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  • Gisele Alvares Gonçalves

Um Olhar Sobre a Dinastia Tudor - The Tudors (season 3)

Olá, reis e rainhas do meu coração… Chegamos à terceira temporada dessa série maravilhosa, e o coração já começa a doer ao lembrar que estamos perto do fim. E essa season passou tão rápida! Se levamos duas temporadas para resolver o plot da Anne Boleyn, agora tivemos basicamente três rainhas em oito episódios! No entanto, ainda que o ritmo pareça ter se acelerado, tudo foi escrito de forma primorosa, e nós não sentimos como se estivessem atropelando a história, ao contrário: se mais coisas aconteceram em menos tempo, é porque precisavam acontecer. Mas e aí, chega de papo furado? Vamos ao que interessa! Abaixo, seguindo a tradição das resenhas de The Tudors, escreveremos o que pensamos sobre cada personagem ao longo da temporada. Segurem suas coroas, porque lá vamos nós!

Henry VIII – Continua o mesmo babaca de sempre, mimado e egoísta. É engraçado, mas ao longo da série vemos muito pouco dele pensando em seu povo, sendo que ele mais considera que a população da Inglaterra existe para servi-lo do que o contrário. Ai ai, e depois vocês não entendem por que eu torcia para a rosa branca durante a série The White Queen… Ao menos o Edward, apesar de mulherengo, fazia alguma coisa para melhorar a situação do povo, ao invés de só coçar o saco e escolher com quem vai se deitar nos próximos segundos.


As escolhas políticas de Henry dependem muito de seu “amor verdadeiro” do momento, e de seu orgulho. Se ele se sentiu ofendido pelo rei da França, ou por seu embaixador, corre ao abraço do imperador, e vice-versa, sem pensar o que seria melhor (estrategicamente falando) para o seu reino. Aliás, todos estes monarcas parecem farinha do mesmo saco: fazem tratados e quebram suas palavras em um estalar de dedos. Nem sei porque ainda se importam em gastar tinta para assinar os documentos!


Quanto à vida pessoal do Henry, bem… Tivemos uma pequena mudança, que foi a ferida exposta em sua perna que nunca cicatrizou. O pior é que, além da dor que tal ferimento traz de quando em quando, o Henry ainda está perdendo a mobilidade com a perna, sem contar no cheirão de podre que ele deve ter, devido a tanto pus. Não é à toa que a Anne of Cleves não estava inclinada a fazer sexo com ele. Eu, no lugar dela, também não estaria.



Charles Brandon – Essa, definitivamente, foi a temporada mais importante para o personagem. Bem, por onde começar? Talvez fosse interessante iniciar este tópico falando sobre o seu papel na rebelião do norte, em que ele teve que matar homens, mulheres e crianças inocentes. Gente, que tristeza! Está certo que eu não vou muito com a cara do Charles, mas esse plot doeu na alma. Ele simpatizava com aquelas pessoas, fazia promessas a eles e depois teve que prejudicar a sua alma ao bancar o traíra. Pior ainda, bancar a foice da morte! Foi muito injusto da parte da mulher dele não entender o quanto isso machucava o seu marido, e o quanto ele tentou evitar esse momento, porém sem sucesso. Essa experiência, certamente, mudou o Charles para sempre, e nós conseguimos entender bem o porquê.


Outra coisa que eu queria comentar com vocês sobre o Charles Brandon é a seguinte: vocês já repararam que ele está por trás de cada maquinação política, e cada queda/execução? Ele ajudou a derrubar o Wolsey, a Anne e o Thomas Cromwell, os três grandes personagens que serviram de mote para as três primeiras temporadas! E, de alguma forma, ele nunca está no olho do furacão, nem é suspeito de manipular o Henry. Até mesmo quando ele se casou com a princesa Margaret Tudor, lá na primeira temporada, o máximo que ele conseguiu de punição foi ficar afastado da corte, sem passar uma noite sequer na torre! Olha, é ter muito o rabo virado para a lua… E o pior de tudo é que ele sabe disso. Ele tem esse poder e o usa a todo momento, ainda que todos os personagens ao seu redor não se deem de conta. Se eu fosse uma nobre da corte, iria querer os favores dele antes de qualquer coisa na vida!



