NoEDC.jpg
Buscar
  • Gisele Alvares Gonçalves

Zoey’s Extraordinary Playlist – S2E3



Olá extraordinários, tudo bem com vocês? Terceiro episódio da temporada, e minhas convicções a respeito do Max apenas ficam mais fortes! Cara, como assim a namorada dele estava em uma crise existencial, com pesadelos e ainda imersa no luto, e o Max só pensa em como ele está se sentindo? E não para de falar sobre suas questões pessoais, querendo ser ouvido, não prestando atenção na Zoey, que estava desmoronando? Poxa, pra que ter tato com situações delicadas, não é mesmo? Até quando ele quer ouvi-la, as palavras do homem parecem mais como cobranças do que como preocupação genuína! No fundo, o Max é uma criança mimada e egoísta, e nem disfarça isto pra ninguém. Aliás, qual a briga que não se resolve com um pedido de desculpa? Nunca vi essas palavras saírem da boca dele. Para o Max, a Zoey sempre é a culpada dos problemas entre eles, e ele é tão convincente nessa sua crença que faz a ruivinha acreditar nisso também. Ele simplesmente nunca vai fazer um exame de consciência para tentar entender se o erro pode estar com ele. Inconcebível.


Enquanto o Simon… Ah, o Simon! Este sim é homem de verdade, trata a Zoey com delicadeza, sempre preocupado com seu estado de espírito. Ele mostra compreensão a respeito do estágio do luto dela, mostra carinho, mostra decência, enfim. O Simon é o cara que está pensando mais na Zoey do que em seus próprios sentimentos, e até mesmo aceitou de boas que ela esteja com o Max, pois ele quer a felicidade de sua amada acima de sua própria. Pois é, minha gente… Além de gato, tem conteúdo. Sinceramente? Não entendo quem ainda shippa a Zoey com o Max! Pra mim vai ser Simon a vida inteira.


Quanto aos sonhos da Zoey… Bem, confesso que estava esperando outra coisa, mais relacionada à mitologia da série. Imaginei que, neste episódio, os sonhos iriam nos dar mais pistas sobre os poderes da Zoey, e apesar de ficar um pouco desapontada por não ter sido nada disso, achei bastante intrigante este mistério que, ao meu ver, ainda não está cem por cento solucionado, e que eu espero continuar a ver nos próximos episódios. Enfim, vamos à cena em si! Nowhere to Run foi uma escolha absurdamente acertada para a cena, que teve tons escuros e azulados para dar uma obscurecida à sempre tão colorida série. Foi sutil, mas eu gostei demais dessas escolhas de direção. A coreografia estava linda, e a Jane Levy mais uma vez mostrou os seus talentos como dançarina… Sério, se eu fosse homem, juro que estaria apaixonado por esta mulher há muito tempo. Toda a coreografia teve um quê de loucura, de delírio mesmo, e a tomada final, com a luz pálida e intensa sobre o rosto descabelado da Zoey, caramba! Arrepios. Os caras realmente se puxaram nesta cena.


O que mais me intrigou, no entanto, foi o significado desses sonhos. Obviamente já sabemos que eles não tinham a ver com a Zoey se sentir presa na casa da mãe, mas então por que eles aconteciam? Na letra da música, a protagonista canta “pois eu sei que você não é bom para mim, mas você se tornou uma parte de mim”. Quem seria esta pessoa que está fazendo tanto mal para a nossa ruivinha? De acordo com Simon, os pesadelos são consequência do sentimento de luto da Zoey… Se seguirmos por este pensamento, então seria a lembrança do Mitch que está “prendendo” a personagem? Bom, o fato dela ter visto a si mesma no sonho, com a roupa da última dança com o pai, colabora com esta visão. Mas, só por desencargo de consciência, podemos cogitar que esta pessoa que não é boa para a Zoey pode ser o Max? Afinal, quando o seu namorado canta Say Something para a mulher, ela só faltou cavar um buraco para se esconder, pois estava evitando o cara a todo o custo! Além do mais, o episódio terminou com o término deles, logo após a Zoey ter sido sincera sobre os seus sonhos. Inconscientemente, e mesmo sem querer admitir para si mesma, ela podia saber que o Max não é bom para ela, por mais que, atualmente, faça parte dela.


Eu fico cogitando, também, se a interpretação do Max sobre os sonhos da Zoey foram genuínas, ou se elas não foram um pouco interesseiras. Afinal, ele queria que a ruivinha voltasse a morar em seu próprio apartamento, pois era de seu interesse ter mais privacidade com sua namorada. Fico imaginando se ele evitou mencionar o luto da Zoey por motivos egoístas… Enfim, a pulga está lançada, e se vai grudar atrás da orelha de vocês, isto não está mais em minhas mãos.



