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  • Gisele Alvares Gonçalves

Um Olhar Sobre a Dinastia Tudor - The Tudors (season 2)

Olá, reis e rainhas… Estamos aqui novamente, com mais uma temporada da série mais querida dentre os Tudors Nerds. A segunda temporada foi a mais triste de todas, e sabe por que? Por que a minha diva, e a diva de muita gente por aí, sofre pra caramba, e depois acaba perdendo a cabeça. Não é à toa que, no IMDB, essa season finale é o episódio que tem mais nota dentre todos da série.


Essa temporada também tem um clima muito diferente do da segunda pois, além de não termos mais o Wolsey (é, ele faz falta!), ainda temos uma pegada bem mais dark, com mais mortes e cenas violentas. É só lembrar do momento fatídico em que o cozinheiro é cozinhado vivo, em uma das penas mais cruéis que o Henry impôs a um súdito seu. Depois temos as decapitações, e não foram poucas! Teve o bispo Fischer, o Thomas More, o George Boleyn, o Mark Smeaton, o Henry Norris e o William Brereton (esse foi tarde), além da própria Anne Boleyn. Só faltou um certo Thomas Boleyn aí nessa lista, não é mesmo? Mas isso é assunto para mais tarde… Aliás, estão prontos para visitar um por um dos personagens, para comentarmos o quanto eles mudaram durante esta temporada? Segurem suas coroas, então, pois lá vamos nós!


Henry VIII – o mesmo mimado de sempre, influenciado por aqueles mais próximos de si que, nesta temporada, são os protestantes. O Henry continua pensando com a cabeça de baixo e, mesmo tendo sido fiel à Anne por tanto tempo, bastou se casar para começar a ser infiel. Parece que o matrimônio é um brochante natural para o homem, não é mesmo? Enfim, a questão é que o Henry é um conquistador nato, e quando ele tem certeza de sua conquista sobre o objeto de sua paixão, esta mesma paixão acaba por fenecer. Anne sabia disso, e foi por esse mesmo motivo que ela se negou no início a ele.


O Henry também continuou orgulhoso para caramba! E esteve, nesta temporada, em um cabo de guerra não só com a Catherine e a sua filha Mary, como também com o Thomas More. A última palavra tem que ser dele, e ai daquele incauto que se atrever a contestar o seu argumento! Henry é capaz de matar para provar-se certo… Como chegou a fazer, nesta temporada. E, por fim, além de galinha e orgulhoso, Henry também continuou hipócrita, fazendo com que uma inquisição fosse montada para matar a Anne Boleyn, e ficando “chocado” quando descobriu que ela lhe era “infiel”. Por favor, nunca tive tanto ódio desse homem! Sim, a hipocrisia é o defeito que mais me dá ânsia de vômito em um personagem, e o Henry é feito quase que exclusivamente dessa característica. Se, depois que tudo o que foi falado aqui, você ainda defende o Henry, deve pôr aí abaixo nos comentários a razão para fazê-lo. Sério mesmo, queria muito ouvir o que os fãs do personagem tem a dizer sobre ele.



Charles Brandon – Por um lado, ele assentou juízo… Casado com uma bela mulher, procurou amá-la da melhor forma possível, sendo-lhe atencioso e fiel (ao menos na maior parte do tempo, o que já é um avanço). Por outro, acompanhamos o Charles pender para um lado na política, e é um lado que eu totalmente desaprovo, que é aquele que defende a Catherine of Aragon. Gente, por que? Por que razão ele ficaria impressionado com uma mulher que não se dá o respeito, e fica se agarrando à bainha do gibão de um homem que não quer ela? Talvez ele assim decidiu o coração porque, casado com uma mulher a quem amava, gostaria que ela agisse da mesma forma, caso estivesse na mesma situação. Ainda assim, não posso deixar de dizer que o Charles caiu no meu conceito e, na minha humilde opinião, só falou alguma coisa que preste nessa temporada quando confrontou o Thomas Boleyn (que mesmo tendo sido a causa do assassinato de dois filhos seus, ainda estava feliz por ter mantido o seu ducado).


