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  • Gisele Alvares Gonçalves

Zoey's Extraordinary Playlist - S1E2

Olá, gente amada… Tudo bem com vocês? Finalmente, depois de um longo hiato que levou mais de mês, tivemos o segundo episódio de Zoey’s Extraordinary Playlist. E que episódio, não é mesmo? Recheado de notas musicais e emoções, exatamente do jeitinho que a gente gosta. Pra começar, tivemos a nossa amada Zoey (Jane Levy) cantando sua primeira música na série, e já deu pra perceber que ela é extremamente talentosa. Confesso que já tinha visto essa cena como sneak peek, mas ainda assim foi muito gostoso vê-la de novo, ainda que eu já não me surpreendesse com o piano caindo do nada sobre a nossa ruivinha. Da primeira vez levei um susto danado, e precisei de alguns segundos para voltar a raciocinar e perceber que havia sido um sonho.

Depois disso tivemos a cena com a Mo, e eu confesso que acho a personagem divertidíssima! É interessante como uma especialista em músicas, mas que não tem qualquer dom sobrenatural, é quem está guiando a Zoey através dessa jornada. É interessante, também, notar a disparidade entre essas duas personagens, não só em termo de personalidade e de decoração de apartamento, mas de sua conexão com a primeira arte. O que quero dizer é que a Zoey nunca precisou de real ajuda em relação aos seus poderes, e agora ela entendeu isso… O que ela precisava o tempo inteiro era de alguém que a ajudasse a interpretar as músicas e os pensamentos mais íntimos das pessoas, de forma que assim pudesse auxiliar os indivíduos em suas necessidades.

Em resumo, a Zoey não é alguém que tem uma inteligência emocional muito aflorada, e isso se percebe na timidez dela e em suas decisões erradas em relação às pessoas que ela ama (como, por exemplo, todo o desentendimento que ela teve com o Max neste episódio). Sendo assim, ela precisava de alguém que a guiasse não no sentido fantástico ou coisas assim, mas no lado mais real e humano o possível, afim de que ela possa utilizar seus poderes para realmente fazer a diferença na vida das pessoas. Com seus poderes e a ajuda da Mo, a Zoey está se tornando uma pessoa melhor, e sua evolução em dois episódios já está bastante clara.

A característica que mais se destacou na personagem principal, em especial neste episódio, foi a sua necessidade de ter tudo sob controle. Não é à toa que é exatamente isto o que o quadro que ela mantém ao lado da porta em seu apartamento diz… Nada sutil, aliás. Talvez seja por isso que seu círculo social seja tão pequeno! Afinal, ela não consegue ser espontânea, e não gosta de coisas acontecendo na sua vida fora daquilo o que foi planejado. Eu entendo ela, pois sou exatamente assim, e isso faz com que eu me identifique e goste cada vez mais da nossa querida Zoey. Gosto que ela seja fofa mas que tenha defeitos, tornando-se assim uma personagem completamente plausível e humana, de forma que possamos nos identificar com ela. Ainda assim, estou curiosa para acompanhar a jornada de evolução da Zoey, que claramente está disposta a deixar um pouco o controle de lado para aproveitar as incertezas da vida.


Bom, chegou aquele momento em que eu preciso deixar a Zoey um pouco de lado para falarmos mais profundamente do Max. Uma coisa que eu notei na construção do personagem é que parecia haver um abismo entre o que ele canta (ou seja, seus pensamentos mais profundos) e como ele age em relação à sua melhor amiga toda-poderosa. Não sei se vocês tiveram a mesma impressão que eu, mas quando a Zoey começa a insistir na palavra “amigo” e fica super estranha em relação ao seu convite para ir a um restaurante, a atitude do homem não foi de alguém que ficou triste por ter sido posto na friendzone, mas de estranhamento de um tipo de atitude que não é comum na sua colega de trabalho. Ele foi completamente honesto quando disse que não era para ser um passeio romântico, mas gostoso, e portanto eu fiquei com um ponto de interrogação na minha mente, até eu ter me tocado do que realmente está acontecendo: sim, o Max ama a Zoey e está muito atraído por ela, mas ele ainda não sabe disso! Isso quer dizer que a Zoey ouve o inconsciente das pessoas, não o consciente, e que talvez ela possa descobrir algo sobre o indivíduo que nem ele sabe sobre si mesmo. Isso a deixa com uma grande responsabilidade, mas também deixa a trama mais interessante, visto que traz bastante profundidade psicológica para os personagens.