Thomas Cromwell – Esse foi o drama hardcore da temporada, tendo sido também a execução mais violenta da série inteira até o momento… Tudo graças à turma do Charles Brandon (entende agora o que eu estou dizendo?). Está certo que eu tive birra com o Cromwell por causa da Anne Boleyn na temporada passada, mas nessa tudo o que eu sinto pelo homem é pena. Claro, o fato dele ser protestante ajuda muito nesses casos pois, apesar de ser espírita, eu acredito piamente que, se eu tivesse nascido no século XVI, eu seria protestante. Os argumentos deles fazem sentido para mim, e uma fé mais simples e sem muitas burocracias ou ritos é um aconchego para o meu coração. Claro, eu respeito e sempre respeitarei os católicos, porém aqui é o momento de contar a minha opinião, e por isso digo que sempre estarei inclinada aos personagens protestantes de The Tudors. Tirando isto, a própria forma como o Thomas Cromwell morreu foi horrível, impactante para caramba! Sério, se você não sentiu nada ao ver esta cena, corre lá e vê de novo, pois você viu errado.



Jane Seymour – Chegamos, enfim, à vez de falar sobre a vaca, que ficou com cara de santinha o tempo todo nesta temporada. Em primeiro lugar, devo lembrar a todos que, apesar de parecer muito fofa, essa filha de bacante é uma baita de uma hipócrita, tendo noivado no mesmo dia em que a segunda esposa de Henry morria decapitada (e por causa dela). Em segundo, queria dizer que, apesar de achar a Annabelle Wallis bastante ok (a nova atriz a interpretar a Jane Seymour), eu preferia mil vezes a Anita Briem no papel. A Anita deu mais jovialidade à personagem, e até mais expressão! Além do fato de que já estávamos acostumados a associar o rostinho dela à Jane, e a troca de atriz acabou por quebrar um pouco a imersão na história. De resto, só tenho isto a dizer: já foi tarde, Jane Seymour! Pena que não foi no cadafalso.



Edward Seymour – O novo jogador do jogo dos tronos (ops, série errada). O Edward é, como todos dizem, bastante frio e calculista, ambicioso e desapegado de laços afetivos. É só ver a forma como ele avisou a irmã sobre a morte do pai… Não vi nenhuma lágrima naqueles olhos! E nem à esposa ele não dá muita bola, pouco se lixando se ela está metendo chifre em sua cabeça ou não. Tudo o que importa para ele é money, money, money (já ouvi a música do Abba tocando na minha cabeça!), e até a vida do sobrinho nada mais é para ele do que um ticket para as futuras riquezas da monarquia. Ele é, sem tirar nem pôr, o novo Thomas Boleyn da série, e isto não é um elogio.


Anne of Cleves – Ah, agora sim estamos falando de uma rainha querida de verdade! A Anne é muito fofa, minha gente, e também é a mais inocente dentre todas as esposas de Henry Tudor… Uma verdadeira virgem! Não é à toa que o rei não sabia o que fazer com ela, afinal ele nunca havia conhecido esta espécie rara. A Anne também foi a única que não usou de sedução para se casar com o Henry (olá, The Spanish Princess, que não deixa eu mentir sobre esse assunto!), e também a única que não tinha ambições por si própria, só fazendo o que precisava para sobreviver a esse jogo cruel das monarquias. Por isso mesmo eu digo que ela mereceu o destino que teve: ficou com dois palácios, dinheiro, liberdade e ainda não teve que dormir com o Henry e sua perna pestilenta. É, meus jovens, há pessoas que já nascem com sorte nesta vida!



Catherine Howard – Priminha da minha diva suprema, Anne Boleyn, é por si só uma divinha. Alegre e vivaz, e um pouco ninfomaníaca, a Catherine age e pensa como a adolescente que ela é: não mede consequências, apenas vive pela diversão. Gosta de dançar e de ganhar presentes, e gosta de ser o objeto de desejo do rei, e nada mais importa para essa doce tolinha que, apesar de tudo, não é uma pessoa ruim. Ela só não é muito inteligente também, como sua prima era: nada de jogos para Catherine Howard, ela se entrega sempre que tem vontade! Um pouco parecida com a Mary Boleyn, neste quesito, porém muito mais chamativa e imprevisível. Não é à toa que conseguiu prender a atenção do rei tão rapidamente (e a minha também).



Embaixador Chapuys – A cobrinha venenosa, porém já sem muito veneno: sem a Anne Boleyn, ele não tem muito como mostrar o seu lado podre nas telinhas. Chapuys chegou mesmo a se acomodar como um personagem ok nesta temporada, em especial pela sua bela amizade com a Mary Tudor. O cara é como um pai para ela! Tal belo sentimento é sempre agradável de se acompanhar em uma série… Mesmo que seja entre duas pessoas que anteriormente não apreciássemos muito.



