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  • Gisele Alvares Gonçalves

Zoey's Extraordinary Playlist - S1E5

Olá, extraordinários… Tudo bem com vocês? Imagino que sim, depois desse episódio maravilhoso que tivemos neste domingo. Gente, confesso a vocês, não imaginei que ZEP fosse ficar tão profunda quanto tem se mostrado, mas depois deste diálogo entre Zoey e Simon eu começo a agradecer fortemente por ter decidido acompanhar essa série do começo. Que delicadeza de sentimentos, que percepção humana notória! Acho que os roteiristas estudaram psicologia ou algo assim, pois o nível que qualidade daquele diálogo foi impressionante. Foi uma lição de vida para todos nós, uma que eu já estou tratando de aplicar no meu dia a dia. Sim, o primeiro impulso que temos quando alguém está mal é tentar animá-lo, mas nós já paramos para pensar que a pessoa precisa viver aquele sentimento, que ela precisa trabalhá-lo, e não fugir dele? Será que a gente já se permitiu falhar, ou admitir nossas falhas? Vivemos em um mundo em que a palavra “erro” parece um palavrão, e não fingimos ser perfeitos apenas para os nossos chefes, mas para nós mesmos. Não seria mais saudável, talvez, aceitarmos que temos defeitos, e que às vezes podemos fazer algo de uma forma errada, ainda que a intenção fosse fazer tudo certo? Temos que tirar essa carga pesada das nossas costas, temos que aceitar a falha como parte natural da caminhada, e talvez assim possamos respirar fundo e conseguir alcançar nossos objetivos na segunda vez que tentarmos. Quem sabe, se pensássemos assim, o David e a Emily não tivessem vivido aquele desentendimento estressante, e pudessem ter simplesmente conversado sobre seus medos e suas ansiedades com honestidade. Sim, eu sei que o caso deles é complicado, mas vocês não acham que a mentira apenas complicou ainda mais algo que já era complexo? Se o homem tivesse aberto seu coração à esposa, os dois poderiam se ajudar mutuamente nesse momento especial, ao invés de estarem emocionalmente separados. Talvez a Zoey até tenha feito errado em contar o segredo do irmão para a cunhada, mas eu acredito que o maior mal tenha sido provocado por ele mesmo… Tudo o que a ruivinha fez foi expôr os erros dele.