Como eu disse antes, a Zoey não tem muita inteligência emocional e não sabe lidar com as situações que fogem de seu controle, como ela descobrir que o Max secretamente ama ela. Sendo assim, ela acaba agindo por impulso e fazendo coisas que nem mesmo ela gostaria de ter feito, tudo isso por não saber lidar com as surpresas da vida. Isso é tão fato que, enquanto conversava com a Mo, a Zoey disse que não queria que as coisas mudassem entre ela e o seu melhor amigo, porém ela vai lá e faz tudo ao contrário do que esperava, criando um abismo bastante chato entre os dois. Parte desse desentendimento foi ocasionado por suas próprias atitudes estranhas em relação ao Max, mas a maior parte se referiu ao pânico em que ela entrou quando o homem mencionou o “poder dela”… Medo este de que ele descobrisse o que realmente estava se passando. Assim, agindo impulsivamente, ela comprou a ideia de que as coisas estavam diferentes entre eles por causa de seu novo cargo como gerente da equipe, e falou algumas coisas bastante grosseiras para o seu amigo.

Tudo isso fez com que entendêssemos melhor a Zoey, decifrando mais partes ocultas de sua personalidade: ela teme a perda do controle exatamente por ser impulsiva, o que faz com que ela queira se policiar e policiar todas as situações ao seu redor com total eficiência. Não obstante, tem algo que ela teme ainda mais do que mudanças alheias ao seu controle, e isso é que as pessoas que ela mais ama conheçam inteiramente ela… Incluindo as suas anormalidades. Isso revela uma baixa autoestima, o que faz completo sentido com suas outras atitudes no trabalho, como por exemplo a entrevista para a promoção que a chefe aplicou nela, sendo que Zoey não conseguia admitir que basicamente criou aquele tal projeto sozinha. Ela teme ser vista pelas outras pessoas, e por isso que quase não fala de seu pai para ninguém, e se falou para o Simon é porque basicamente foi obrigada pela situação.

Bom, finalmente chegamos no Simon! Nesse episódio ele não foi tão enfocado quanto o Max, mas ainda foi interessante ver a interação dele com a Zoey em termos mais profissionais. Foi legal ver eles se unirem para criarem um projeto em conjunto para a empresa, e mais legal ainda ver o homem ajudando a gerente novata a achar seu lugar na liderança de sua equipe. Particularmente, eu acho que eles tem uma química muito boa, afinal eles são mais parecidos do que aparentam ser. Por exemplo, os dois têm questões emocionais relacionadas a seus pais, e os dois não tem a propensão a se abrir e compartilhar seus problemas. Por outro lado, o Simon costuma ter uma atitude muito mais segura que a Zoey, e ele certamente é mais extrovertido quando o assunto é leve e distante de suas questões pessoais.

Sim, vocês não entenderam errado… Eu shippo muito mais a Zoey com o Simon do que com o Max, ainda que eu não acredite que esse vai ser o casal principal da série. Por que eu acho isso? Ora, é só ver que o Max literalmente aparece como par romântico da Zoey no trailer da série, e o Simon sequer é mencionado. Outra coisa que entrega a intenção dos roteiristas é a aparição da Autumn neste episódio, que claramente veio para ser uma complicação amorosa, segundo o próprio teaser do próximo episódio mostra. Zoey vai começar a sentir ciúme do Max com a barista, e provavelmente será isto que despertará o sentimento dela pelo amigo.



Voltando às questões relacionadas ao pai, que foram mencionadas mas não trabalhadas… Nossa, a situação do Mitch é tão triste! Mas tivemos momentos muito bonitos relacionados a ele neste episódio, como a notícia de que seus movimentos faciais e manuais aumentaram, e como a visita do Max para ele. Gostei bastante da cena em que o personagem cantou Moonlight para a esposa, e me emocionei quando a Zoey descobriu que essa música significava um “eu te amo” entre o casal. Enfim, não há muito mais o que falar, a não ser que toda essa trama é bela e bastante dramática.  


Já que mencionamos uma das músicas que fez parte da playlist extraordinária da Zoey neste episódio, que tal debatermos um pouco sobre a escolha da trilha sonora da série? Particularmente eu estou adorando, apesar de não conhecer quase nenhuma das canções que são cantadas durante os episódios. Confesso que acabo procurando todas depois no youtube, pois fico com várias delas grudadas no cérebro, e aí acabo até decorando a letra eventualmente. Uma coisa que eu percebi, no entanto, é que a maioria das músicas escolhidas são bastante antigas, lá dos anos 70 e 80, ainda que sempre tenhamos algumas bastante recentes para contrabalancear a série, afim de que os jovens também possam ver e se identificar com a trama. No episódio anterior tivemos All I Do is Win e Mad World (que não é tão novinha, mas também não é tão antiga quanto as outras), e neste tivemos a incrível performance do Max (Skylar Astin) cantando Sucker, do Jonas Brothers. Aliás, quais outras músicas e artistas vocês gostariam de ver nesta série? Eu super queria ver uma cena com alguma das Spice Girls, ou dos Backstreet Boys. Se tocasse Shakira eu também não iria reclamar… Afinal, ela é minha diva absoluta.

E aí, que acharam dessa resenha? Comentem abaixo o que vocês estão achando da série, e se concordam com as minhas opiniões ou não. Um beijo a todos, e até a próxima!

Gisele Alvares Gonçalves