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  • Gisele Alvares Gonçalves

Zoey's Extraordinary Playlist - S1E4

Olá, extraordinários… Tudo bem com vocês? Eu estou aqui cada vez mais surpreendida com essa série, que a princípio eu pensei que ia ser apenas mais um entretenimento para a semana, mas agora está me pegando de um jeito alarmante. É vício que fala? Enfim, já vamos começar falando da estrela desse episódio, que foi ninguém menos que o nosso Mo querido, o leonino mais alto-astral da série… Ou não? Afinal, a primeira música que a Zoey ouve ele cantar já é uma bem triste, que a princípio deu a entender que ele se sentia bastante sozinho. Bom, não posso ser culpada de ter tirado essa conclusão, afinal a própria protagonista, a nossa ruivinha toda-poderosa, também havia entendido que a música se tratava de tristeza e solidão. No fim, no entanto, descobri que tanto eu quanto a Zoey havia focado na parte errada da letra, e que na verdade a grande questão do Mo era ser o grande farsante, ou seja… Fingir ser o que não era dentro da igreja. A maior surpresa do episódio, para mim, foi exatamente mostrar que Mo é uma pessoa religiosa, e eu vou dizer que esta foi uma inesperada alegria. Como cristã, fiquei muito feliz por não terem retratado a igreja como uma terrível vilã no episódio, ou a fonte das misérias do vizinho de Zoey… Ao contrário, ele realmente acredita e se sente bem na igreja, e sabe que o pastor o aceita como ele é. A questão, no fim, era mais interna do que externa: era sobre o medo de não ser aceito, o medo de expor-se para a comunidade. Por causa desse temor, Mo criou um muro em volta dele, e não deixava que ninguém visse o que o estava incomodando, nem mesmo a Zoey.

Engraçado, pois algo similar também está acontecendo com a Joan… Ao menos nessa questão de sentir e esconder do mundo. Claro que a situação da chefe da SPRQ Point é muito diferente daquela do Mo, dizendo respeito aos sentimentos que ela ainda nutre por seu ex-marido, mas a questão é que ela finge estar bem, quando na verdade Zoey sabe que ela não está. Achei muito interessante como os roteiristas não simplesmente encerraram a questão do divórcio, mas estão mostrando as consequências emocionais de tal decisão para a Joan. Nada é fácil, e separar-se de alguém com quem você conviveu por décadas deve ser atordoante (no mínimo), mesmo que você saiba que tal pessoa não presta e não faz bem a você. Ainda vai levar um tempo para a personagem curar essa ferida, e eu gosto da ideia de que esse lento processo será mostrado na série, mesmo que ocasionalmente. Isso traz mais profundidade para a trama, e a torna mais verossímil.

Não sei se vocês notaram, mas tudo aquilo que ela disse que fez, tipo nadar 1Km na baía, não me pareceu ser exatamente algo que alguém que está de boas faria, mas sim a atitude de uma pessoa que está agitada, precisando extravasar. Ao meu ver, a Zoey não entendeu os sinais, aceitou prontamente o que a Joan falou sobre estar muito bem emocionalmente, porém todas as pistas estavam la… A nossa ruivinha, todavia, apesar de ser muito inteligente para questões de tecnologia, ainda não consegue ler o ser humano, se não é ajudada por uma música. Pergunto-me se um dia ela vai conseguir pegar as nuances das pessoas, os pequenos gritos de socorro, antes de precisar ouvir uma nota sequer do pensamento do indivíduo.

Agora, cantar Wrecking Ball, da Miley Cyrus, foi para arrasar quarteirões! Quero dizer, a Joan só nos enganou com Satisfaction, porque a trilha sonora dela está incluindo o mais pop do pop atualmente. Imagina ela se apaixonando por um novo homem e cantando Heart Attack, da Demi Lovato.. Aí sim fechava o trio com chave de ouro! Se bem que Let it Go combina bastante com a personagem também, além de ser uma música linda que ia encantar todo mundo. Já pensou se realmente conseguem botar essa música em algum episódio? Acho que ia ter muita gente surtando!

Joan teve seu momento de brilho no episódio passado, e eu espero que ela ainda tenha outros futuramente (preferencialmente com Let It Go), mas gente… Fala sério, o que foi o Mo cantando This Little Light of Mine? Caramba, arrepios! Certamente um momento que vai ficar marcado para a posteridade. Já falei como eu amo esses coros de igrejas norte-americanos? E com a voz de sopraníssimo de Mo, certamente essa se tornou a melhor cena musical da série até agora.