Mary Tudor – Até esta vaquinha de presépio está melhor nesta temporada… E olha que eu julgava isto impossível! Seu melhor momento, é claro, é quando ela se apaixona pelo duque da Bavária, e quase começa a perceber que, se existe amor, a fé alheia pode ser respeitada. Que ship bonitinho, minha gente! Foi um dó que tenha acabado tão depressa, e que eles não tenham se casado para terem filhinhos bonitos como ela. Pena também que, por causa do sofrimento que o protestantismo trouxe à Mary, ela nunca vai verdadeiramente respeitar os luteranos: essa marca vai ficar para sempre em sua alma, fazendo a princesa futuramente se tornar a Bloody Mary que conhecemos da História.



Francis Bryan – Nova adição da temporada, porém uma que não era muito necessária, apesar de eu gostar do personagem e do ator que o interpreta (se você está se perguntando de onde conhece ele, pergunte-se se ele se parece com um certo rei francês da série Reign, e então obterá a resposta). Agora, fala sério: os roteiristas botaram o Francis Bryan, o Thomas Seymour e o Reginald Pole na trama para dar uma apimentada às coisas, só que o tiro saiu pela culatra, afinal… Em termos de cenas de sexo (a que o Francis se presta com maestria), já tínhamos personagens masculinos o suficiente para cumprirem o papel, e em termos do plot relacionado ao Reginald Pole, teria sido muito melhor não incluir algo que eles não sabiam como encerrar, e que acabaram esquecendo no churrasco. Tirando tudo isto, o Francis é apenas mais um capanga do Henry Tudor, um daqueles que é capaz de realizar os seus trabalhos sujos. Serviu para aumentar o tempo de tela da terceira temporada, porém poderíamos ter aproveitado este mesmo tempo com personagens mais relevantes.



Reginald Pole – Uma adição que poderia ser bastante interessante, mas que acabou por azedar por não ter ganhado um final digno. Cara, ter os plantagenetas de novo na parada é mais do que genial, é tão necessário para nós, fãs da rosa branca, quanto respirar. E, junto com a trama do Reginald, ganhamos de brinde algumas lágrimas pela morte da Maggie Pole, a quem já amávamos desde The White Princess. No entanto, ainda que meu coração se incline a amar todos os descendentes dos três irmãos de York, o Reginald Pole pode ser a exceção à regra. Ele é muito carola! Sim, eu confesso: não consigo amar os personagens de The Tudors que se inclinam para a fé cega, como é o caso, e por isso acabo ficando um pouco irritada com a devoção de Reginald ao papa. Ainda assim, parabenizo muito o Mark Hildreth, o ator que deu vida ao Reginald, pois ele fez um excelente trabalho ao interpretar um antagonista na série!



E aí, gostou da resenha? O que achou desta terceira temporada da série, e das novas inclusões de personagens na trama? Concordam com os meus comentários, ou pensam diferente a respeito do que foi abordado no texto? Comente aí abaixo o que acham dos personagens, e diga quais são os seus preferidos, estou ansiosa para saber! De resto, deixo um beijo e um queijo para vocês, e um convite para lerem as outras resenhas da saga Um Olhar Sobre a Dinastia Tudor, cujos links vão ficar disponibilizados para vocês aí abaixo. Até a próxima!


Um Olhar Sobre a Dinastia Tudor - The White Queen

Um Olhar Sobre a Dinastia Tudor - The White Princess

Um Olhar Sobre a Dinastia Tudor - The Spanish Princess (season 1)

Um Olhar Sobre a Dinastia Tudor - The Spanish Princess (S2E1)

Um Olhar Sobre a Dinastia Tudor - The Spanish Princess (S2E2)

Um Olhar Sobre a Dinastia Tudor - The Spanish Princess (S2E3)

Um Olhar Sobre a Dinastia Tudor - The Spanish Princess (S2E4)

Um Olhar Sobre a Dinastia Tudor - The Spanish Princess (S2E5)

Um Olhar Sobre a Dinastia Tudor - The Spanish Princess (S2E6)

Um Olhar Sobre a Dinastia Tudor - The Spanish Princess (S2E7)

Um Olhar Sobre a Dinastia Tudor - The Spanish Princess (S2E8)

Um Olhar Sobre a Dinastia Tudor - A Outra

Um Olhar Sobre a Dinastia Tudor - The Tudors (season 1)

Um Olhar Sobre a Dinastia Tudor - The Tudors (season 2)

Um Olhar Sobre a Dinastia Tudor - The Tudors (season 4)

Um Olhar Sobre a Dinastia Tudor - Elizabeth I

Um Olhar Sobre a Dinastia Tudor - Duas Rainhas