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  • Angers Moorse

Tales from the Loop - S01E02



Salve, salve, galera! Aqui estamos novamente, desta vez com as impressões sobre o episódio 2 da série, “Transpose”. Mais um episódio para balançar os miolos e colocar os neurônios para trabalhar!


Toda a trama do episódio gira ao redor de Jakob e Danny, grandes amigos de escola, mas com muitas diferenças entre eles. Mas há um segredo que eles escondem… pelo que senti do final, só no último episódio esse segredo será descoberto, ou mesmo em uma nova temporada.


Mais uma vez, destaque para a trilha sonora melancólica e as paisagens belísssimas… a cada episódio, fico com uma vontade danada de morar em um lugar desses. A equipe de fotografia, cenografia e trilha sonora está de parabéns!


Você é feliz sendo quem é? Já se imaginou sendo outra pessoa? Não seria nada mal ser, por um dia, uma semana, um ano, um Hugh Jackman, Bill Gates ou Bono Vox, não é? Confesse que, ao menos uma vez na vida, você já teve esse tipo de pensamento.


Ter fama, fortuna, status, acessos e estrutura de luxo disponíveis 24x7 para você, estar ao lado de pessoas badaladas, conquistar quem você quiser, enfim… ter tudo isso sendo quem você é seria o sonho de qualquer pessoa.


Filmes como “Vingador do Futuro” e “Se Eu Fosse Você” tratam dessa temática, ora de forma mais engraçada, ora de forma mais séria. Esse episódio conseguiu trazer a temática com maestria, colocando grande carga dramática para os personagens, principalmente no final dele.


Provavelmente, você já teve um amigo ou amiga no(a) qual colocou grande admiração durante a adolescência e, por mais de uma vez, desejou estar no lugar dessa pessoa. Pois bem, foi exatamente isso o que aconteceu em “Transpose”.


O interessante foi ver a dificuldade que os dois jovens tiveram em se manter “normais” depois da transformação. Afinal, qualquer atitude diferente já começa a levantar suspeitas. Hábitos, manias, frases soltas, relacionamento com familiares, amigos e paqueras, tudo são fatores de risco para manter o segredo guardado.


Voltando à reflexão: você gostaria de passar por essa experiência? Trocar de lugar com alguém que admira por um dia? Se sua resposta foi não, meus parabéns… você aceita-se e se gosta do jeito que é e, nessa vida, auto estima é fundamental! Mas se sua resposta foi não, saiba que nada é 100% seguro.



“Ah, mas é só por um dia” ou “se eu não gostar, basta trocar e tudo volta ao normal” podem ser respostas simples e prontas, mas… e se a outra pessoa não quiser desfazer a troca? E se, por causa disso, algo muito ruim acontecer? Esse foi o maior choque que o episódio trouxe.


Muito bem… você trocou com outra pessoa e, agora, você é ela e ela é você. Em vez de ser alguém tímido, envergonhado e medroso, você está cheio de confiança, extrovertido e conversador. As pessoas estão gostando mais de você e, obviamente, isso lhe faz bem. Mas e a outra pessoa? Já parou para pensar em como ela se sente? Quais atitudes extremas ela poderia tomar?


Agora, vamos inverter a situação: outra pessoa quis trocar de lugar com você e, neste momento, você é o tímido, envergonhado e medroso. Você chega a ela pedindo para voltar ao normal e ela, sem pensar duas vezes, recusa. Até onde você iria para fazer tudo voltar ao que era antes?


A auto-aceitação é a reflexão que esse episódio se propõe a trazer, de forma discreta e maravilhosa. Diálogos bem construídos, atuações discretas, mas bem objetivas e situações muito bem exemplificadas. Daniel Zonghadri (Jakob) e Tyler Barnhardt (Danny) mandaram muito bem, embora eu esperasse por situações mais enfáticas e contundentes.



Outros três destaques ao episódio: as participações de Russ Willard e de Loretta adulta, mãe de Jakob e Cole (lembram do episódio 1?), e do robô misterioso do primeiro episódio. Achei ele levemente “humano” nesse episódio, apesar de ter um visual arcaico demais para ter alguma inteligência artificial instalada… ainda tenho minhas suspeitas sobre qual seu papel na trama como um todo, mas esse final pode ter dado uma boa bagunçada nas minhas teorias.


No geral, achei o episódio mais arrastado que o primeiro, mas nem por isso menos interessante. Afinal, a proposta da série não é ser um trem desgovernado, mas algo bem reflexivo e misterioso. Resumo da ópera: para quem gosta de um bom drama e uma boa ficção, Tales from the Loop é a série certa!



Então, é isso. Aguardamos vocês na próxima resenha!