Já quanto ao Simon… Ah, o Simon, que faz a mulherada suspirar enquanto vê essa série! O triste, no entanto, é que ele não parece estar nem um pouco balançado em relação à Zoey, não importa o quanto nós shippemos os dois. Ansiosa para ver algumas ceninhas que rolaram na prévia do próximo episódio, em que eles aparecem de uma forma um pouco mais romântica. Eu me pergunto se, de repente, o Simon é como o Max: apaixonado pela Zoey, porém negue tais sentimentos até a si mesmo. Isso parece ser bastante comum entre os personagens dessa série, então eu não me surpreenderia nem um pouco se este fosse o caso.

Falando em Max… Que entrada triunfal, hein? Con Te Partiro, de Andrea Bocelli, é um grande desafio, porém o Skylar Astin interpretou com perfeição, como sempre. Aliás, que elenco incrível, tanto em termos de atuação quanto de cantoria! Até agora não tenho nenhuma reclamação neste departamento, só elogios. Foi muito engraçada toda a performance do ator, o sorriso bobo, os gestos amplos e exagerados, tanto que logo eu entendi que ele estava felizão assim porque havia feito sexo. Homens, sempre tão previsíveis! Essa aí até a Zoey pegou no ar, ainda que ela não seja tão boa em ler as pessoas. Agora, eu não sei quem aqui shippa o Max com a Zoey, mas gente… O cara está tão feliz com a Autumn, eu acho fofo pra caramba. Estou ansiosa para vê-la de novo na série, e para ouvi-la cantando. Já imaginou um dueto entre a loirinha e o seu namorado? Eu ia achar demais!

Enfim, chegamos ao núcleo familiar da série, que nos trouxe grandes alegrias e emoções neste episódio. Estou adorando o fato de que o David e sua esposa estão realmente fazendo parte da trama, e que sejam um casal tão adorável e amoroso quanto eles são. Estava muito curiosa em relação ao sexo do bebê, e gostei de saber que vai ser um menino… Fico me perguntando qual o nome que os pais vão escolher para o anjinho. Não sei se vocês repararam, mas há algum tempo, nas séries que tinham protagonistas femininas, e que supostamente eram voltadas para um público também feminino, toda mulher que engravidava acabava por parir uma menina. É ou não é verdade? Se discorda, me diz alguém que tenha engravidado de um guri na série The Vampire Diaries, por exemplo. Atualmente, no entanto, isso parece estar mudando… Podemos citar Outlander, em que a Brianna deu à luz o pequeno Jeremiah, e agora a própria Zoey’s Extraordinary Playlist, em que teremos um futuro mocinho Clarke na família.

Outro ponto interessante foi conhecer mais do passado da mãe da Zoey, e de alguma forma também conhecer mais seu presente. Jesus, ela já foi uma traquinas em sua juventude! Ter um romance clandestino com o professor de literatura russa? Trabalhar em uma adega na França? Isso que é história para se contar para os netos! Sim, parece que a Maggie viveu muito, e isso só faz a sua música do episódio passado ganhar mais sentido. Ela tinha sede de viver de novo, e com a ajuda dos filhos agora ela consegue ter interesses, se divertir, trabalhar com o que ela gosta. Dá pra ver mesmo que ela é uma mulher completamente diferente, mais leve, mais ousada! Estou gostando muito de conhecer essa nova versão da Maggie, e acredito que todo mundo concorda comigo quando eu digo que ela é uma pessoa muito interessante, só precisa se redescobrir para entender isso.



Por fim, chegamos à Bonnie. Que pessoa maravilhosa e esquisita ao mesmo tempo! Alguém que sonha com os dias de verão nos países tropicais, mas que teme botar o pé para fora de seu apartamento. Gostei da forma como a Zoey lidou com ela, e espero ver mais dessa amizade futuramente. Quero ver essa personagem crescer, e extravasar seus sonhos e anseios para o mundo, e ousar viver no mundo! Eu entendo a Bonnie, e às vezes eu sou uma Bonnie, pois andar por aí pode ser amedrontador, uma vez que muita coisa pode dar errado. Podemos adoecer, ter o nosso coração quebrado por alguém, fazer alguma besteira e prejudicar a nós mesmos, podemos até mesmo sermos atropelados por um carro e ir parar em um hospital. Por mais difícil que seja, no entanto, temos que todo o dia criar coragem para fazer algo a mais, algo que até então o temor não nos autorizava. Precisamos nos permitir, e vencer o medo todo o dia, para que assim possamos aproveitar o máximo que a vida pode nos oferecer… Ou seja, precisamos ser mais Maggie, menos Bonnie.

E aí, gostaram da resenha? Comente aí abaixo o que achou do episódio e desse texto, para que assim possamos nos conhecer melhor. Um beijo a todos, e até a próxima!

Gisele Alvares Gonçalves