Bom, chega de falar na Zoey e seus dois maridos, não é mesmo? Quero falar, agora, sobre a Emily e o David. Bom, o plot deles não está sendo o núcleo mais emocionante da série, e parece que eles nem tem trama própria, mas orbitam na personagem recém-chegada, a Jenna. Suas aparições têm consistido em mostrar o quanto eles estão sempre cansados… E é isso. Sério, não tem nada a mais. Não estão explorando os sentimentos deles em relação ao bebê, ou em relação um ao outro, ou em relação a qualquer outro personagem da série que não a Jenna. Estou sentindo falta de uma maior profundidade para este casal, e espero que logo eles possam estar cantando seus sentimentos novamente. Que seja breve a espera.


Já quanto à Maggie… Estou gostando de ver este novo lado dela, toda empolgada com o trabalho! É muito legal que ela se redescubra e alimente sua criatividade, e pra ser sincera, digo que até vi um ship chegando para a personagem. Sei não, mas achei muita coincidência que o primeiro cliente que aparece para ela é um cara de meia-idade, solteiro e muito, muito charmoso. Roteirista não dá ponto sem nó, minha gente! E, para ser bem honesta, acho excelente que estejam tomando este caminho. A Maggie é muito querida, e eu quero que ela seja feliz.


Claro, as coisas estão progredindo para a mãe da Zoey, mas certas feridas vão custar um pouco a fechar ainda. Podemos perceber isto pela música que a personagem cantou, Someone You Loved, que aliás é uma música que eu amo demais, e sinceramente não queria ter visto na voz xoxa e dança sem graça da Mary Steenburgen. A atriz até deu uma melhorada de um ano para o outro da série, deve estar fazendo aulas de canto desesperadas… No entanto, não foi o suficiente. Essa música merecia um Simon, ou uma Zoey, ou até mesmo um Max! Enfim, a gente não pode mudar certas coisas, então só nos resta aceitar e seguir em frente. Uma coisa que eu adorei, no entanto, foi a aproximação artística entre Maggie e Jenna. Caramba, que parceria gostosa e produtiva! Sinceramente, espero que possamos ver mais dessas duas daqui em diante, pois eu estou amando a forma como essa amizade está se desenvolvendo.


Enfim… Já cobrimos a vida amorosa e familiar da Zoey nesta resenha, precisamos agora falar sobre o núcleo profissional da série. Cara, sério isto? Os caras quebram o vidro da empresa, e ela não demite ninguém? No mínimo eu teria tirado o Leif do cargo dele e rebaixaria o homem novamente para ser um simples programador! O abuso é muito grande, e na vida real nenhuma empresa permitiria isto. Agora, não sei se vocês repararam, mas a Zoey está cada vez mais com os trejeitos da Joan durante o trabalho. Cara, é muito amor! Isto é quase uma homenagem à nossa saudosa chefe rabugenta, e eu não poderia estar mais feliz quanto a isto.



O que não está me fazendo feliz, no entanto, é a aparente perda da capacidade da série de dar conta de todos os personagens. Gente, o Leif está muito apagado nesta temporada! Agora todas as músicas que ele canta são com outras pessoas, não estamos tendo mais nenhum vislumbre para seus sentimentos pessoais. Até mesmo o Mo anda um pouco escanteado, e neste episódio ele mal apareceu, quem dirá cantar! Quero ver ele abrir a goela (e o coração) sobre seus problemas com o namorado, afinal acho impossível que isto ainda não tenha acontecido.


Por fim, quero comentar sobre um último detalhe do episódio com vocês, que é o barquinho que a Zoey pega na casa da mãe. Aquilo pareceu uma cena meio aleatória, mas se você entende de simbologia, logo se ligou que o barco quer dizer despedidas, e a cena simbolizou a partida da casa da mãe para seu próprio apartamento. Não apenas isto, mas se vocês repararem, o barco está novamente na cena entre Zoey e Max, como uma premonição do rompimento deles! Bom, talvez haja ainda mais significados aí, mas foram estes o que eu percebi até agora… Se você notou mais algum, comenta aí embaixo, vou adorar conversar com vocês!


Então é isto, pessoal… Por hoje é só! Vou deixar um beijo e um queijo com vocês, e uma vontade imensa de que nos vejamos nas próximas resenhas aqui No Escurinho do Cinema. Até a próxima!