Achei muito tocante toda essa trama, e o momento em que eles cantam Just Give Me a Reason foi incrível! Aliás, como uma cena com esta música poderia ser menos que perfeita, não é? Bem, na real, ela não chegou a ser perfeita mesmo, e pela primeira vez teve algo no arranjo musical que me desagradou em ZEP. Não, eu não sou profissional da música, então se houver algum maestro ou cantor profissional aqui pode me corrigir sem problemas, porém eu cheguei a estudar um pouco de música quando estava no coral da UFRGS, então sei reconhecer alguma coisinha ou outra em um arranjo. A questão é que a Alice Lee (Emily) baixou a oitava na segunda vez que cantou o refrão (se é que estão no mesmo tom do começo da música, o que eu definitivamente tenho dúvida), e apesar de isoladamente o efeito ter ficado bom com o dueto do Andrew Leeds (David), no conjunto eu não gostei. Acredito que, se mantivessem o agudo dela, não teria dado essa impressão de que a música decaiu, e aí sim a cena teria ficado perfeita. Enfim, apesar dessa pequena reclamação, estou muito feliz que tenham dado mais destaque a este casal, e mal vejo a hora do bebê nascer! Imagino que vai ser um momento bastante emocional e sensível, e eu acredito piamente na capacidade dos roteiristas e diretores dessa série de fazerem algo grandioso e melódico para essa cena, de forma que vamos todos cair em lágrimas de alegria. Voltando ao tema das falhas… Tivemos também, neste quesito, o feedback anônimo da equipe da SPRQ Point, e alguns programadores não ficaram muito felizes ao saber de seus defeitos, principalmente o Leif. A questão é que, de tanto que ele se cobra ser perfeito, tudo o que ele conseguiu enxergar foi que ele era um grande erro cósmico e que sua vida tinha sido em vão, ao invés de pegar aquelas informações e procurar se melhorar a partir deste conhecimento. O Max, ao contrário de seu colega, conseguiu identificar até mesmo seus defeitos na vida pessoal a partir de tal feedback profissional, e assim decidiu tomar o caminho certo e terminar com a Autumn, já que percebeu que não gostava tanto assim dela quanto ele pensava que poderia. Confesso, no entanto, que isso me magoou um pouco, visto que eu estava shippando bastante esses dois. Talvez eu sempre soubesse que eles não chegariam ao final da série juntos (ou vão chegar? Nunca se sabe quando dois personagens vão reatar em um programa de televisão!), mas ao menos eu esperava que eles fossem passar mais tempo juntos, e que nós fôssemos realmente conhecer a Autumn como uma personagem regular. Bom, na prévia do próximo episódio ela aparece, e cantando, porém sem a ligação que ela tinha com o Max, ela pode acabar sendo esquecida no churrasco em termos de trama. Eu sei que ZEP até agora não nos deu razões para duvidar de sua qualidade, mas com tanta coisa que eu vejo em outras séries acabo sempre ficando com o pé atrás com basicamente tudo. Outra razão pela qual eu não gostei do término deles é que eu senti como se o Max tivesse usado a Autumn, e eu realmente odeio isso. Eu sei que ele é um cara legal e que suas intenções sempre são boas, porém ele entrou em um relacionamento sem ter nenhuma certeza sobre seus sentimentos pela moça, basicamente porque estava solteiro e queria “ver no que dava”. Isso, ao meu ver, é irresponsabilidade sobre a emoção alheia, uma vez que ele estava apenas testando para ver se podia rolar algo mais sério, enquanto que ela já estava completamente apaixonada por ele. Por favor, minha gente… Não façam isso com ninguém! Se não tiverem certeza, não deem esperanças para a outra pessoa, resolvam-se primeiro e só procurem o outro quando souberem que é para valer. Que tal mudarmos um pouco de assunto e falarmos da Maggie, hein? Gente que história linda é essa! E sabe, eu senti mesmo a dor dela, pois quando a gente ama alguém com essa intensidade, tudo o que fazemos com essa pessoa se torna especial, e acaba sendo guardado em um lugar sagrado da memória. Quando a gente perde um parceiro é difícil retomar sozinho, porém a Maggie precisava mesmo ter outros interesses além daqueles da casa, precisava ter outras atividades que não aquelas relacionadas ao marido, senão ela ia acabar por enlouquecer… Ou esquecer completamente quem ela era antes da tragédia bater à sua porta. O mais bonito, no entanto, foi o Mitch apoiar ela em seus projetos, ainda que ela não soubesse disso. Gente, vocês querem prova mais intensa do amor verdadeiro do que esta? Sim, é uma situação devastadora a que eles estão vivendo, porém os dois fazem sempre o melhor que podem para sobreviver, e para verem um ao outro felizes. Estou ansiosa para ver a mamãe Clarke abrir as suas asas e voar para além do seu ninho, e curiosa para saber até onde ela pode chegar! Mantendo-nos no tema família… Interessante notar como neste episódio descobrimos mais sobre a infância do David e da Zoey, e como esse período inicial da vida afetou os dois de forma negativa no presente. Por não ser considerado tão masculino enquanto criança, David sofreu um pouco de preconceito, o que está afetando ele agora que vai ser pai de um menino, deixando-o temeroso em relação à paternidade e distante de sua mulher. Já a Zoey tem o problema da pressão para ser perfeita, que ela mesma colocou em si mesma para conseguir suprir as expectativas de seus pais. Com esse subtema do episódio nós podemos pensar a respeito de nossas próprias vidas, e o quanto de nossa infância ainda nos afeta negativamente, através das vivências que tivemos e a forma como fomos tratados por nossos progenitores. Sim, é verdade, este período da vida pode definir o resto da nossa jornada, isso se não confrontarmos os nossos traumas e os nossos medos… Por isso é importante fazer como a Zoey fez, encarar de frente e assumir os seus defeitos, pois só assim temos a chance de trabalhar eles.



Agora vamos chegar ao coração do episódio, à treta mais tretosa que já tivemos até o momento em ZEP… Estou falando, é claro, do caso ilícito entre Simon e Zoey. Eu nunca pensei que uma coisa assim pudesse acontecer, ainda mais partindo da nossa ruivinha amada, que é a pessoa mais certinha e tímida que eu já conheci em uma série. Ok, eu shippo demais esses dois, porém até eu pensei que o cara ia ter a decência de terminar com a noiva antes de ter uma noite de amor com a protagonista, e julgo mesmo toda essa situação como de irresponsabilidade extrema. Tudo fica ainda mais caótico e errado ao descobrirmos que o Simon vai mesmo continuar com o noivado, como se nada tivesse acontecido! Tem que ter muito jimo para uma cara de pau dessas, hein? Bom, mas não vou especular muito para o próximo episódio, quero ver se me surpreendo positivamente com o Simon ainda, e com todo esse triângulo amoroso de que ele é o centro. Tudo o que posso dizer a vocês é que não vejo a hora de chegar domingo e poder ver ZEP, pois vou ficar tendo palpitações de ansiedade até saber o que vai acontecer neste enredo!

E aí, gostaram da resenha? Não deixem de comentar o que acharam do episódio! Um beijo a todos, e até a próxima.

Gisele Alvares Gonçalves