Carl V. Dupré. A trama ambientada no ano de 1978 é protagonizada por Hawk, Lex, Trip e Jam, membros da Mystery, uma banda tributo do KISS, e essa epopeia que promete altas confusões (perdão, não pude evitar), gira em torno da viagem que eles empreenderão para ver sua banda preferida em Detroit. O que mais dizer… por onde começar? Seria exagero dizer que a cena em que a mãe do Jam, baterista, encontra e queima os ingressos chega a doer? Não contente, ela o envia para uma escola de viés religioso e se engaja em protestos contra essas “músicas do demônio”. Mas para que servem os amigos, se não para providenciar novos ingressos, resgatá-lo num furgão de pizzaria e ainda adicionar à pizza do padre mais alguns cogumelos, se é que vocês me entendem?


A caminho de Detroit, a bordo do carro da mãe de Lex, o quarteto conhece Christine (Sixteen!), fã de Disco Music, perde os ingressos, empreendendo uma nova odisseia para reavê-los e Jam (ele me representa de tantos modos!) encontra Beth (I hear you calling…), colega de escola, num lugar algo improvável, protagonizando um dos ápices do filme ao som de Love Hurts. Pertence a ele também o momento final e épico dessa jornada.



O Roqueiro - título simples, direto, e, talvez, algo despretensioso, data de 2008, sendo dirigido por Peter Cattaneo e escrito por Maya Forbes e Wallace Wolodarsky. O ano é 1986, o Hair Metal predomina, e Vesuvius, oriunda de Cleveland, Ohio, não é exceção dentro desse subgênero simultaneamente adorado e detestado até os dias de hoje. É dela que faz parte o baterista (ah, esse espécime tão raro e peculiar, sorri a escritora que vos fala) Robert “Fish” Fishman, e é contra ele que os demais membros acabam se voltando ante uma proposta traiçoeira para abrir um show do Whitesnake: substitui-lo pelo sobrinho do presidente da gravadora. Vinte anos depois, a Vesuvius permanece como um dos grandes expoentes do estilo, e Fish, anônimo e justamente ressentido, leva uma vida dita normal. Até que surge a oportunidade de tocar com a banda de Matt, seu sobrinho em idade escolar, pois o baterista original foi suspenso (ah, novamente, bateristas!). Entre alguns contratempos e a fervorosa vontade de voltar a tocar, é durante um ensaio à distância, no qual Fish não sabe que está sendo visto em seus métodos de… não sentir tanto calor, que a banda viraliza e assina um contrato com a mesma gravadora da Vesuvius, para a qual terá de abrir um show, comemorando sua entrada para o Rock and Roll Hall of Fame. E o que resultará daí, você terá de ver.

 


Tenacious D: Uma Dupla Infernal - peço encarecidamente que você ignore o infame subtítulo e embarque nessa viagem para a isolada, opressiva e conservadora Kickapoo nesse Ruim Que É Bom que data de 22 de novembro de 2006, dirigido e escrito por Liam Lynch, Jack Black e Kyle Gass. JB, jovem e louco por Rock, decide fugir de sua cidade natal interiorana e do pai ultrarreligioso interpretado por Meat Loaf graças aos conselhos dispensados por ninguém menos que… Deus. Sim, Dio, cujo pôster emblemático reveste a porta do seu quarto. E as coisas não são nada fáceis ao chegar à “cidade dos anjos caídos, onde o oceano encontra a areia”, até se deparar com KG, tocando violão na rua e começar a idolatrá-lo e lhe pedir lições de Rock, muito recusadas num primeiro momento.


Quando, por fim, cede, condiciona a audição de JB no Projeto Kyle Gass a tarefas tais como limpar seu apartamento. Afinal, ele dizia conhecer todo mundo do Sabbath, mas, curiosamente, não atingira semelhante fama, pois a dupla constata que lhe faltava um artefato utilizado por todas as lendas do Rock. E empreenderá a busca pelo mesmo desafiando, inclusive, certo sujeito associado a bandas, acordos, lugares quentes e afins…


Esse texto constitui não apenas uma lista de dicas que eu espero que vocês apreciem,

como uma pequena homenagem a esse gênero que, por vezes, transcende o âmbito

musical e o Homem da Montanha Prateada, Ronnie James Dio (10/07/1942 - 16/05/2010).

You Rock. Ouçam boa música e do widzenia!