Thomas Cromwell – Nessa série, os personagens não caem no meu conceito… Eles despencam morro abaixo! E o mesmo aconteceu com Thomas Cromwell, que mostrou as garrinhas ao favorecer a Jane em detrimento da Anne. Ok, eu entendo sobre o medo de perder a cabeça e tal, ainda mais quando o assunto é o novo romance do rei, porém ele não demonstrou nem remorso ao ajudar o Henry a se livrar de sua segunda esposa! E olha que ela era protestante, enquanto que o novo “amor eterno” do rei era católico. Faz sentido isso, produção? E não foi só a Anne, mas uma gangue de quatro homens que ele ajudou a levar para a ponta do machado! Nem uma hesitação, uma lágrima rolando do lado do rosto, uma palavra sobre o quanto aquilo lhe era penoso, nada. O coração desse homem era tão podre quanto o do Thomas More, que queimava protestantes! Enfim, estou desapontada, porém não surpresa: como expliquei na resenha da primeira temporada, o roteiro já estava nos dando dicas sobre o oportunismo desse homem, então era só questão de tempo até ele revelar a que veio.



Anne Boleyn – diva como sempre, porém muito mais passional nesta temporada. Ela não sabia, por um acaso, que ficar brigando e cobrando fidelidade de um homem como o Henry poderia custar o amor dele por ela? Claro que sabia, afinal ela era a personagem mais esperta da temporada! E, ainda assim, a rainha fez tudo o que não deveria ter feito, tudo o que poderia fazer a atração do rei por ela esfriar. Por que? A Anne é daquelas personagens que não consegue controlar as emoções, que tem pavio curto para comportamentos que ela considera inadmissíveis (e com razão). Se ela conseguisse controlar melhor o seu ânimo, eu acredito piamente que a Anne iria fazer mais coisas para chamar a atenção do Henry para si, ao invés de afugentá-lo das outras mulheres… Como quando ela deu uma festa particular em seus aposentos, noite em que eles tiveram o sexo mais hot de todos na série.



Mary Boleyn – apareceu bem pouco nessa temporada, mas confesso que deu um dó da moça! Seu erro, durante a série toda, foi não pensar na consequência de seus atos, e essas consequências chegaram como um tapa na orelha agora. É claro que, depois de ter dormido com toda a corte, ela não iria conseguir um marido decente! E como ela própria falou, foi muita sorte ter encontrado o William Stafford, que não tem títulos ou riquezas exorbitantes, mas que a ama e a respeita como nenhum outro homem no planeta ousou fazer um dia. Neste momento eu não julgo ela, e nem a Anne Boleyn, por ter ficado irritada pela desobediência da irmã. As duas tinham suas razões em uma situação impossível, e cada uma acabou por fazer o que era melhor para si.



Thomas Boleyn – também conhecido como “o único membro dessa família que eu realmente queria que tivesse morrido”. Gente, esse homem não tem coração… Ele nem chorou pela morte do George e da Anne! Tudo o que importava para o velho era dinheiro e posição, e ele estava disposto a apostar com a existência de absolutamente todo mundo para obter tais prêmios. Fico irritada, na real, com o Henry, por ter perdoado esse canalha, mas se a gente parar pra pensar, até que faz sentido que ele tenha saído vivo dessa história: afinal, a culpa foi posta exclusivamente sobre a Anne, por toda a maquinação política que foi feita. Injustamente, então, ele também foi visto como uma vítima da ambição da filha, ainda que a verdade repousasse na exata inversão desta frase.



Embaixador Chapuys – Agora que o bicho pegou, esse safado aí também revelou o veneno. Caramba, chegar ao ponto de tramar a morte da Anne? Isso aí é o cúmulo da falta de moralidade! Ainda mais por acusar ela de coisas tão primitivas como bruxaria, tendo como prova o fato de que ela tinha pintinhas perto do peito. Pintinhas! Dá pra engolir uma dessas? É esse povo canalha aí que põe a culpa de tudo na mulher, como se o Henry fosse um santinho que só devesse ser reverenciado (santinho? só se for do pau oco!). Que nojo dessa gente.



Catherine of Aragon – Aleluia, irmãos… A bitch morreu, e continuou sendo tão entediante e orgulhosa como sempre, até o fim. Não importava o que o Henry tirasse dela, a mulher não conseguia admitir que o casamento deles não existia mais! Dava vontade de chegar e dizer pra ela assim: “filha, não importa o que o papa disse, o homem não te quer mais! Cê tá vendo um casamento por aqui? Porque certamente eu não estou!”. Ela sequer abriu mão da sua teimosia pra ver a filha que estava doente, e isso é cruel demais! Enfim, finalmente acabou esse sofrimento de ver a Catherine falando asneira de cinco em cinco segundos. A vida segue… E nós também.



Mary Tudor – finalmente vimos a Sarah Bolger assumir o manto de Mary Tudor! Sim, vocês estão certos, eu não gosto da personagem, mas isso não quer dizer que eu não goste do trabalho da Sarah no papel, nem que eu não admire o talento dessa atriz… Para mim, não existe ninguém que interpretaria a Bloody Mary melhor! Afinal, ela é a personagem que a gente ama odiar, e isso é dizer muito. Além do mais, apesar dos momentos odiosos em que ela fala mal da Anne Boleyn, e até se regozija com sua morte, temos também o amor fraternal dela pela Elizabeth, e isso acaba amolecendo o meu coração. O fato dela não botar a culpa da mãe sobre a filha quase me faz dar uma colher de chá para a personagem… Quase, mas aí eu lembro que ela é uma cobrinha venenosa, e aí tudo volta ao normal.



Thomas More – só tenho uma coisa a dizer sobre este personagem… Já vai tarde! Mentira, tenho outras coisas também a falar sobre ele, esta era apenas a principal. Apesar de não gostar do personagem, admito que ele foi muito inteligente se desviando do assunto do juramento! Só que me ficou uma dúvida desses malabarismos que ele fez para ficar vivo: dizer que não sabia a resposta não era tão condenatório à sua alma quanto jurar? Porque me parece que, se fosse apenas questão de virtude, ele teria que falar com todas as letras o que ele pensava. Se não era esse o motivo, então o que seria? Teimosia? Orgulho? Olha, eu realmente não sei o que pensar sobre tudo isso. Queria que vocês me ajudassem a solucionar o mistério.



Jane Seymour – Também conhecida como “a vaca da vez”. Aí a pessoa pode dizer “ah, mas ela não fez exatamente igual ao que a Anne também fez?”, ao que eu respondo “na na ni na não!”. O Henry disse para a Catherine, com todas as letras, que não queria mais ela e que, por sua vontade, o casamento não mais existia. Ele não tem culpa se ela continuou teimando, ou se era uma coisa mega difícil se divorciar oficialmente na Idade Moderna. A verdade é uma só: se um não quer, dois não continuam em um relacionamento amoroso. Já quanto à Anne, bem… O Henry não disse nada desse tipo! Dessa forma, ele foi muito mais traíra com a sua segunda esposa do que foi com a primeira, e a Jane colaborou nesse aspecto. Ainda assim, apesar de odiar a personagem com todas as minhas forças, eu gostei muito da atriz que interpretou ela na segunda temporada. Achei que ela deu o toque de “inocência” e jovialidade necessários para a Jane Seymour.



E aí, gostaram da resenha? Próxima temporada teremos uma troca bem maior de personagens nesta lista, então me aguardem! Enquanto isto, comentem o que vocês acharam das minhas considerações sobre a segunda temporada, e não deixem de ler os outros artigos pertencentes à saga de resenhas Um Olhar Sobre a Dinastia Tudor (links abaixo, em ordem cronológica). Um beijo e um queijo a todos, e até a próxima!


Um Olhar Sobre a Dinastia Tudor - The White Queen

Um Olhar Sobre a Dinastia Tudor - The White Princess

Um Olhar Sobre a Dinastia Tudor - The Spanish Princess (season 1)

Um Olhar Sobre a Dinastia Tudor - The Spanish Princess (S2E1)

Um Olhar Sobre a Dinastia Tudor - The Spanish Princess (S2E2)

Um Olhar Sobre a Dinastia Tudor - The Spanish Princess (S2E3)

Um Olhar Sobre a Dinastia Tudor - The Spanish Princess (S2E4)

Um Olhar Sobre a Dinastia Tudor - The Spanish Princess (S2E5)

Um Olhar Sobre a Dinastia Tudor - The Spanish Princess (S2E6)

Um Olhar Sobre a Dinastia Tudor - The Spanish Princess (S2E7)

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